Está tudo louco…

Como é possível que venham políticos criticar as presões políticas sobre a comunicação social?

Agora é a vez de Jerónimo de Sousa, criticar tais pressões que não sendo crime, na óptica do Procurador-Geral da República, são, para o comunista, inaceitáveis. Não sei se o mesmo ainda se recorda dos saneamentos políticos no Diário de Notícias? Pelos vistos não.

Figo, garantiu que o seu apoio a José Sócrates foi pessoal, não havendo qualquer contrapartida. Algo que contraria a tese do “Polvo” (a lembrar a série italiana de televisão dos anos 80), pois que na Máfia nada é pessoal, simplesmente negócios. 

Paulo Rangel cola a candidatura de Pedro Aguiar-Branco à de Pedro Passos Coelho. E agora diz que a ruprtura é com a governação socialista e com o estilo de se fazer política em Portugal. Para alguém que avançou como avançou com a sua candidatura, é notório que é muito diferente a fazer política em relação aos demais, não haja dúvida…

Pelo meio, o blogger Carlos Santos, cujo percurso na blogoesfera foi errante (no sentido amplo do termo), vem deitar achas para a fogueira socialista. E assim, a blogoesfera entra para o habitat do alegado polvo.

Às 20 horas, o Primeiro-Ministro vai falar ao país. Irá fazer uma declaração à visada, ou seja à comunicação social. A “hipótese pântano” parece estar afastada, embora nunca fiando…

Comments


  1. caro teixeira

    deixe lá isso do jerónimo. sanear, sanearam todos naquela altura e o PREC já foi há mais de 30 anos, já viu? o prof. Cavaco tambem nao teve pruridos em falar sobre escutas, mas quando foi PM o SIS escutava livremente todos os agentes esquerdistas e comunistas, de sindicalistas a dirigentes associativos e olhe que foi há bem menos tempo…

  2. Luis Moreira says:

    A gente deixar deixa o pior é se se habitua, ó amigo Rafael!


  3. ò Luis, vai-me desculpar, mas existe uma diferença clara entre invocar factos de há mais de 30 anos e em circunstancias excepcionais (no PREC) para pôr em causa a coerencia da critica ou falar de factos ocorridos mais recentemente. Eu nao critico nem ouço ninguem criticar Sócrates por eventualmente ter sido posto fora de casa pelo pai por ter sido apanhado a fumar umas ganzas…

    • Luís Moreira says:

      Claro, não podemos andar a justificar tudo com o passado, senão nunca mais ninguem tem responsabilidades!

  4. J. Mário Teixeira says:

    Caro Rafael
    A questão para mim é que independentemente da cronologia, não vislumbro a partido político nenhum qualquer autoridade moral para criticar pressões e/ou influências sobre a comunicação social. Uma falta de autoridade moral que não tem a ver apenas com as pressões/influências sobre a comunicação social. Em muitos outros textos meus poderá ver que essa falta de autoridade moral que invoco atravessa todos os partidos políticos e sobre diversas matérias.
    Quanto à questão do passado, longínquo ou não, nestas ou naquelas circunstâncias, para mim tenho sempre como lema o seguinte: “Da memória se faz melhor futuro”.
    Por fim, uma coisa são questões pessoais, outra coisa são questões políticas. As primeiras não me dizem respeito. As segundas sim.

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