Os pequenos que se julgam grandes e os grandes que até podem ser pequenos

Numa sociedade em que os abandonados estão cada vez mais abandonados, em que os laços de proximidade parecem desfazer-se, em que as relações de comunidade se vão diluindo, têm aparecido pessoas e organizações dispostas a remar contra a corrente, a reacolher os menos privilegiados, a alimentar os que precisam, a apoiar velhos sós e rejeitados, a acompanhar pessoas com dificuldades várias. Muitos fazem-no em regime de voluntariado, sem remuneração, buscando apenas a compensação de serem e se sentirem úteis.

Não falo de caridadezinha. Falo de um trabalho empenhado e continuado, de uma preocupação constante em resolver problemas, de solidariedade activa na construção de uma vida melhor para quem a tem muito má.

Felizmente, algumas organizações tornaram-se conhecidas em Portugal, veja-se a AMI, O Banco Alimentar Contra a Fome, os AA, etc. Mas existem milhares de pessoas e organizações desconhecidas que prestam serviços inestimáveis no acompanhamento de doentes e incapacitados, a visitar pessoas impedidas de sair de suas casas, a dar sangue, medula óssea, a distribuir seringas descartáveis entre toxicodependentes, a reintegrar sem-abrigo,  a prestar apoios básicos e importantes a quem não os pode pagar, contribuindo, dessa forma, para tapar buracos e sarar feridas que uma sociedade, por mais perfeita que fosse, não deixa de abrir continuamente.

Trata-se de pessoas que decidem agir em vez de sucumbir ao desânimo e à indiferença, que optam por resolver o que podem, em vez de esperar apenas que o sempiterno Estado o faça, em vez de alijar responsabilidades sociais sempre para os ombros de terceiros. É gente merecedora de respeito e admiração, que não tapa o sol com uma peneira, que sabe que existem velhos escorraçados pelas suas famílias, que há infectados a morrer de SIDA, que escondemos pessoas que não comem devidamente, que há crianças dispostas a atirar-se ao rio e acabar com a vida.

Em contrapartida, pululam por aí uns idiotas que pensam que podem tudo, que são arrogantes, indiferentes, que acham que o mal dos outros é sempre merecido e foi sempre procurado. Acreditam que o dinheiro lhes soluciona todos os problemas porque podem pôr os filhos em escolas privadas, pagar-lhes explicações, consultar especialistas se adoecem, fazer abortos no estrangeiro, mudar de carro se o que têm se avaria, comprar uma casa maior sempre que sentem que aquela onde vivem se torna pequena, pagar a justiça, os favores, os sobressaltos. São incapazes de fazer o que quer que seja sem remuneração, de oferecer um prato de sopa sem cobrar juros. E andam por aí, em todo o lado, a advogar a determinismos, a odiar pobres, a consagrar hóstias ao deus do quero-lá-saber-eles-que-se-amanhem.
Ontem, nos comentários a propósito deste post, algumas dessas pessoas vieram a terreiro, já que por aí pululam.
A história resumida: Uma psicóloga, mãe de alunos numa dada escola, desempregada, ofereceu-se para prestar apoio na sua área a essa escola, sabendo que não podia ser remunerada. Ao longo do tempo foi vincando que, assim que tal fosse possível, gostaria de receber contrapartidas financeiras pelo seu trabalho. Agora, a escola contratou outro profissional da mesma área, esquecendo, pura e simplesmente, toda a dedicação e apoio prestados pela psicóloga.
Em virtude disto a psicóloga foi insultada por prestar apoio gratuito, acusada de roubar postos de trabalho, etc.
Respiremos um pouco: Havia condições materiais para contratar a psicóloga quando ela se ofereceu como voluntária? Pelos vistos, não. Neste intervalo de tempo ela prestou apoio a crianças necessitadas? Pelos vistos, sim. As crianças apoiadas beneficiaram com isso? Outra vez sim. Caso ela não o fizesse de forma voluntária, as mesmas crianças teriam tido os mesmos apoios? Aparentemente não. A escola ia contratar alguém para aquelas funções? Em princípio não. Nesse caso, a voluntária “roubou” o lugar a alguém? Absolutamente, não. Durante o tempo em questão foi melhor ou pior para todos, escola, crianças, psicóloga, o seu voluntariado? Oxalá, e falo como pai, cada escola pudesse contar com uma voluntária, em diversas áreas, como Raquel Mendes.
Volto, atrás. Anda por aí uma gente pequenina que não cabe em si de estupidez e arrogância. Acham que podem tapar o sol com uma peneira, que a existência de voluntários sociais desfeia a fotografia que a sua fantasia imagina, sem perceber que são eles, precisamente, que a embelezam, que lhe dão um toque de esperança, um sinal de que, lá no fundo, no fundo, não estamos completamente condenados a uma terr’ivel e irremediável solidão.

