Acção sexual da Igreja

(Imagem: reprodução/Instagram de Bordalo II)

”Recebidos 512 testemunhos de abuso sexual de menores pela Igreja. Enviados 25 casos para o MP: A comissão independente identificou 4815 vítimas e está a elaborar uma lista dos abusadores que ainda se encontram no ativo para ser entregue à Igreja e ao Ministério Público.

O que isto prova é que a Igreja Católica não passa de uma máfia onde pedófilos e violadores se infiltraram há décadas. O que, convenhamos, já todos tínhamos percebido.

As pessoas mais fervorosamente religiosas, são as pessoas menos Humanas que conheço.

Para não falar das lavagens de dinheiro, dos regimes especiais em relação à fiscalidade, da falta de solidariedade com os pobres e os desvalidos. A Igreja e os seus componentes gozaram e gozam de um tratamento diferenciado e especial em relação ao resto da sociedade. Estão, tal e qual os “nobres” (hoje, os políticos) e a “monarquia” (hoje, os grandes grupos económicos), no topo da pirâmide. Ou seja, nada mudou desde a Idade Média.

Era altura de pensar no porquê de tantos perturbados mentais aderirem à Igreja Católica, desde sempre. Da moralidade dissimulada a tudo isto, a Igreja mostra-se como um antro de sociopatas e psicopatas que governam o mundo há demasiado tempo.

Acção social da Igreja? Sim, no cu de um puto de 12 anos.

Os dados*

Vítimas (52,7% são homens; 42,2% são mulheres; actualmente têm em média 52 anos e 20% têm 40 anos);

Abusadores (97% são homens; 77% são padres no caso dos rapazes abusados);

Locais de abuso (23% em seminários; 18,8% em igrejas; 14,3% em confessionários; 12,9% em casas paroquiais; 6,9% em escolas católicas);

Tipos de abuso (predominam a manipulação de órgãos genitais, masturbação, sexo oral e anal infligido às vítimas);

Frequência (52,2% em mais do que uma ocasião; 27,5% durante mais de um ano);

Pós-abuso (77% das vítimas nunca apresentou queixa à Igreja; 52% só mais tarde revelaram os abusos; 43% revelaram apenas agora à Comissão Independente).

*informação retirada de Agência Lusa

Se o agressor é um herói, a culpa é da vítima?

 

Ontem cruzei-me com este aviso num muro, em Matosinhos, e fiquei arrepiada. Há muitos “Palitos” por aí, desses que perseguem e acossam durante anos, até ao dia em que apertam o gatilho. A este, o do muro, não chegam as ameaças em privado, quis mostrar à sua vítima que está próximo dela e que se sente impune.

E entretanto, no país profundo, ou real, ou o raio que o parta, bastou uma fuga rocambolesca, a polícia burlada e humilhada durante uns dias, para que uma multidão acabasse a aplaudir um homem que se levantava de madrugada para perseguir a ex-mulher, que a amedrontava na rua e nos lugares onde ela trabalhava, que chegou a ameaçar de morte quem lhe desse trabalho, que a agrediu repetidamente, que a obrigou, quando ainda moravam na mesma casa, a regressar à cama de casal sob ameaça de arma. E que, fracassadas todas estas tentativas de recuperá-la pela força, decidiu pôr fim à vida dela e à de mais três pessoas, incluindo a própria filha.

A multidão que o aplaudiu foi a mesma que o conhecia bem, que assistira aos seus actos durante anos, e, percebemos agora, não só não levantou um dedo para ajudar a vítima, como até achou bem aquilo que viu: [Read more…]

As ditaduras de A a Z

Quando numa casa onde ainda há pouco se defendeu uma intervenção dos coronéis caso a Syriza ganhasse as últimas eleições gregas se tenta argumentar com a contabilidade de vítimas das ditaduras que por alma e graça do divino espírito santo se atribuem à esquerda (incluindo como de costume o Cambodja), entramos na incapacidade argumentiva mais básica.

