Antropologicamente o casamento gay…

Não sei o que é que isso quer dizer e quem o disse também não, mas foi a maneira de ficarmos a saber que o PSD quer uma "uma união de facto registada" em vez do termo casamento".

 

Assim, os gays gozariam de todas as benesses, sociais, jurídicas e patrimoniais que o casamento dá, mas sem a designação "casamento".

 

Com o BE a coisa fia mais fino, "não podemos dar aos gays um registo mitigado  de casamento, algo entre este e as uniões de facto", porque somos todos iguais perante a Lei.

 

E somos, a prova disso é que os heteros continuam a casar-se porque são de sexos diferentes, enquanto os gays passariam a casar por serem gays. É como dizer a um negro "eh, pá, você pode casar por ser negro", nada disso, ele pode casar porque é um homem que vai juntar-se a uma mulher, segundo um contrato que se chama casamento!

 

A ser como os gays querem, a desigualdade seria manifesta, eles poderiam casar por serem gays, não por serem homem ou mulher.

 

A verdade, é que o argumento "mas tu ficarias prejudicado se um homem casar com um homem?" é falacioso, é como perguntar, se um dia destes um gajo qualquer se lembra de casar com a filha. Tambem não me prejudica, mas porra, já não há, antropologicamente falando, moral?

 

O grande equívoco é pensar-se que "o casamento" não passa de um papel, não tem qualquer valor, fogo à peça e fé em Deus. Ora, pensar assim é um tremendo erro porque há muita gente (a maioria?) para quem o casamento é uma instituição de grande significado, toda a vida viveram de e para o casamento. Estão errados? É com eles, não podem é ser desapossados de uma referência social, familiar e moral com a qual viveram toda a vida.

 

E torno a perguntar, os gays querem ser iguais aos heteros? Não seria bom estarmos em campos devidamente definidos "orgulho gay"?

 

Comments


  1. Luís, estou inteiramente de acordo contigo. No entanto, pergunto: não fará esta divergência, entre os nossos valores e os das novas gerações, parte da mudança que o fluir das gerações sempre provoca?À luz dos nossos conceitos, temos razão. E se os conceitos mudam?


  2. Os conceitos mudam, mas há que cuidar da sua relevância para a sociedade. Se um conceito é importante tal como está não parece boa ideia mudá-lo só porque sim!

  3. maria monteiro says:

    venham lá as plataformas de cidadania e casamento… tudo gira ao sabor de ventos e marés … as dificuldades que enfrentam as famílias afinal é outra 


  4. Meu caro Luís,e não é falacioso comparar o casamento gay com o incesto?  Se um pai se relaciona sexualmente com a filha  e decide casar com ela, há um prejuízo quanto a mim evidente para essa mulher. Não vejo que aqueles que, para usar as tuas palavras, toda a vida viveram para o casamento saiam prejudicados pelo facto de esse casamento se poder estender a relações entre pessoas do mesmo sexo. Se estas decidem casar-se é porque também valorizam o casamento e não vejo em que medida o degradam. Prefiro não entrar no tema da adopção e naquele teu comentário que me pareceu tão infeliz sobre os “tiques” das crianças educadas por homossexuais. Porque aí já me parece que estamos no domínio da pura homofobia e os preconceitos são demasiado irracionais para admitir a troca de argumentos. 


  5. Tudo é preconceito, Carla. Por aí não vamos lá. O incesto é uma prática normal em algumas sociedades, em África, na América do Sul. Era obrigatório nas famílias reais do Antigo Egipto. O que não significa que o aceitemos. A homossexualidade foi coisa normal na Grécia e em Roma. O que o Luís está a referir, sobre as crianças adoptadas por casais de homossexuais terem mais possibilidade de vir a ser homossexuais, corresponde a um caso concreto que eu e ele conhecemos. Nada tem a ver com a chamada homofobia. Aceitar a homossexualidade é uma coisa; elevá-la à categoria de prática normal é outra. E é isso que se está a querer forçar – que se aceite como normal uma coisa que contradiz as leis naturais.


  6. Admito que tenha sido infeliz pelo que pode representar, mas Carla, tambem não é evidente que a maioria dos homossexuais têm uma forma de estar muito própria? O que nós somos, não tem origem na nossa família e em quem nos educa? é assim tão dificil admitir que uma criança adoptada por um casal gay possa ser vunerável ao ambiente que a rodeia? Ou o Bispo tem razão quando afirma que a finalidade dos gays  é tornar irrelevante a diferença entre homens e mulheres? Achas que é irrelevante ,Carla?