Comments

  1. Ana Paula Fitas says:

    Caro Pedro,
    Vou fazer link.
    Obrigado.
    Um abraço.


  2. Excelente texto. Bem hajam os voluntários, não entendo como haja quem os critique. Confesso que a primeira vez que li comentários em artigos de jornais on-line, ainda antes de frequentar a blogosfera, fiquei demasiado indignada, pois muitos são de um nível grosseiro e egoísta chocante. Estava longe de conhecer certas facetas de algumas pessoas. Resta-me a esperança de que sejam apenas uma minoria que não tem mais nada que fazer do que exprimir a sua estupidez.
    Cumprimentos

  3. Virgulina says:

    Concordo inteiramente com o seu post, Pedro.
    Mas o facto da pessoa ter trabalhado em voluntariado não lhe dá o direito de insinuar que outrém só foi contratado por ser filho de quem é. Ou dá?

    Ser voluntário e altruísta não coloca ninguém acima de ninguém. Antes pelo contrário. Mas as insinuações feitas pela autora do email não abonam nada em seu favor. A sua dádiva social sim mas não a insinuação feita.

    Porque concordará comigo que “os fins não justificam os meios”.

  4. Pedro says:

    Concordo com o que diz, claro que sim, Virgulina.
    Não sei é se a Raquel Mendes terá dito exactamente que outrém só foi contratado por ser filho de quem é. Mas compreendo a mágoa dela ao ver as suas expectativas defraudadas.

  5. ponto says:

    Antigamente era assim que se arranjava emprego na função pública. Conhecia-se alguém que os punha lá a trabalhar, gratuitamente, ao fim de um certo tempo quem o dirigia (geralmente quem lhe tinha arranjado a entrada) dizia que a pessoa era muito boa e ela passava a ser funcionária pública.
    Parece-me que alguém se enganou na década e pensou poder trilhar o mesmo caminho.
    Espero também que os louvaminheiros do abnegado trabalho voluntário gratuito nunca refilem se lhes aumentarem as horas de trabalho sem lhes pagarem mais.

  6. Virgulina says:

    Caro Pedro

    Basta ler o post que o Ricardo fez, e que está plasmado aqui: “O que mais me intriga é o facto de o psicólogo contratado pelo Agrupamento ser filho da Dr.ª Ana Jorge, Ministra da Saúde. Tratar-se-á de mais uma instância dos “jobs for the boys”?”

    Raquel Mendes diz mesmo que isso é que MAIS a intriga. Ora, ou tem provas do que insinua ou então…..

    É que, convenhamos, não podemos fazer a apologia do altruísmo e ao mesmo deitar lama para cima de outros, por sinal seu colega de profissão, psicólogo, mas concorrente. Isso não será mesquinho e pequenino?

    Será que os familiares de detentores de cargos políticos não têm direito a trabalhar? E a ética profissional? Onde está? Trabalhava numa escola? Com crianças? E a ética, fica à porta?

    A minha admiração pela Raquel acaba por ser apagada pela sua atitude mesquinha do tipo “a mim não me querem mas vou tratar de destruir a imagem do escolhido”.

    Já leu a resposta que ela própria deu há pouco? Que afinal está disposta a trabalhar em voluntariado…. Em que ficamos? Para quê então tanto alarido?

    Não se pode lançar assim na lama o nome das pessoas, sejam elas quem forem e depois recuar face às evidências das suas motivações, que aos poucos vão ficando mais claras.

