Agora percebe-se melhor

Manuel Monteiro volta ao CDS-PP

GIGO e AO90: imagens da rentrée

Some meta-analysts have opted to only include published or so-called high-quality research, citing what is known in the meta-analysis literature as the garbage in, garbage out (GIGO) validity threat (e.g., Truscott, 2007).

Plonsky & Oswald

Let’s put it this way: if successful, a CL approach may serve as a high-speed train to Word City, but its terminus is in a suburb. That’s okay, as long as one realises it’s still a bit of a stroll downtown, where the real action is.

Frank Boers

That’s right! Cristiano Ronaldo. He’s that new kid … uh… from Benfica… (Porto…?)

Ian Astbury

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Ontem, vi um resumo do PSG-Real Madrid e lembrei-me, imagine-se, de uma recente menção ao fato de Zidane, feita pelo jornal A Bola. Efectivamente, no momento em que experimentava sistemas diferentes, Zidane envergava um fato, de acordo com as palavras grafadas nessa ilha ortográfica do Dr. Moreau, nesse maravilhoso espaço de resistência silenciosa cercado por liberdade de expressão:

Aliás, a foto que ilustra o texto mostra Zidane (como Monti, há uns anos) de fato:

Quanto ao sítio do costume…

Ora bem, portanto, vejamos:

Tudo na mesma. OK. Siga.

Nótula: Agradeço a Manuel Monteiro o envio deste engomadíssimo fato de Zidane.

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Para quedas, para pentes e pentes para carecas

La résilience, la définition est très simple : c’est la reprise d’un type de développement, après avoir subi un traumatisme.

Boris Cyrulnik

Thus, if learners are applying a ‘first-noun strategy’ when beginning to learn Latin, they might miscomprehend something like Ursum tigris amat (bear-ACC tiger-NOM loves) as ‘The bear loves the tiger.’ For this reason, it is not enough to only measure reading times of grammatical and ungrammatical sentences to see if learners develop sensitivity to case marking. It is also prudent to determine whether learners can make use of case marking during sentence comprehension. That is, can they correctly interpret something like Ursum tigris amat as ‘The tiger loves the bear’?

VanPatten & Smith

Jouis et fais jouir, sans faire de mal ni à toi ni à personne : voilà, je crois, toute la morale.

Chamfort (apud Onfray, bah oui, Onfray)

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Já sabíamos que a ausência crónica de contacto com a realidade é uma disfunção que afecta muitos decisores políticos. Todavia, hoje, ficámos igualmente familiarizados com o conceito “sem contato com o solo”.

E lá está o famoso paraquedas (versão 1990 de pára-quedas), ao qual, apesar dos boatos, Manuel Monteiro não se referiu.

Efectivamente, como dizia anteontem Nuno Pacheco,

o Acordo Ortográfico não é uma coisa com erros, é um erro com coisas.

Siga.

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Debate “Acordo Ortográfico: Manter ou Revogar?” Feira do Livro de Lisboa 2019

As paupérrimas intervenções de Lúcia Vaz Pedro confirmam que só é possível defender o chamado acordo ortográfico desde que não se fale de ortografia. Defender o acordo ortográfico implica, ainda, não ser capaz de demonstrar a sua superioridade relativamente a outros instrumentos anteriores. Veja-se e ouça-se tudo, do princípio ao fim, e atente-se nos exemplos dados por Manuel Monteiro e nos argumentos aduzidos por Nuno Pacheco. Exemplos e argumentos.

Coisas silly da season

OTDIP

encontradas nesse antro de hereges que é a taberna d’Os truques da imprensa portuguesa. Mas desta vez compreende-se, Truques: Paulo Portas é um actor político irrelevante, que não desperta grande interesse mediático e que não exerceu os mais altos cargos de governação. Para quê gastar tempo de antena com ideias soltas que, só por coincidência, se ligam na perfeição e parecem indiciar um caso com contornos pouco transparentes? Ganhem mas é juízo, que estamos em Agosto. São coisas silly da season – e porreiras -, pá! [Read more…]

Todos contra a Barragem 0,1% – Depoimentos sobre o Douro e o Tua. 9 – Manuel Cardoso

 