  7. Luís, os gays não têm nenhuma finalidade. São pessoas, como tu e como eu, que diferem de ti e de mim na sua orientação sexual. Concordo contigo quando dizes que o somos é fortemente influenciado pela nossa família e pelas pessoas que nos rodeiam desde a infância.  Mas o que nós somos não se reduz à nossa orientação sexual e não acredito que haja uma relação causal directa entre a orientação sexual do educador e a do educando. Todos os homossexuais que eu conheço foram educados no seio de uma família tradicional e isso não fez deles heterossexuais. Carlos, famílias compostas por casais homossexuais e respectivos filhos (independentemente das condições em que essas crianças foram geradas) já existem e estão por todo o lado. A família tradicional transforma-se a cada dia e o conceito de “normalidade” vai-se ampliando. Concordo que este é um tema em que as diferenças nas paisagens de formação de cada um são fundamentais na forma como se percepciona o conflito. 


  8. Sim, os conceitos vão mudando, inclusive os de normalidade. Nem sempre essa evolução é linear: o que hoje é «evoluído» já foi normal na Antiguidade e depois foi anatematizado na Idade Média. Os conceitos de normalidade evoluem. Mas a normalidade, em si, é imutável, pois obedece ás leis da Natureza. Falo da normalidade natural; a conceptual não me interessa.

  9. O Gomes says:

    – É compreensível que num país (e vou ater-me apenas à nossa realidade) como Portugal, este assunto seja visto como prioritário? – os pobres estão mais pobres e os ricos mais ricos- o desemprego aumenta a cada dia – a população com formação vai-se embora, ao passo que muita da imigração provem de países ainda mais miseráveis (porque se lá estivessem melhor, não vinham para aqui, como é ÓBVIO) -Um país de corrupção (grande e pequena, porque os vampiros, eles comem tudo e não deixam nada, a toda a parte chegam os vampiros, poisam nos prédios e poisam nas calçadas…) COMEM TUDO, poisam nos Bancos e poisam nas Sucateiras- um País onde nem o 1º ministro se livra de suspeitas- um País onde a paz era uma das poucas virtudes, ao ponto de muitos estrangeiros virem viver para cá, exactamente por isso, hoje assolado por violência e crimes que os leva já a questionar-se.- Um País, que eu não sei onde vai parar, e o pessoal entretém-se com mariquices, desculpem lá! Está tudo a ficar senil?!!! Portanto para concluir a ideia do 1º §As coisas assentam num de 2 princípios:- O criacionista em que Deus fez um homem e uma mulher e está explicado, esta é a natureza das coisas!- O evolucionista, em que a natureza evoluiu no sentido da distinção dos géneros, mas com um propósito sexual (parece existir aqui uma inteligência subjacente) porque só o resultado da união sexual dos 2 géneros é que se mostrou vantajosa para a sua continuidade das espécies (das mais complexas) Não sei se está a natureza Humana a chegar ao seu terminus, porque sendo de todas a mais complexa, pode estar a acontecer entrar em colapso, degenerescência, chegou ao limite e começou a determinar coisas desordenadas, tais como determinar que o sexo não tem nada a ver com o género, que se pode acasalar sem valor procriativo, pois pode! (eu já descobri isso e ainda bem que foi mais cedo do que tarde)Mas ainda continuando na lógica natural há coisas que PODEM NÃO SER e há outras que NÂO PODEM SER e se as formas com que a natureza construiu cada um dos géneros não tem nada a ver com a presunção (cá está outra vez a tal inteligência subjacente) de que era possível criarem uma atracção visual que lhes permitisse aproximarem-se então não percebo o que é que me fascina tanto naquelas formas, serei eu que estou a colapsar e a degenerar?!, Não creio porque já vi que um dos propósitos considerados principais, a minha espécie multiplicou-se, logo funciona!PODIA NÃO FUNCIONAR, o que ainda assim é diferente de NÃO PODER FUNCIONAR.Ora se pode não ser ou pode não funcionar, é porque pode haver algum impedimento ou razão para ser assim, mas se não pode ser e não pode funcionar é porque o fracasso determina a razão de ser assim, o que representa a FALÊNCIA do sistema! Penso eu e se penso, logo existo, ou podia não existir?! Ou não podia existir?!Bom o melhor é desistir, eu bem dizia no princípio que as muitas dissertações e filosofias nos podem fazer mal, bom fiquemos por aqui, quando ainda as coisas fazem sentido, porque daqui para a frente não sei se farão, ou por outra sei que não farão……Ah! se se inverter a lógica!O Gomes


  10. Interessantes as suas cogitações, Gomes. Como diz a princípio, não me parece que este seja um problema prioritário de um País`onde existem tantos e graves questões a resolver.

