Parece que agora se estuda para os exames. Eu pensava que o estudo visava aprender. E que demonstrar o que se sabe se faz hoje, amanhã ou noutro dia qualquer, em qualquer exame.
É verdade que o sistema de ensino-avaliação que foi sendo construído estimula esse vício: o de estudar/memorizar para despejar numa prova e esquecer no dia seguinte. É verdade que para Nuno Crato a memorização é uma tarefa fundamental, mesmo que não sirva para mais nada: é o sistema de ensino mais adequado para a formação de imbecis, incapazes de entenderem o que declamam, mais próximos do papagaio do que do humano. Mas era escusado fazer prova disso no dia em que por terem o seu exame adiado os alunos viraram coitadinhos.
Ficamos conversados sobre o conceito de rigor e exigência de Nuno Crato, onde se permitem exames à porta fechada ou em refeitórios, vigiados por quem não faz a mínima ideia de como se copia nos dias de hoje. O dia nacional do copianço, um presente deste governo que aumentará a sua popularidade entre os cábulas e batoteiros de costume.










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