Falhámos

Este não propriamente um post sobre segurança e criminalidade, é, isso sim, sobre o valor da vida.

Os crimes contra a integridade física têm aumentado de forma, para mim, inimaginável. É frequente ler/ouvir episódios de pessoas barbaramente agredidas apesar de entregarem os pertences aos assaltantes e de não oferecerem resistência. Começam também a circular histórias de pessoas violentadas por, simplesmente, não terem o que roubar.

Nos últimos dias duas pessoas foram mortas por tentarem ajudar vítimas de assaltos. O último caso envolvia aparentemente o roubo de… um boné e resultou, ao que parece, de uma uma vingança perpetrada mais tarde e a frio.

Quando estes casos começam a banalizar-se, traçam um retrato muito negro da sociedade onde acontecem. Não se trata, aqui, de fome, crise ou desespero. Trata-se de a vida do próximo valer praticamente nada, trata-se de se considerar o outro um mero impecilho próximo de ser, apenas, uma personagem virtual que se pode apagar para que o jogo prossiga e o próximo nível (a aquisição de um boné, por exemplo) seja atingido.

Uma sociedade assim falhou. E, se falhou, falhámos todos. O pior de tudo, neste jogo, é que não se pode desistir, voltar atrás e começar de novo. Somos todos joguetes e jogadores de uma coisa onde a vida e a morte se equivalem. Pouco mais.

Comments

  1. lidia sousa says:

    gostaria de ver uns comentário sobre o blogger joão gonçalves do portugal dos pequeninos que em disse que ele era como uma alforreca e descreve a falta de qualidades dele, bem como alcunhou o agora chefe relvas de torquemada de tomar. que mistério os levou á contratação deste beato falso, caluniador. será por ele ser jurista da DGCI~? SOS

  2. Otílio Rançoso says:

    É o resultado de uma política de Ensino romântica, que mete a cabeça na areia, no pressuposto de que a culpa da violência juvenil é da Sociedade e que por isso há que branqueá-la, não a deixando passar para as estatísticas.

    Quais são os directores que gostam de apresentar maus resultados, seja em aproveitamento seja em comportamento dos alunos? Enquanto isso, vai-se perpetuando a mentira de que os alunos aprendem e que não há violência nas escolas.

    Nas nossas escolas estão juntos alunos normais com os mais absolutos e completos marginais, que lá vão para a família receber uns subsídios e estar dentro de uma certa legalidade que muitas vezes encobre coisas menos claras.

    Nas nossas escolas há alunos que gostavam de estar a trabalhar ou a aprender uma profissão e que são obrigados a estar ali, em delirantes “projectos”, paridos pelas abençoadas sociologias da educação.

    Os alunos que se comportam mal devem ser punidos Mais vale um castigo logo que se portam mal do que mais tarde assassinarem alguém.

    Os alunos que querem e têm capacidade para prosseguir estudos devem ser encaminhados para essa via, como outros para cursos profissionais e outros para oficios sem grande exigência de qualificações.

    É toda esta cultura de impunidade e desnorte que começa na escola que dá agora os seus frutos. Já tinha dado muitos, aliás. Há escolas onde só já há cursos de faz de conta, onde as aulas são apenas gritos e uivos, e onde os professores e funcionários estão sujeitos à lei da rolha.

    É o resultado de uma política de Ensino romântica, que mete a cabeça na areia, no pressuposto de que a culpa da violência juvenil é da Sociedade e que por isso há que branqueá-la, não a deixando passar para as estatísticas.

    Quais são os directores que gostam de aprsentar maus resultados, seja em aproveitamento seja em comportamento dos alunos? Enquanto isso, vai-se perpetuando a mentira de que os alunos aprendem e que não há violência nas escolas.

    Nas nossas escolas estão juntos alunos normais com os mais abolutos e completos marginais, que lá vão para a família receber uns subsídios e estar dentro de uma certa legalidade que muitas vezes encobre coisas menos claras.

    Nas nossas escolas há alunos que gostavam de estar a trabalhar ou a aprender uma profissão e que são obrigados aestar ali, em delirantes “projectos”, paridos pelas abençoadas sociologias da educação.

    Os alunos que se comportam mal devem ser punidos Mais vale um castigo logo que se portam mal do que mais tarde assasinarem alguém.

    Os alunos que querem e têm capacidade para prosseguir estudos devem ser encaminhados para essa via, como outros para cursos profissionais e outros para oficios sem grande exigência de qualificações.

    É toda esta cultra de impunidade e desnorte que começa na escola que dá agora os eus frutos. Já tinha dado muitos, aliás. Há escolas onde só já há cursos de faz de conta, e onde as aulas são apenas gritos e uivos, e onde os professores e funcionários estão sujeitos à lei da rolha.

    http://www.youtube.com/watch?v=P7MU3a4wWB8


  3. Não se trata, obviamente, de fome ou miséria material, trata-se da pessoa enquanto consumível, e de muita raiva cega e frustação à mistura. Que fazer? Não sei, parece imparável.
    Abraço,
    Madalena

    • Ramelas says:

      Hã? Mais estudos e observatórios e comités e comissões e projectos e sociologias? E que tal antes prender os criminosos e castigar todos os prevaricadores, ricos ou pobres, adultos ou jovens, de forma adequada a cada caso?


  4. O castigo nestes casos devia ser exemplar e aplicado de forma cálere. Não podemos andar sempre com medo e aolhar por cima do ombro. Não se devia viver nesta insegurança, e muito menos os nossos filhos. Se temos algo é porque trabalhamos para ter dinheiro para o comprar. Depois chegam uns mafiosos que só porque sim nos roubam e, pior que tudo, agridem, violentam, molestam… com que razão? Não sabemos, nem quero saber.