  7. António says:

    Cara Virgulina,
    Com todo o respeito, não me parece que a Raquel (e li bem o artigo) lance suspeição sobre o filho da Ministra. Nem sequer põe em causa, em nenhum lado, a competência ou habilitações do mesmo. Até poderá ser extremamente competente, não é isso que está em causa.
    O que eu vejo é um alerta contra a falta de transparência do Conselho Executivo da escola.
    Ora vejamos: Uma psicóloga dá o seu contributo, há três anos, numa escola, segundo parece sem queixas dos utentes, e com a expectativa de “quando se arranjarem umas verbazitas” ser justamente remunerada pelo seu trabalho.
    Ora, pelo que vejo, a Direcção mudou há pouco. Depreende-se de todo o post. O que quer dizer que a presença dela na escola teve de ser de novo negociada e autorizada.
    O post fala de um “protocolo que foi rescindido”, ou seja, a escola e a Raquel, ou a associação em que exerce, tiveram que estabelecer novo protocolo, o que leva algum tempo. Não se faz do pé para a mão.
    Vai-me agora dizer que a escola, ou a sua direcção, não sabiam que iriam contratar um outro psicólogo? Remunerando-o (legitimamente, que o trabalho deve ser remunerado)?
    E mesmo assim não a avisaram do mesmo?
    Pois. O que eu vejo aqui é uma falta de consideração, um desprezo pela sensibilidade dela do tamanho dos Himalaias.
    Não sei, Virgulina, qual a sua filosofia de vida. Mas eu aprendi que “quem não se sente não é filho de boa gente”. E aprendi também a, sempre que possível, evitar magoar ou humilhar os outros. E acho que foi o que aconteceu aqui, com uma posição de “o teu trabalho só serve por ser grátis, o dele é que é bom”. Não podiam tê-la avisado antes?

  8. António says:

    Caro ponto,
    provavelmente a sua experiência com a função pública é diferente da minha. Eu, que sou funcionário público há mais de trinta anos, nunca vi o que me descreve, apenas entradas na função pública através de concursos, alguns deles verdadeiramente dramáticos. Vejamos, ainda há pouco vi um, para 153 vagas na Segurança Social, a que concorreram mais de dez mil candidatos (e já corre uma petição na internet para que seja anulado, tais as condições em que decorreu).
    Francamente não me lembro de alguém estar a trabalhar e, subitamente, “ser funcionário público”.
    Em que é que isto se aplica aqui?
    Ora, não vejo que o Dr. Miguel Carvalho seja, ou venha a ser, funcionário público. Nem me parece que a Dr.ª Raquel quisesse sê-lo.
    Temos, apenas, um caso em que havia verbas para pagar um serviço, e que se escolheu pagar alguém que não tinha ligação com a escola em detrimento de alguém que tinha, abnegadamente e durante vários anos, trabalhado para a mesma.
    Acho que isto diz tudo

  9. ponto says:

    Caro António
    Folgo saber que conseguiu entrar para a função pública por um concurso completamente transparente antes de 1980. Talvez seja professor, nessa profissão há muito que há transparência. Noutras não. Foram muitos aqueles que foram admitidos como tarefeiros, isto é, a recibo verde sem direito a férias, porque conheciam ou pediram a alguém. Posteriormente fizeram-se concursos públicos mas a que só podiam concorrer esses mesmos tarefeiros.
    É certo o que diz, Miguel Carvalho não é funcionário público, todavia é pago com dinheiro público. Raquel Mendes também o pretende, ser paga com dinheiro público.
    A Prudência exigiria que fossem divulgadas as razões da contratação de Miguel Carvalho e não de outra pessoa.Assim como as da aceitação de Raquel Mendes pela anterior gestão. A mesma prudência que se exige ao actual Director devia levar-nos a interrogar se quando Raquel Mendes se ofereceu graciosamente também se procurou saber se haveria mais alguém disposto a trabalhar graciosamente.
    Parece-me que Raquel Mendes entrou na escola por uma questão de ser da confiança pessoal de Manuela Valente, anterior Presidente.
    Deveria o actual Director ser obrigado a a manter essa confiança pessoal que não a dele e passar a remunerar?
    Aliás Raquel Mendes poderá ter uma atitude que afastará algumas reticências. Ao que é dito por ela estava disposta a manter horas de voluntariado gratuito acumuláveis com as pagas.
    Seria uma excelente atitude repetir e divulgar uma comunicação à actual Direcção em que se disponibilize para fazer trabalho gratuito.e que o faça
    Calaria muitas vozes.

