Drones: esperar que a casa seja roubada para lhe colocar trancas à porta

Os drones estão de volta aos aeroportos e a coisa não parece querer ficar por aqui. Depois do recente episódio no Francisco Sá Carneiro, a que se somam outros como o ocorrido no João Paulo II, em Ponta Delgada, eis que ontem a história se repetiu no Aeroporto Humberto Delgado, pela segunda vez, desta feita com um Airbus 319 a ter que efectuar manobras de emergência para evitar colidir com um drone que voava a 700 metros de altitude, na rota do voo comercial da TAP, em trajectória descendente para aterrar na Portela. [Read more…]

Piada do Dia

“A intenção é assegurar maior controlo e transparência ao sector, que passa, assim, a ser escrutinado pela nova organização.”

Yeah right…

Taiwan e China Imperiais

A globalização, brutal e desregulada, vem causando às economias ocidentais graves crises económico-sociais. A Europa, continente pioneiro na criação e manutenção do Estado Social, é das regiões mais afectadas. Taiwan e China, e o estatuto imperial adquirido, constituem-se como adversários imbatíveis; sobretudo se mantida a conivência de organismos como a OMC e a OIT – atente-se, a propósito, no artigo publicado há dias pela insuspeita The Economist.

De facto, enfrentando a concorrência de países sem princípios e regras sociais, ou seja, de economias onde prevalece o chamado “dumping” social, é difícil, para não dizer impossível, aos governos europeus manter políticas de maior equidade na distribuição de rendimentos e manutenção de empregos e serviços de interesse público; em particular serviços das áreas da Justiça, da Educação e da Saúde; todos sob ameaça de desmantelamento, pelo menos parcial. Por exemplo, a subsistência do nosso SNS e da fonte inspiradora, o NHS do Reino Unido, está posta em causa. As medidas do actual governo e as intenções do candidato à alternância governativa em Portugal, assim como os propósitos anunciados pelo recém-eleito PM do Reino Unido, David Cameron, não suscitam dúvidas quanto ao esperado desfecho.

Ainda por cima, não é incomum ouvir declarações do género: “O Estado tem de retirar-se do papel de prestador, mesmo na Saúde e na Educação, limitando-se, isso sim, a exercer funções de regulação”. Quero crer que muitos dos defensores desta ideia o fazem porque acreditam nela. Eu estou entre os cépticos e questiono: “O que pode fazer isoladamente um Estado, ainda para mais reduzido de poderes como nosso, para através da regulação nacional controlar os efeitos económico-sociais adversos e enormes de um mundo globalizado e desregulado?”. E respondo: “Muito pouco” – para não dizer “Nada!”. [Read more…]

Portugal e a falência induzida pela banca.

Ainda não percebi se o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, acredita nas suas próprias afirmações, a propósito da situação financeira portuguesa; e não percebendo isto, pela parte que me toca, afianço que não acredito nas mesmas afirmações.

A imprensa continua a incessante divulgação de notícias adversas a Portugal. O jornal “i” é categórico no título “Bruxelas acusa bancos de empurrar Portugal para a falência”. Por sua vez, o ‘Jornal de Negócios’, com a ilustração de fotografia do sorridente par Merkel – Sócrates, lança a pergunta “Portugal pode sair do euro?”; no texto, anuncia 4 (quatro) páginas da edição em papel, dedicadas ao tema.

O sistema financeiro internacional, grande detonador da crise mundial através de “bombas” do tipo ‘derivados’, ‘hedge funds’ e ‘subprime’, não só contínua a gozar de impunidade como, face às baixas taxas de juro de mercado, está interessado em extrair proveito das elevadas taxas especiais, praticadas em empréstimos a países como Grécia e Portugal. Sabem que, mais tarde, alguém pagará – BCE ou FMI.

O referido sistema não só ficou incólume a medidas de reforma, como foi auxiliado por dinheiros públicos em muitos países, destinados resolver os efeitos dos seus próprios desvarios. Ainda há poucos dias, o inefável Joseph Stiglitz publicou na edição online de “Político” um artigo intitulado “Build strong rules for finance system”, de conteúdo muito crítico sobre a falta de regulação reforçada para que o sistema financeiro não venha, em contra-senso, a ser parte ganhadora da crise com que pulverizou o mundo; ou seja, à custa de mais sacrifícios do sistema económico, e em especial das famílias.

Perante tudo isto, acreditar em Teixeira dos Santos depende muito dele próprio e da garantia absoluta de que Portugal vão vai para a falência, nem sairá da zona euro. Quem ma dá?