…a religião é o ópio do povo…

É bem sabido que esta frase não é minha. Foi escrita por Marx no seu livro de 1843, para criticar o seu antigo mestre Georg Hegel, que em 1820 tinha escrito o seu texto  Filosofia do Direito, livro que desqualificava ao povo.  Marx tinha sido educado na escola jesuíta de Triers a sua cidade e mais tarde no Ginásio de Triers, onde escrevera O amor de Jesus e a união dos cristãos, na base do Evangelho de São João.~

Marx era luterano e recebeu educação luterana e casou com uma baronesa da Prúsia, católica. Uniram se em matrimónio, e entre a fé de Marx e de Johanna von Westphalen, souberam lutar pela liberdasde de expressão especialmente essa do povo  mal pagão que não  tinha mais valia, era retirada pelos proprietários dos medios de produção nas vendas dos bens fabricado pelo operariado ao cobrar mais pela mercadoria do que pagavam em salários as suas ideias foram mudando e criaram a teoria do materialismo histórico, com base na economia e nas suas ideias de fé.  Nada tinham contra a religião. Até a defendiam por ser parte das formas de pensar do povo, os seus amigos, que mais tarde denominaram o proletariado.

Em 1843, em Bruxelas e para honrar a Gracchus Babeuf, escreveram, com Engels, O Manifesto do Partido Comunista, que, após as matanças da Comuna de Paris e da guerra franco prusiana de 1870, passou a ser apenas o Manifesto Comunista, que delinhava, como fora escrito por Jenny Marx, essa antiga baronesa expulsa da corte da Prúsia por ser socialista, a liberdade de expressão, o direito à greve e a liberdade. Esses direitos que hoje em dias nos faltam  por teimosia de parte de um governo que se reclama materialista, mas que não o pratica.

O socialismo é uma forma de democracia que nem pune nem amedronta o povo, bem ao contrário, foi criado para servir ao povo.

Que a religião seja o ópio do povo, está assim definida porque o ópio adormece às tramas da vida dos que nada têm e devem trabalhar com o seu corpo até a morte,

É o que parte do partido socialista de hoje não entende e esquece os seus fundadores, que retiraram os seus princípios dos textos de Marx, que soube estudar como se fabrica o lucro e o capital, retirando mais valia ao trabalhador das vendas das mercadorias por eles fabricadas.

Liberdade de expresão que hoje em dia nos falta por causa de crises económica que o governo, parte deles, e os patriotas portuguesses que investem em outros sítios e não na nossa Nação, acabam por colocar de parte a democracia socialista que pretende que todos sejamos iguais… e não acontece.

Protesto, como socialista materialista histórico, que não se pratique a igualdade que os fundadores do nosso partido, retiraram nos anos 40 de Século passado, das teorias sobre o capital criadas pelos Marx e Engels, como refiro no livro do mesmo título deste ensaio e que pode ser lido no repositório do ISCTE e no Internacional, ou na biblioteca da APA, para quem escrevi esse livro.

Protesto pela falta de expressão e a liberdade orçamental dos salários, que este ano não serão aumentados, e nem greves nem princípios servem para materializar o socialismo democrata.

Comments

  1. maria monteiro says:

    costumo dizer que o ópio do povo não é a religião mas os religiosos que habilmente fazem “a cabeça” do povo

  2. Raúl Iturra says:

    Querida Maria, deve ter lido o livro! Os santos padroeiros que missionavam, tinham por desino instilar medo às almas dos operários do nosso Senhor Pai e aos jornaleiros das nossas terras. Acabou num grande caos familiar, as minha irmãs nem durmiam e eu acompanhava aso missionários para dininuir o teror que, de dia, os Santos Padres instilavam na alma das pessoas. Mudamos de sacerdotes, veio um amigo, Mons.René Vio, saiamos cedoo de manhã a cavalo a contar histórias aos jornaleiros, durante 15 dias, e às tardes, as suas homilías eram sobre o seu Regimento de Coraçeros, onde era capelão. Após René ou Renato era também deominado, nunca mais ninhuém quis missões, nã queriam perder o seu tempo após visto uma alternativa. Mas os Seculos ZXII a XX, era necessário para os patrões quem tinha mais missões e quem condeguia usar o inferno melhor que os outros. A crítica de Marx era issa….os Presbíteros. Não esqueça que era luterano e ouvia sermões…

  3. XicoAmora says:

    Marx era judeu, filho de pai judeu convertido ao luteranismo por interesse de profissão. Exercício de cargos públicos.
    Curiosamente o socialismo (comunismo) estruturou-se como uma igreja e uma religião e afirmou aquilo que a religião cristã renegava mas que as igrejas muitas vezes praticavam. A revolução social à força. No cristianismo a revolução deve ser interior. O resto vem por acréscimo. No socialismo a revolução é à força e uns contra os outros, quer o povo queira ou não. Nisto não são diferentes dos presbíteros. Como sou religioso, não tenho Marx por santo, ao contrário de alguns socialistas que entendem que Marx está acima da crítica.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.