Pedro Passos Coelho almoça com Bloggers – Parte II:

O prometido é devido, aqui fica a segunda parte do almoço com Pedro Passos Coelho:

Se antes Pedro Passos Coelho nos falou sobre questões económicas, referindo a necessidade de introduzir princípios de co-financiamento nalgumas áreas da economia pública e reafirmando a necessidade de caminhar para uma diminuição do peso fiscal – alguém lembrou que os portugueses não sentem qualquer retorno dos impostos que pagam – sublinhando, inúmeras vezes, a necessidade de se fazer uma clara destrinça entre o que são operadores públicos e privados, não deixou de afirmar que, exceptuando as matérias que implicam uma alteração da constituição, as reformas devem ser feitas independentemente de existir ou não acordo com o PS.

Aqui chegamos ao Investimento Público. Reconhecendo que as Obras Públicas são investimento, relembra que as mesmas se projectam, em termos de dívida pública, por muitos e longos anos e, por isso mesmo, “temos de ter uma estratégia lógica de médio/longo prazo e o critério não pode ser o de animar ou não, a curto prazo, a economia mas se são realmente estratégicas para o futuro do país”.

“É essencial diminuir a dependência energética do país”

Sobre o Nuclear não está convencido que o investimento necessário possa ter o retorno que se espera e que necessitamos. Não tendo qualquer preconceito sobre a questão e lembrando que a questão de “segurança” não se coloca uma vez que temos duas centrais nucleares espanholas na fronteira, prefere o investimento nas eólicas e nas barragens.

“Se a Alta Velocidade é para parar em todo lado mais vale não avançar”

Já quanto ao TGV afirma entender ser mais urgente investir na ferrovia de mercadorias e consequente ligação desta a Espanha e ao resto da Europa. Mas defende a ligação Lisboa-Madrid embora julgue ser mais prudente adiar por dois ou três anos e que a ligação Madrid – Paris esteja concluída. Um adiamento fruto das actuais circunstâncias económicas, preferindo utilizar os meios de financiamento no apoio às PMEs, permitindo criar algum alívio ao tecido empresarial privado.

“O novo código de custas apenas resolveu em termos estatísticos”

No tocante à Justiça entende que é fundamental combater a actual morosidade que é geradora de injustiças e atrofia a economia mas entende que a filosofia subjacente à despenalização de certos comportamentos económicos, ou seja, de retirar dos tribunais determinados assuntos, é a correcta e inevitável pois nem toda a litigância terá, necessariamente, que estar nos tribunais e o caminho é a arbitragem na figura do Juiz Auxiliar/Juiz Assistente. Mas desde que o essencial da justiça seja realizado.

Defende ainda a criação dos “Gestores de Tribunais” para a gestão de recursos humanos e físicos existentes. Além de entender que é necessário, ao nível do processo, avançar para uma maior agilização.

Para mais logo ficam os temas: Regionalização, PSD, Liberalização das Drogas Leves e a adopção por casais homossexuais.

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  2. […] almoço com os blogues em Lisboa, no qual o Aventar esteve presente (ver AQUI, AQUI e AQUI), o candidato a Presidente do PSD já tinha avançado com algumas das ideias plasmadas na […]

  3. […] Não li o livro, pelo que sobre o mesmo não me posso pronunciar directamente. Mas li o que em sede de Justiça, Pedro Passos Coelho conversou, defendeu, segundo o que o Fernando Moreira de Sá aqui relatou. […]

  4. […] com essa força da natureza que é Manuela Ferreira Leite mas pelo que li nos seus posts sobre o referido almoço, parece-me que PPC é um bocado mais do mesmo… […]

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