    É importante sabermos que esta não é uma história de contornos simples. Há muitas mais coisas que devem ser tidas em consideração. Interesses políticos, lutas pelo poder na escola, terrenos valiosos, amizades e inimizades, etc.
    As coisas não são a preto e branco neste caso.

  10. António says:

    Caro ponto
    Sim, entrei para a função pública por concurso, transparente, com outros concorrentes. Para a docência, sim, embora agora não seja docente. Transitei, ao fim de 18 anos, para a carreira técnica.
    Agora, não me parece que a Raquel tenha sido “da confiança da anterior presidente”. Segundo os esclarecimentos dela, não foi pela presidente que entrou, foi por, na Associação de Pais, ter tido conhecimento, através de uma professora, da situação de alguns alunos, tendo-se então oferecido.
    E continua, dizendo que não sabe da filiação política ou partidária da Drª Manuela Valente – isso é relevante? – e que os contactos com a anterior direcção se limitavam aos necessários para ser autorizada a trabalhar na escola.
    Não me parece que seja essa uma atitude de dependência de uma qualquer “confiança pessoal”.
    O que eu acima disse, é que isto não me parece uma simples caso de substituição de uma pessoa por outra. A escola estabeleceu um protocolo com ela, aceitando que trabalhasse lá de novo, SEM A INFORMAR de que ia contratar outro.
    Quanto a se haveria mais alguém que estaria disposto a trabalhar gratuitamente… conhece muita gente nesse caso? Apresente-mos por favor, para que eu os cumprimente e os felicite pela sua abnegação em ajudar sem compensação.
    É dessas pessoas, com esse espírito, que necessitamos.
    Faço aqui um parêntesis: Também eu, e muita gente que conheço, presto serviço voluntário em uma associação de apoio social, depois das minhas horas de serviço. Experimente. Vai ver que não dói nada.

  11. Mãe da Lourinhã says:

    A Ministra Ana Jorge com certeza não teve nada com isto. Agora toda esta situação por que a Dr.ª Raquel passou só se deve à escola…, na actual figura do Prof. Pedro Damião…, que se deixou influenciar pelo “cartão de visita” do psicólogo clínico Dr. Miguel Carvalho.
    Quanto à competência profissional da Dr.ª Raquel, Psicóloga Educacional com um mestrado em Terapias (está no post), o que me foi possível apurar junto da comunidade é que ela é bastante competente, é interessada, contribuindo muito, ao lomgo dos três anos que trabalhou como voluntária, para o bem estar de todas as crianças que dos seus serviços precisaram. E até de mães…
    Carla
    Lourinhã

  12. ponto says:

    António, estamos os dois fora desta questão, suponho.
    Assim como me parece estranha a contratação do filho de Ana Jorge também me levanta algumas reticências o facto de alguém que é sócio de uma entidade que presta serviços de apoio psicológico, cursos de formação profissional e explicações, trabalhar sem contrato numa escola, isto é, sem direitos e sem obrigações. Fá-lo gratuitamente durante três anos por haver carência na escola. Essa carência foi colmatada.
    Mesmo assim essa pessoa considera que as horas que o novo psicólogo trabalha não são suficientes, tanto que afirma que se fosse ela além das horas pagas continuaria a oferecer horas.
    Bom, nada a impede de renovar a oferta de voluntariado a esta Direcção e esta ou aceita ou fundamenta muito bem a recusa. Livrar-se-ia da suspeita de estar é interessada na remuneração.

    Louvo o voluntariado, porém prefiro que se busque eliminar a sua necessidade.
    Suponho que o António que o exerce não se sente moralmente superior a quem não faz. Suponho também que não concorda nem subscreve o chorrilho de insultos, mais assemelhado a linguagem de carroceiro que a um debate sério sobre o assunto (como faz o António), usado por A. Pedro Correia, autor deste post, a quem, claramente, faltam os princípios de urbanidade necessários à convivência social e onde não se vislumbram pistas que apontem no sentido de se estar perante um democrata.

