Albergue espanhol

A expressão “albergue espanhol” designa confusão, trapalhada, desorganização, mistura esquisita. Todavia esta misturada pode afinar.

Vejam: Maria João Avillez entrevista; Victor Gaspar responde; Oliveira Martins faz o posfácio; António Vitorino apresenta. Todos à uma, sonham. E a obra – o livro – nasce.

Que bonita harmonia. Que linda alvorada que se anuncia! E ainda há quem procure unidade, coisa e tal. Já há, como vêem. Só falta o maestro

Vamos falar do custo da decisão do TC?

As saídas do irrevogável e do tio patinhas custaram ao país 2,3 mil milhões de euros em 20 dias. Estamos falados sobre onde estão as batatas podres.

Demissão já!

demissao

Na ausência de alguém que apareça a fazer a defesa do Gaspar, venho, com este post, fazer a defesa do mais incompetente Ministro que alguma vez nos apareceu à frente.

Ups. Sim, enganei-me!

Quer dizer, não me enganei – esqueci-me foi do Relvas. Vamos lá então – Gaspar é, depois do Relvas, o mais incompetente Ministro. Ah! Calma!

Esqueci-me da Ministra que despeja velhinhos – passaria, então, a escrever que Gaspar é muito incompetente, mas numa lista onde Relvas lidera, com a Assunção logo ali à perna.

Sim, eu também me lembrei daquele que era para ser Ministro da Economia, mas não me consigo lembrar do nome dele –  sim, aquele das oportunidades para os desempregados e dos pastéis  de nata.

Também há Nuno Crato, que segundo o Expresso fugiu para o Chile e Paulo Portas que foi para a Índia preparar o despedimento de funcionários públicos.

Será que há por aí alguém que consegue vir fazer a defesa destes incompetentes? Eu, juro (quem mais mente?) que tentei, mas fugiu-me a tecla para a verdade.

E, estou-me nas tintas para os calendários eleitorais ou para a existência de alternativa! Demissão, já e depois se verá!

Nota: claro que não me esqueci de Passos Coelho, adjunto do Primeiro-Ministro – tenho é pena dele, coitado! O que é que ele vai fazer depois de ser despedido? Vai continuar a ser um gestor competente como foi até agora?

Tal e qual!

O Carlos Abreu Amorim acertou em cheio!

A ler

O “politicozinho” dizia-se liberal, porém o monstro não pára de engordar…

«O que é trágico, passado um ano, é que estejamos a sofrer o maior choque fiscal da nossa história moderna ao mesmo tempo que desperdiçamos uma oportunidade irrepetível de reformar o nosso Estado e a economia»

Carta do Canadá: Portugal desamparado

Com a lentidão meditativa  a que obrigam as informações importantes,  acabo de ler  uma obra de Marc Roche que, nestes tempos incertos de Pátria e Europa,  todos devíamos ler:  O BANCO – Como o Goldman Sachs Dirige o Mundo. Ficamos a saber que, de forma secreta, praticamente de seita, laboriosamente,  persistentemente, ao longo dos anos, o Banco Goldman Sachs adquiriu a configuração de um polvo monstruoso, cujos tentáculos, sob a forma de homens de mão, está infiltrado em toda a parte. Objectivo: empobrecer países mal governados e passar o seu património para o capital selvagem e sem pátria.  Tudo isto o autor denuncia com grande pormenor e acervo de provas.

Na União Europeia, os homens principais do Goldman Sachs são Mario Draghi (presidente do BCE) e Mario Monti (primeiro ministro de Itália). O autor descreve, ao pormenor, as golpadas do banco sobre a Grécia, com a colaboração de governos da direita e da esquerda, para grande proveito e regozijo dos banqueiros alemães.
Em Portugal, segundo Marc Roche, os tentáculos do Goldman Sachs são António Borges, Carlos Moedas e, de forma sonsa, Victor Gaspar. Todos os figurantes da coisa pública  que com eles colaboram servilmente, são a repetição gananciosa e sem escrúpulos dos que, em 1580, entregaram Portugal à Espanha a troco de fortunas e títulos. Toda uma elite negativa e traidora que,ontem como hoje, cabe no grito desesperado de Almada-Negreiros: “maquereaux da Pátria que vos pariu ingénuos / e vos amortalha infames”. [Read more…]