Faltam 433 dias para o Fim do Mundo…

Ontem partiu Rosa Lobato Faria e com ela uma certa forma de televisão do final dos anos oitenta. Paz à sua Alma. Uma Senhora. Simpática, inteligente  e que não precisava de dar ares de uma qualquer superioridade, antes pelo contrário, cultivava uma simplicidade própria dos seres superiores.

Estamos mesmo a assistir ao princípio do fim de um ciclo político em Portugal. Quando Lacão e Teixeira dos Santos já não conseguem disfarçar em público as suas divergências privadas; quando o Primeiro-ministro manda recados de ameaça de demissão e o Governo anda entretido a perseguir jornalistas, só podemos estar em fim de festa.

E hoje a imprensa, neste caso o Público, acordaram para algo que todos nós, sobretudo os que conhecem o Interior do país estamos fartos de saber: o Povo foge desta latrina mal frequentada, utilizando uma expressão dos Mão Morta. E só pode fugir, num Portugal centralista onde se ajuda as grandes fortunas a salvar-se no BPP à custa dos contribuintes e se deixam cair os pequenos aforradores, de tal forma chocante e gritante que até um tipo de direita como eu, começa a ficar com os mais primários instintos de esquerda radical.

Pelo menos o FCP para nos dar uma alegria nesta caminhada para o Fim do Mundo…

Comments

  1. Samuel B says:

    Como é que é possível que alguém coloque numa crónica um diz-que-ouviu-dizer e chamar isso um facto!! Pessoalmente, gosto de ver o noticiário das 21 na sic mas confesso que, por vezes, as apreciações do M.C. denotam alguma ignorância e/ou ingenuidade. Surpreendeu-me, pela negativa, este episódio do M.C. Não esperava que um profissional desta craveira fosse cair, que nem um patinho bebé, nesta situação até porque o próprio Nuno Santos (uma das pessoas que estava no dito almoço) veio desmentir o contexto em que o M.C. coloca toda a conversa. É fácil imaginar alguém que ao ir apanhando umas palavras soltas construa um enredo, do tipo conspiração, e que após isso jure a pés juntos que tudo é verdade. Até pode ser, mas não como a pessoa imagina ou quer fazer crer. Em tempos, saiu na revista Única (no Público ao domingo) uma reportagem sobre o Miratejo com honras de capa e tudo. Acontece que todo o conteúdo foi totalmente desvirtuado da realidade. À medida que o jornalista, infiltrado, ia ouvindo certas palavras, como droga, armas, policia, logo construiu uma história imaginária, em que nada correspondia à verdade. Este é um exemplo de como certos jornalistas fazem o seu trabalho. Pensava eu que os mais experientes não o faziam. Estava enganado.

    • Luís Moreira says:

      Samuel, é realmente impressionante como após tantos factos Sócrates, ainda haja quem pense que o Sócrates é um puro e os outros passem o tempo a conspirar campanhas negras…

  2. Samuel B says:

    Ora aí está um exemplo de como não se deve interpretar o que se lê, quanto mais o que se ouve de outrem. Estou a ver que ou se é puro ou se é conspirador. Pouco ambicioso, para se ser simpático. Uma vez suspeito (e condenado) para sempre suspeito e condenado. Penso que houve umas quantas sociedades que funcionavam assim, felizmente que acabaram, pelo menos enquanto sociedades porque ainda existem muitas pessoas que pensam assim. Esperava no entanto alguma argumentação a favor ou contra mas nada diz sobre o tema, provavelmente porque pensa que não terei uma imaginação tão fértil como alguns.

    • Luís Moreira says:

      Samuel, este ser manhoso que lhe escreve já teve vários artigos jornalisticos a acusá-lo de nada. Nunca fui ouvido em lado nenhum e, no entanto, fui objecto de corrupção jornalística. Mas o que pode ter a certeza é que não havia amigos, nem familiares, nem professores metidos ao barulho. Não me chame nomes…E acusaram-me de uma coisa, mentira como o tempo provou, mas uma só coisa.Agora uma a seguir às outras e são campanhas negras?

  3. Gonçalo says:

    Pois aí, meu caro, Luis Moreira, é que está o cerne da questão. Não há “factos”, como afirma. Há suposições e julgamentos de intenção. Há insinuações e alegações truncadas. E é tudo. O freeport (sabia que a tão aclamada investigação do SFO inglês, a tal que “ia por isto tudo em pratos limpos” já foi arquivada por improcedência? ou não lhe interessa?), por exemplo – optimo para atirar areia para os olhos enquanto desmoronava o BPN e a expressão máxima do cavaquismo e da sujidade deste país – as manuelas moura guedes, os cursos tirados a martelo, as escutas (que afinal deu no que deu e, enfim, lá ficou porque não interessa zurzir mais no assunto se não der para malhar no socreates)… tudo isso, caríssimo, é lixo. Lixo montado e alimentado por quem, simplesmente, não tem nada melhor para apresentar que não envenenar a opinião publica. De resto, admiro-lhe a perspicácia e a lucidez de perceber que, por exemplo, as afirmações do Santana Lopes e da Manuela M. Guedes acerca da sexualidade do zézeito, por exemplo, não passavam de argutas e precisas constatações fundamentadas da realidade. Ainda bem que há pessoas espertas neste país, como o amigo Luis. Pessoas tão espertas que vão já a correr comprar o livro desse grande arauto da liberdade, o grande Crespo, assim que sair (espantoso como se consegue publicar um livro em menos de uma semana, mas isso deve estar apenas reservado aos inteligentes)

    • Luís Moreira says:

      Gonçalo, poupe-me. Você acha que quem tem casos um a seguir aos outros com amigos e familiares metidos ao barulho nada tem a ver com nada? Uma coisa são os tribunais, outra bem diferente, é o caracter das pessoas…

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