Conversas vadias 16

A décima sexta edição destas “Conversas vadias” rondou: Reino Unido, Lista Verde, pandemia, Portugal, turismo, Champions, tio Joaquim, Lisboa, Porto, PSP, traduções, SIC Notícias, vacinas, EUA, Bélgica, Regionalização, poder local, história, ciência, José Gomes Ferreira, teses, conspirações, BES, Sérgio Conceição, China, Tiananmen, homenagens, Benfica, Jorge Jesus, pandemia, “pandumia”, planetas, Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital, censura, Iniciativa Liberal, controlo de informação, liberdade, internet, e as recomendações dos vadios a não perder.

E quem foram os vadios? Foram António Fernando Nabais, Carlos Araújo Alves, Francisco Miguel Valada, João Mendes, José Mário Teixeira e Orlando de Sousa. Mais a ausência especial de Fernando Moreira de Sá, que está à espera que chova para regressar ao meio de nós (ámen).

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Conversas vadias 16
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Isto já não é o que era

Portugal, pátria do fado e da saudade, da nostalgia e do sebastianismo, da tristeza e da melancolia, de repente passou a ser optimista.

E, assim, começou a nossa desgraça.

Segundo a SIC Notícias, tal fenómeno é a primeira das duas razões para o Governo britânico ter retirado Portugal da famosa “Lista verde”: “a quantidade de optimismo aumentou muito”.

Já corriam uns rumores que os britânicos andavam desagradados com os portugueses que exibiam um optimismo e uma esperança irritantes. Até as letras dos fados que escutavam em Alfama, soavam a felicidade e alegrias insuportáveis.

Se Portugal quiser ter os turistas ingleses de volta, que arrepiem caminho: lamentem, chorem, entristeçam.

E para quem quiser perceber melhor este magnífico contributo de serviço público de informação prestado pela SIC Notícias, assente em tão criativa tradução das declarações do governante inglês, é só escutar o nosso podcast “Conversas vadias” que vai para o ar na próxima Segunda-feira (07/06/2021) às 22 horas.

Até lá, por via das dúvidas, chorem e lamentem-se, se quiserem os “bifes” de volta.

Turismo de subserviência e outras cabritices

O Reino Unido anunciou hoje a exclusão de Portugal da sua “lista verde”, que permitia aos turistas ingleses fazer férias em Portugal e regressar ao país sem cumprir quarentena. A decisão das autoridades britânicas, baseada na evolução dos números da pandemia, era previsível, depois daquilo que foram os festejos do campeonato ganho pelo Sporting, que agora se reflectem no aumento diário de casos em Lisboa e Vale do Tejo. Ontem, por exemplo, 50,8% dos novos casos positivos foram registados naquela ARS. No dia anterior foram 60,6%. No anterior 81,6%. And so on.

A vantagem sobre outros concorrentes do turismo, como Espanha, Itália ou Grécia, durou pouco tempo. Foi desperdiçada. E, a continuar assim, depois do outro grande evento desportivo que foi o encontro de hooligans ingleses na Ribeira do Porto, corremos algum risco de, daqui por duas semanas, estarmos a assistir a um novo pico de infectados. E, eventualmente, mais restrições. Internas e impostas pelos países que cá vêm passar férias. Ou vinham.

E tudo isto porquê?

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