Primeiro porque se o assunto é comigo, era bom que encontrassem uma linha onde tenha defendido qualquer um dos carniceiros citados ou um regime seu aparentado. E segundo porque as ditaduras não são uma operação contabilística quantitativa e se o fossem conviria utilizar percentagens, ou acabamos a meter o China dentro da Chile, e se calhar não cabe, de resto não há números fiáveis para nenhuma ditadura, nem a Alemanha hitleriana contabilizou as suas vítimas. Um morto chega perfeitamente para enumerar criminosos, a morte é irreversível independentemente das convicções religiosas de cada um e uma ditadura é sempre um modo insuportável de se viver, excepto para os opressores. Basta ter experimentado a portuguesa para dar por isso. [Read more…]

Falhámos

Este não propriamente um post sobre segurança e criminalidade, é, isso sim, sobre o valor da vida.

Os crimes contra a integridade física têm aumentado de forma, para mim, inimaginável. É frequente ler/ouvir episódios de pessoas barbaramente agredidas apesar de entregarem os pertences aos assaltantes e de não oferecerem resistência. Começam também a circular histórias de pessoas violentadas por, simplesmente, não terem o que roubar.

Nos últimos dias duas pessoas foram mortas por tentarem ajudar vítimas de assaltos. O último caso envolvia aparentemente o roubo de… um boné e resultou, ao que parece, de uma uma vingança perpetrada mais tarde e a frio.

Quando estes casos começam a banalizar-se, traçam um retrato muito negro da sociedade onde acontecem. Não se trata, aqui, de fome, crise ou desespero. Trata-se de a vida do próximo valer praticamente nada, trata-se de se considerar o outro um mero impecilho próximo de ser, apenas, uma personagem virtual que se pode apagar para que o jogo prossiga e o próximo nível (a aquisição de um boné, por exemplo) seja atingido.

Uma sociedade assim falhou. E, se falhou, falhámos todos. O pior de tudo, neste jogo, é que não se pode desistir, voltar atrás e começar de novo. Somos todos joguetes e jogadores de uma coisa onde a vida e a morte se equivalem. Pouco mais.

Os Judeus e o largo de S. Domingos

O texto do João José Cardoso fez que experimente uma emoção que me assola sempre que vou ali para os lados do Rossio. Sabemos todos que naquele Largo, tivemos a Igreja de S. Domingos que ainda lá esta, no local onde hoje está o Teatro D. Maria estava a “Santa Inquisição” e seus calabouços e no largo a fogueira para limpeza de corpos e almas.

Acontece que por razões já muito bem conhecidas, num dia negro, alguem se lembrou de dizer que via uma imagem de um santo a brilhar, o que foi prontamente desmentido por um Padre que explicou que se tratava de um raio de sol que entrava pelos vitrais da Igreja e provocava aquele “milagre”. Grassava a peste em Lisboa, as almas andavam inquietas e logo ali se puseram a escorraçar e perseguir “cristãos novos”, tendo a turba morto um milhar e meio de pessoas.

Acontece que naquele largo foram à fogueira muitas pessoas e fico chocado que naqueles painéis apenas se homenegeie os Judeus.

Tenho pena que em vez de uma visão distorcida que pode levar as pessoas a pensar que só os Judeus foram vítimas, a Igreja católica, a Câmara e a Embaixada de Israel não tenham afinado pela justiça e pela equidade.

Para já não falar na estética que bem ficou a perder, bom teria sido se lá tivessem deixado sozinha, a oliveirinha vinda da Terra Santa…

Suícidas sem experiência…

…é por isso que morrem, se tivessem experiência safavam-se. Quem tambem morre por falta de experiência são as vítimas dos atentados. Quem não morre mesmo são os experientes, que cheios de patriotismo e de braço dado com os deuses, vão mandando para a morte , um após outro, inocentes e inexperientes!

Os Muçulmanos são mandados para a morte ao abrigo das delícias do paraíso, os Americanos caminham para a morte à espera de uma renda vitalícia.

A única maneira de sair disto é, aos primeiros , mostrar-lhes que não há deus nenhum que exija o seu sangue e, aos segundos, que não há conforto nenhum que mereça o seu sacrifício. E, de um lado e outro, acabarem com os “vendedores de promessas”.

Sempre que eu abordava o meu pai no sentido de fugir à tropa e à guerra, o meu pai chorava, como se fugir para França equivalesse a perder-me…

Um dia, com uma grave depressão, ainda na tropa, consultei um médico civil que me  ouviu calmamente e me disse serenamente : “tenho três filhos que estão em Paris, eu próprio os levei lá. Filho meu não veste fardas nem vai para guerras.”

Só a cultura faz homens livres!