  13. ponto says:

    Mãe da Lourinhã

    Ainda bem que fez o seu comentário. Foi excelente ler :
    Agora toda esta situação por que a Dr.ª Raquel passou só se deve à escola…, na actual figura do Prof. Pedro Damião…, que se deixou influenciar pelo “cartão de visita” do psicólogo clínico Dr. Miguel Carvalho.

    Assim ficou, finalmente, claro para todos o que se quer com o alarido em torno deste caso estranho de contratação do filho de Ana Jorge.
    Quer-se atacar Pedro Damião, Director eleito há pouco em eleições em que derrotou a anterior Presidente Manuela Valente que, recorde-se, esteve suspensa sem vencimento durante dois meses por condenação em processo disciplinar pela Inspecção Geral da Educação.
    Ficou clarinho que há quem, como o António, discuta seriamente a questão e quem esteja a fazer guerra ao actual Director.
    Foi muito bom ter comentado.
    Clarinho, ficou tudo tão clarinho…

  14. António says:

    Caro ponto,
    Acho que o essencial está num dos seus comentários, vejamos:
    “Fá-lo gratuitamente durante três anos por haver carência na escola. Essa carência foi colmatada.”
    O que eu acho estranho é o conjunto de procedimentos seguidos nessa colmatação.
    Será que a escola queria manter os serviços (gratuitos) da Dr.ª Raquel ao mesmo tempo que contratava o Dr Miguel?
    Acho pelo menos incorrecto que, nesse caso, não a tenham avisado dessa contratação. Ela teria, no mínimo, tido a possibilidade de apresentar também a sua proposta. Só assim poderia ser considerada verdadeiramente “concorrente” do Dr. Miguel.
    Será que, em vez disso, a queriam afastar?
    Então porque é que aceitaram o novo protocolo com ela ou a sua associação? Não bastaria dizer – “Não obrigado, não precisamos”?
    Francamente, o que me arrepia é a falta de lisura transparente em todo este processo, na qual a principal prejudicada me parece ser a Dr.ª Raquel, e na qual, SEM QUERER ATACAR NINGUÉM PESSOALMENTE, me parece que a direcção da escola não fica a cheirar a rosas.
    Deixo de fora disto o Dr. Miguel. Não sei, nem tenho nenhuma indicação nesse sentido, de que ele tivesse conhecimento da situação que se criou à volta da sua contratação. Se calhar foi apanhado num processo com o qual não tem nada a ver, e o facto de ser filho da Ministra é só uma infeliz coincidência que fez com que este caso fosse trazido à luz do dia.
    Mas talvez isto fosse necessário. Processos como este, em que o que está em causa é a correcção e a transparência, têm que ser extintos.
    Peço desculpa se isto parece ser um ataque a alguém. Não é. É simplesmente um desabafo de alguém que já viu muito disto a acontecer, sem ninguém denunciar porque “parecia mal”.
    Boa sorte tanto à Dr.ª Raquel como ao Dr. Miguel. As crianças agradecem.

  15. Pedro says:

    Ponto, sentiu-se insultado? Já agora em que frase, ou parágrafo, pode esclarecer?
    Chorrilho de insultos afirmar que há por aí muitos idiotas e gente pequenina? E não há? Linguagem de carroceiro? falta de urbanidade? Não sou democrata?
    Acho que o único insultado fui eu e quem insulta é você.
    Desculpe lá, amigo, mas você é um ponto!

  16. Carlos Fonseca says:

    No meio desta discussão, e em termos de síntese, interrogo: o Dr. Miguel Carvalho, filho de Ana Jorje, foi admitido, por incontestável e demonstrado mérito, através de concurso? Tenho dúvidas e daí a pergunta. Infelizmente o concurso de acesso a determinadas funções públicas ou semi-públicas não tem sido regra imperativa, generalizada e sistemática; seria exaustivo enunciar caso em que a ‘cunha’ prevalece).

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