O fato das alianças, a persistência dos contatos e o massacre contínuo

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE. La voix U se forme en rapprochant les dents sans les joindre entièrement, et allongeant les deux lèvres en dehors, les approchant aussi l’une de l’autre sans les joindre tout à fait : U.

MONSIEUR JOURDAIN. Il, U. il n’y a rien de plus véritable : U.

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE. Vos deux lèvres s’allongent comme si vous faisiez la moue : d’où vient que si vous la voulez faire à quelqu’un, et vous moquer de lui, vous ne sauriez lui dire que : U.

— Molière, “Le Bourgeois gentilhomme

Considering that the sound /y/ is absent from the vowel space of the subjects in the present study, both at the phonemic and allophonic levels, and consequently that /u/ varies freely, beginner L1 American English learners of L2 French should have difficulty establishing contrastive phonemic categories for /y/ and /u/.

Ruellot

Specifically, the study focused on production by native English speakers of the French vowels /u/ and /y/. French /u/ is realized with variants that are similar, yet acoustically non-identical, to the realizations of the /u/ category of English. French /y/, on the other hand, does not correspond directly to an English vowel, and can therefore be regarded as a new sound for English native speakers who learn French as an L2.

Flege

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Há um importante aspecto — com <c>, que em português do Brasil ilustra /k/ e em português europeu fixa o /ɛ/, impedindo um /ɛ/→[e] (cf. ‘espeto’) — a ter em mente, ao reflectirmos — também com <c>, que ilustra o /k/ subjacente e fixa igualmente o /ɛ/, evitando-se /ɛ/→[ɨ] (cf.repetirmos‘) — sobre a recorrência de grafias como aquela ali à esquerda:

Agora, de forma escorreita.

Há um importante aspecto a ter em mente, [Read more…]

Os factos de Câncio e os fatos da CMTV

Avec ses quatre dromadaires
Don Pedro d’Alfaroubeira
Courut le monde et l’admira.
Il fit ce que je voudrais faire
Si j’avais quatre dromadaires.

— Apollinaire, “Le Dromadaire

Sedulo curavi, humanas actiones non ridere, non lugere, neque detestari, sed intelligere.

Espinosa

Woah oh oh oh oh oh oh oh.

Ian Astbury

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Convém sempre lembrar que nem só de fatos se vive no Diário da República:

Seja como for, de fatos efectivamente muito se vive, no Diário da República em particular e na realidade (orto)gráfica portuguesa europeia em geral, desde Janeiro de 2012.

Eis um exemplo, no Diário da República de hoje:

Quanto à realidade (orto)gráfica portuguesa europeia em geral, peguemos na nossa fidelíssima lupa e debrucemo-nos sobre um episódio extremamente interessante. Ao contrário do excelente Público, que traduziuperspectiva‘, para a nossa correcta interpretação da *perspetiva de Daniel Oliveira, a CMTV deturpou factos, indicando fatos,

quando Fernanda Câncio claramente não se refere aos fatos “de roupa” espalhados por Santana Lopes.

Apresentado este meu pequeno relatório, resta-me desejar-vos um óptimo fim-de-semana.

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É necessário um novo acordo ortográfico da língua portuguesa

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE.- Et l’R, en portant le bout de la langue jusqu’au haut du palais ; de sorte qu’étant frôlée par l’air qui sort avec force, elle lui cède, et revient toujours au même endroit, faisant une manière de tremblement, RRA.

MONSIEUR JOURDAIN.- R, R, RA ; R, R, R, R, R, RA. Cela est vrai. Ah l’habile homme que vous êtes ! et que j’ai perdu de temps ! R, r, r, ra.

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE.- Je vous expliquerai à fond toutes ces curiosités.

Molière, Le Bourgeois gentilhomme

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Por muito paradoxal que possa parecer a alguns distraídos, o Acordo Ortográfico de 1990 impede uma límpida leitura brasileira das polémicas portuguesas, logo, deve ser substituído. Ao ler as perspetivas de Daniel Oliveira, um falante/escrevente de português do Brasil fica obviamente escandalizado e profundamente incomodado. Valham-nos os serviços de tradução do Público. De facto. Exactamente.

Efectivamente, a necessidade de um novo instrumento ortográfico para a língua portuguesa justifica-se também por outro motivo: hoje em dia, um falante/escrevente de português europeu fica naturalmente perturbado quer perante os contatos de hoje, no sítio do costume,

quer diante disto (*):

É preciso um instrumento ortográfico que substitua o Acordo Ortográfico de 1990. Como dizia há uns tempos Michel Onfray, nada fazer quando tudo desaba é efectivamente (effectivement) contribuir para a decadência. Para evitar o desabamento e a decadência, a solução é simples: regresse-se a 1945 (pdf).

Desejo-vos uma óptima semana.

(*) Os meus agradecimentos a Manuel Monteiro.

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As velhacarias de Scapin e o fato de não ter sido prestada garantia

SILVESTRE: Si vous n’abrégez ce récit, nous en voilà pour jusqu’à demain.

— Molière, Les Fourberies de Scapin

O senhor é economista… O senhor é economista… O senhor é economista… O senhor é economista… O senhor é economista… O senhor é economista… O senhor é economi… O senhor é economista… O senhor é economista… O senhor é economista…

— Octávio Machado, 24/9/2017

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Três meses volvidos, façamos um exercício semelhante ao das perpectivas,

 

apresentando dois exemplos teóricos com ortografia portuguesa europeia antes do AO90 e confrontando-os com formas ortográficas de português do Brasil antes do AO90, português europeu com AO90 em teoria, português do Brasil com AO90 e português europeu com AO90 na prática.

Comecemos pelo exemplo teórico

pelo facto de não ter sido prestada garantia (…) não tiver sido suspensa a respectiva execução.

Confrontemo-lo então com formas ortográficas de [Read more…]

O avarento ou a escola da mentira dos governantes

a cristmas carol

Harpagón

Estamos enganados. Os séculos que vivemos não são o XXI, é o XVII. Harpagón governa-nos. Não estamos no ano 2011, estamos em 1668, a data em que Jean Baptiste Moliére criou a personagem referida antes, este pai de Elisa e Cleanto, [Read more…]

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