Praias de Lagoa: naturais e balneares?

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Confesso que continuo a ter dificuldade em perceber esta forma de organização do litoral de Lagoa (Algarve). No site municipal podemos ver que há uma diferença entre Praias Balneares e Praias Naturais:

“As águas transparentes do litoral de Lagoa atraem milhares de visitantes aos aconchegantes areais, estirados ao longo dos seus 17 km de arribas calcárias. Ao longo das últimas décadas consolidou-se naturalmente o uso de algumas destas línguas de areia que, embora com serviços mínimos ou mesmo inexistentes, não afastam os banhistas. São as Praias Naturais de Lagoa.”

Ora, nas Praias de Albandeira, de Benagil e do Carvalho não há qualquer mecanismo de Protecção aos Banhistas. São monumentos naturais, mas com zero no que à segurança diz respeito. Se a intenção é uma experiência próxima da que sentiram os primeiros exploradores destas terras, então a opção está correcta. Mas, no dia em que alguém morrer, a quem se poderão pedir explicações? Aos próprios, por natureza da vida humana, será complicado, mas se até na via pública há placas que apontam para essas praias, como poderá um turista saber que se está a dirigir para uma Praia que não é protegida? Como podemos Nós, visitantes de Lagoa, distinguir, no mesmo cruzamento, a diferença entre Carvalho e Carvoeiro?

Caro Camarada Francisco Martins, se me permite uma sugestão, tenha em atenção esta questão:

– ou toma medidas para que a experiência balnear dos turistas se torne mais segura,

– ou então remova as informações, nas estradas, que apontam para esses locais e coloque à entrada dessas praias informação bem clara de modo a que todos saibam o que vão fazer. Sugeria, até, que os acessos fossem “dificultados” para afastar os menos aventureiros.

Mas, de resto, agradeço a qualidade fantástica de todo o Concelho para nos receber. Será para repetir.

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Pesca na areia

desenho na areia Do FB Criação Criativos

Sines

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Bora lá prá praia

– Ó Nicolai! Eu disse-te para virmos mais cedo! Agora vai ficar tudo a olhar pra nós!
– Achas? Nem vão dar conta… Bora lá prá praia: o último a estender a toalha é tchetcheno!

Ouvido na Praia

Há coisas que eu preferia mesmo não ouvir. Esta foi dita por um homem à esposa:
– Quero um gelado. Apetece-me chupar.

A Praia

No verão, páram em Moledo todos os comboios da Linha do Minho. Mas há quem prefira a Linha de Cascais.

Palavras Cruzadas

Que prazer resolver estes «problemas» sentada à sombra de um guarda-sol, pés enterrados na areia quente, uma bola de Berlim sem creme («por causa da ASAE»), corpo fresco depois de um banho em praia portuguesa!

Horizontal e verticalmente se encontram significados, definições e sinónimos. Depois do problema resolvido, uma cabeça inteligente promete que encontraremos, inscrito, um provérbio ou o nome de um filme ou de uma obra, etc.

Derrama lágrimas. A parte superior das árvores. Teoria considerada normativa do bem e do dever. Conjunto de monitor´e teclado ligado ao computador. A pessoa ou as pessoas que. Fio metálico. Que lhe pertence. De modo irregular.

Entre tantos enunciados, não é que estava naquilo labirinto um belo provérbio? Quem chora, seu mal consola.

Mas neste verão eu descobri outra «palavra» para as Cruzadas, que não apenas o jogo, o passatempo, o fazer pensar em outras coisas que não o trabalho.

As palavras cruzadas podem ser uma solução para o reatar do diálogo que se interrompeu (há umas horitas) com alguém.

Depois de um atrito, a palavra custa a soltar-se da língua. A boca não solta palavra e o som parece-nos que vai sair horrível e pode ainda estragar mais a «coisa».

Então experimentei «quebrar o gelo», reatar o diálogo, mostrar que se quer esquecer o que aconteceu, «convidando» a dita pessoa a dar-me a solução do enunciado «Copo alto e estreito, usado geralmente para beber champanhe ou espumante».

E o problema (real), de insuportável silêncio e espera de resolução, começou logo ali a resolver-se «letra a letra»!!

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