Há uma grafia rasca em Portugal

Quem te não viu anda cego

Zeca Afonso

DOC: Symptoms, ma’am, symptoms.

SALEM: Symptoms!

SONNY: Things that show on the outside what the inside might be up to.

— Sam Shepard, “La Turista

O penalty é penalty.

— Rodolfo Reis. 27/8/2017

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Durante as férias, depois dos arredores de Putzu Idu, algures em Portugal, porque era efectivamente sábado e se calhar havia vento de Gibraltar,

Algures em Portugal, Agosto de 2017

apareceu-me este texto de Vítor Serpa, director do jornal da irresponsável resistência silenciosa.

En passant, acho deliciosa a avaliação “excelente”,

feita pelo director do jornal A Bola, de um trabalho “apresentado com rigor”, [Read more…]

A Junta de Freguesia de Tadim Censura Comentários

fascismo-nunca-maisA página de facebook da Junta de Freguesia de Tadim (Braga) tem problemas em digerir comentários.
Talvez lhes fosse melhor fazer como a EDP e abandonar uma plataforma de comunicação que vive, essencialmente, de… comentários e partilhas…
É só uma ideia.

A Bandeira ao Contrário

braga

Braga, 25 de Abril de 2013. © Eduardo Morgado.

O presidente da República e o discurso de Fação

Li, nalguma imprensa, que João Semedo teria acusado o presidente da República de fazer um “discurso de fação”, aludindo ao discurso de Cavaco Silva na 39.ª Sessão Comemorativa do 25 de Abril. Achei curioso e fui verificar, uma vez que não conheço discursos característicos de Fação. Havendo discursos característicos de Fação, a letra inicial deveria ser, como acabamos de ver, maiúscula. Afinal (valha-nos a rádio), João Semedo disse que “não há consenso, quando o presidente da República faz discursos de facção”. De facção! Exactamente: [faˈsɐ̃ũ̯] e não [fɐˈsɐ̃ũ̯]. A diferença é gritante, como bem sabemos. Felizmente, a imprensa de referência em ortografia portuguesa europeia não engana. Curiosamente, no Correio da Manhã, o texto sobre o “discurso de Fação” aparece em ortografia portuguesa europeia (ruptura, facção, Março, director…). Haja  esperança.

fação

Sophia

Sophia

Sophia, sempre Sophia. Sempre. Há um ano, aqui no Aventar, também o Ricardo Santos Pinto nos trouxe este Poema. Como já tive a oportunidade de escrever, «Em português europeu, Abril não é abril. Em português europeu, Abril é Abril. Sempre».


Se para comer e ter uma habitação digna, precisar de roubar e matar…o favor de contar comigo…

O título deste texto é copiado de um comentário à entrevista em que o imensamente cristão Bagão Félix declara temer que o “corte dos subsídios seja definitivo.” Depois do desbaste levado a cabo pelos chamados socialistas, o poder laranjazul vive em beatitude. Bagão, por exemplo, deve andar sem tocar no solo, como se caminhasse sobre as águas, e, todos os Domingos, tomada a hóstia, sorri, antevendo mais uma semana em que o povo se vai reduzindo àquilo que já foi e que nunca devia deixar de ter sido: pobre e agradecido. Ainda assim, antes de apagar a luz, depois de confiar que Deus ajudará o método da temperatura, Bagão não consegue evitar um arrepio de medo, ao pensar que, depois de 24, há sempre um 25 e que o povo pode ficar mal-agradecido.