  11. Alfredo says:

    Na verdade a conversa fiada até parece fazer sentido, até a um ponto que  faz rir até um pardal..Há pessoas que realmente estão presas a uma estrutura tão marcada pela infância e pelo que lhes sucedeu, pelo percurso derrotado, denotando alguma dificuldade em relacionar-se verdadeiramente com o presente. Provavelmente aqueles dois senhores em cima terão nascidos antes dos anos 50′ o que por isso mesmo não admira a postura deles..Sofrerão de insónias? Concerteza! Angústias existenciais? Concerteza!Saberão eles se os filhos terão tido alguma vez na vida relações homosseuxais.?.E se sim, seriam eles a favor ou contra o matrimónio homossexual…ou se o pai deles ou as mulheres deles alguma vez «fugiram à seringa» com alguém do mesmo sexo? Nunca o saberão! Se isso ocorresse provavelmente apelariam ao bom senso dos mesmos e/ou consultariam um médico especialista ou mesmo um bruxo para lhes tirar a cisma??!!. Talvez, pela conversa de xaxa fiada e pseudo científica que ambos em cima partilham…O que aqueles dois clientes da amargura por envelhecerem num mundo onde já não cabem mais, esgota-lhes completamente os comentários. Se eles falam de Natureza, sabem perfeitamente que há seres vivos bisexuais e há homens casados que não o deveriam ser, e há outros que o são por assim ser a moda. Uma coisa é certa o casamento homossexual é que não é «tão natural da Natureza» como eles dizem de uma forma tão cómica, acima, acabou de passar em muitos países e vai acabando pouco a pouco por ganhar terreno em todo o mundo, porque afinal é uma «coisa natural da natureza» dois homens quererem casar..O que esses senhores deveriam provavelmente fazer era jogar às cartas, vigiar as esposas, se as tiverem ainda, ou andarem à malha porque obviamente já se viu que a ACTIVIDADE SEXUAL DE AMBOS É NULA! Além disso sofrem de perturbações comportamentiais, eu diria mesmo sexuais, porque é-me dado a conhecer empiricamente que todo aquele homem e mulher que tem uma sexualidade promissora e corrente não tem geralmente nenhum conflito com este factor..Sim podemos concluir que há muita gente com muitos fantasmas ainda por resolver..esses dois senhores deverão estar na lista.De uma maneira ou de outra, a opinião deles já vale pouco, estão ultrapassados pelo próprio tempo e verão frustrantemente que o mundo deles não é bem vindo nem tem lugar no mundo natural da natureza. A visão deles é perversamente monolítica, reflecte um fracasso emocional pessoal, uma distãncia sentimental sobre o real, uma homofobia passé total, e UMA SOLIDÃO AMORFA!  De uma coisa esperamos todos, que essas pessoas não tenham gente homossexual que dependam deles em questões profissionais porque se me afiguram perigosos e tendenciosos. Alfredo Marceneiro


  12. Caro Alfredo, como é possível descrever-me tão bem?

  13. o Gomes says:

    É lamentavel a incapacidade que o Alfredo tem de raciocinar, eu prefiro ser antiquado e pensar antiquado do que limitar-me a reproduzir chavões modernos mas que revelam um vazio tremendo. Você limita-se a fazer a apologia daquilo que são numa linguagem actual “os novos paradigmas familiares, sociais etc. Eu pergunto-lhe uma coisa : Quem é que lhe meteu na cabecinha que os novos modelos ou paradigmas são obrigatoriamente todos melhores que os anteriores aos anos 50?!!!, Você que é tão moderno esteve aonde durante este tempo? Olhe lá para o mundo e diga-me se acha que isto tudo está a andar para melhor em todos os aspectos. Nalguns certamente que sim, noutros certamente que não, portanto não é a actualidade de uma questão que define o seu grau de erro ou não! Além disso o Alfredo até diz umas coisa acertadas, mas eu penso que é você que não se apercebe disso, quando questiona sobre se um pai , marido, filho, soubesse que o seu familiar tinha tido um relacionamento homossexual se continuaria a pensar da mesma maneira, eu digo-lhe que talvez sim embora com muita tristeza pudesse tomar o partido do tal familiar, mas aí o Alfredo até põe o problema no ponto certo, porque o que está a perguntar é se alguém que em consciência tem uma posição determinada se é capaz de a sustentar depois de levar um rude golpe. Eu não sei, mas posso-lhe garantir que muitas vezes o coração inflecte a ordem da razão, porque a pessoa passa a ficar comprometida com a defesa do familiar mais do que com a verdade.