«“Era um local recôndito mas havia pior. Fora comodamente de comboio até ao Tua pela linha do Douro. Mudara para um outro, de via estreita, que lhe pareceu penetrar num reino diferente de contos e histórias, de fragas antigas e medos terríveis, a subir por desfiladeiros a cujas paredes as carruagens se agarravam a custo.
Em Mirandela esta imagem tinha-se-lhe apaziguado, a terrinha parecia até com movimento. Simpatizou com ela e havia de lá voltar algumas vezes, teve mesmo de lá voltar bastantes vezes porque mais tarde veio a ser médico da Companhia Nacional, que explorava este ramal de caminho-de-ferro. Era o términus da linha, a estação era grande, tinha gente.
Deu uma volta pela beira-rio, entrou num ou noutro boteco, ensinaram-lhe o Zé Maria das Barbas, patriarca da boa mesa, descobriu o Totó onde se comia bem e se era servido pelas muchachas de Chaves e de Verin. Gastou meia hora nesta deambulação. Retornou à estação para acomodar as suas bagagens na diligência que partiria defronte. Carroças e carros de todo o tipo estacionavam pelas ruas, empedradas de calhaus do rio, malcheirosas e muito sujas. [Read more…]

Todos contra a Barragem 0,1% – Depoimentos sobre o Douro e o Tua. 7 – Manuel Monteiro

«Para se fazer uma viagem a Bragança no ano pouco remoto de 1903 escolhia-se o Verão, seguia-se pela linha férrea do Douro, fazia-se um transbordo na Estação do Tua e subia-se pela via reduzida, aberta na margem esquerda deste rio. Pelo arrostar ofegante e moroso do comboio através da penedia britada a golpes de dinamite sobre a corrente coleante, profunda e torva, chegava-se a Mirandela ao cair da tarde. Aqui jantava-se mais reputada hospedaria de Trás-os-Montes, a do Zé Maria, que presidia pessoalmente com as suas barbas bíblicas às refeições dos seus hóspedes. [Read more…]

Manuel Monteiro lê o Aventar

Hoje no Público, num interessante artigo, Manuel Monteiro vem dizer o que aqui tambem já defendemos. O PS deve viabilizar o Orçamento com o PCP e com o BE, afinal quem defende mais e maior Estado e que está a favor dos Megainvestimentos e consequente crescimento da despesa pública!

Quem defende, como caminho para a saida, numa aposta estratégica nas PMEs e nas famílias, não deve viabilizar este Orçamento, a não ser que aí estejam reflectidas as políticas que PSD e CDS defendem.

E não há drama nenhum se Cavaco Silva, perante um primeiro -ministro que julga que está a governar em maioria, avançar para a demissão deste governo e der posse a outro governo que faça parte da solução e não do problema, como é hoje evidente com Sócrates.

Sem esperança e na continuação de políticas sem esperança e que nos trouxeram a esta situação, há em Democracia cenários que podem romper com este círculo vicioso, onde não se faz nem se deixa fazer.

Há no país, uma profunda desilusão e o povo anseia por melhorias, ninguem julgue que haverá qualquer reacção a favor de quem, nos últimos cinco anos deu bastas razões para que não se acredite na sua tão autoapregoada competência.

Como diz MM ( e isto não leu no Aventar) é Sócrates que depende de Cavaco e não o contrário!

Pedro Passos Coelho: Alternativa?

O Pedro Passos Coelho foi um bom líder da JSD e um dos poucos, senão único, que foi marcante. O PSD, desde o fim do cavaquismo, vive numa profunda crise. Agora, com MFL, bateu no fundo. O PPC surge como uma alternativa. Perfeita? Certamente que não.

No passado acreditei em gente jovem como Paulo Portas (do tempo do Indy) e Manuel Monteiro. Foi uma desilusão e tanto. Considero que a Direita vive em orfandade desde essa altura (outros dirão desde o assassinato de Sá-Carneiro mas eu nem quero ir tão longe). Poderá PPC marcar a diferença? Eu sei que ele não domina todos os dossiers e nem é preciso que os domine, é antes necessário que saiba rodear-se de gente que domine as matérias em determinadas questões essenciais e que o saiba influenciar (no bom sentido) pois nenhum político nem ninguém domina todas as matérias.
O que me faz hesitar num apoio a PPC é o facto de não estar para voltar a sacrificar-me pessoalmente (pois quando apoio dou tudo por tudo) por uma fraude – como me aconteceu no passado. Os sucessivos erros de MM, nomeadamente o do PND, foram fatais. É que o PPC faz-me lembrar o MM dos primeiros tempos e receio que possa terminar como o Monteiro dos tempos do PND. Daí tanta resistência. Por isso não ter tomado, ainda, uma decisão definitiva. Ao mesmo tempo, tenho bons amigos que o estão a apoiar (e a puxar-me para o fazer) e que sei que são pessoas bastante preparadas e que dominam os seus temas, gente competente embora sem grande experiência da política. Mas continuo a resistir. E depois, claro, existe a questão da Regionalização…

O país não está para brincadeiras e nas próximas eleições legislativas, sejam elas daqui a um ou quatro anos, é fundamental que apareça uma alternativa credível, de gente séria e preparada. Estará Pedro Passos Coelho e a sua equipa à altura desse enorme desafio?

Responda quem souber…