A miserável qualidade da informação e a ganância em PT

Dá asco ou não dá, ouvir uma entrevista da RTP tão vazia que bem espremida se resume a 3 ou 4 novos dados em quase 11 minutos? De Galamba já sabemos que procura falar sem revelar nada de verdadeiramente importante da área que gere. Os cidadãos, quanto menos perceberem e souberem do assunto, melhor. Repetir qual papagaio as mesmas superficialidades chega a ser doloroso, mas não o rala. Por três vezes pensei que a entrevista tinha voltado ao princípio.

Da jornalista, que dizer? Em que mundo viverá?  Não havia uma perguntinha sobre o impacto ambiental da coisa? Nunca terá ouvido falar do impacto devastador na biodiversidade? Não havia uma perguntinha sobre protestos dos cidadãos? Não havia uma perguntinha sobre o fracking para obtenção do LNG que por ali vai adentrar? Não havia uma perguntinha sobre o tipo de contratos que vão ser feitos com a REN? Não havia uma perguntinha sobre os benefícios reais para o bem público?

Não há esperança. O reinado da ganância está de tal modo legitimado em PT, que a crise climática e a biodiversidade não passam de enteadas a enxotar. Interessa só e apenas o valor embusteiro do PIB e que se continue a consumir de modo a não haver amanhã.

Esta geração vai merecer o prémio histórico da Devastação. Mas até lá não lhes doa a eles a cabeça.

Ui que facada no milagre das exportações!

Repsol deixa de comprar gasóleo em Sines” [Expresso]

Sines

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Fim do TGV: Uma excelente decisão

É uma excelente decisão acabar definitivamente com o projecto do TGV. Excelente decisão é também apostar no transporte de mercadorias a partir de Sines e de Aveiro.
Algum dia heveria de concordar com o Governo de Passos Coelho. Parece que chegou o dia.

O TGV não é para 2010, não é prioritário!

Com a apresentação do Orçamento muita coisa muda, as prioridades já não são chegar depressa a Madrid, nem o aeroporto é para já. Como o bom senso e até o patriotismo aconselham e que só quem julga que “pode, quer e manda” não reconhece, o estado do país obriga a investimentos de proximidade, com influência imediata no emprego e no crescimento da economia.

A prioridade agora, vai toda para os hospitais, escolas, lares, creches, como não pode deixar de ser e como muitos de nós sempre defendemos.

Felizmente, que as eleições tiraram a arrogância a um homem que tomou a maioria absoluta como se o país fosse coisa sua, sem dar explicações, embalado por ambições incompreensíveis e perigosas. Nunca apresentou, ele e os seus prosélitos, uma só explicação plausível para a pressa, no quadro de uma economia que definha desde Guterres.

É uma vergonha o que se passou com o aeroporto na OTA (situação que apresentava enormes e perigosos obstáculos a uma aviação segura) e que só o desassombro de um homem, ex-comandante da TAP, desarmou, quando chamou a atenção para a gravidade da decisão que se ia tomar. Os pilotos, que iriam levantar e aterrar na OTA, nunca tinham sido chamados a pronunciarem-se!

Quanto à via férrea, a prioridade vai agora para o transporte de mercadorias, ramais para e de Sines e Leixões, melhoramentos nas actuais linhas de passageiros que já são de velocidade elevada e que só precisam de actualizações. Parece que o TGV se irá ficar, daqui a uns anos (oxalá, é porque as contas públicas melhoraram) pela ligação a Espanha via Badajoz e a explicação é, que há anos que governo após governo, andam a prometer isso aos vizinhos, esses sim, muito interessados no TGV.

Cumprir com o vizinho ainda se aceita como desculpa, agora dar banho aos Madrilenos…

PIN – projectos ameaçados

Grandes projectos com peso na criação de emprego e no investimento e mesmo na exportação, estão a patinar.

 

A Repsol, em Sines ( assinala o i) previa um investimento de 750 milhões e novas fábricas e ampliação da existente, aguarda luz verde de Espanha.

 

Artenius, em Sines, investimento de 355,3 milhões, produção para exportação e criação de 150 postos de trabalho, abana devido à delicada situação da empresa mãe, La Seda.

 

Itarion Solar, Vila do conde, junto da Quimonda, para produzir células fotovoltaicas, 74,8 milhões de euros, entrou em processo de falência.

 

Agni, em Montemor-o-Velho, investimento de 52 milhões, produção de pilhas de combustível para energia, falência da casa mãe, a Agni (Malásia).

 

Estes investimentos são de grande importância, implicam transferência de tecnologia, dirigem-se à exportação ou substituem importações. Temo que os investimentos que andam de vento em popa, não passem de campos de golfe e mais uns resorts para darem cabo do resto da encosta Vicentina e do Alqueva.