O golo maldito!

A bola esteve um metro dentro da baliza da Alemanha mas o arbitro não viu, e o fiscal de linha que devia ter visto tambem não viu, resultado, a maior bronca do Mundial.

A FIFA continua teimosamente, a não querer introduzir no jogo as tecnologias que dariam mais verdade, como é o caso das balizas e da grande área, onde os erros de arbitragem são decisivos. É a mesma gente que castiga com um amarelo quem tira a camisola a festejar um golo, não lhes interessa a verdade desportiva, interessa-lhes a discussão e não mexer num sistema que dá tanto dinheiro.

Entretanto, o Carlos Godinho funcionário da Federação de Futebol, que está na África do Sul com a selecção e escreve no estrolabio, mandou uma crónica onde se refere à nomeação dos arbitros de forma bem curiosa. Sabiam que Portugal tem sete amarelos e a Espanha não tem nenhum? É que não introduzindo tecnologias e outras ajudas à arbitragem quem manda é o restrito circulo de quem nomeia os arbitros!

Comments

  1. José says:

    Neste tipo de situações, de onde o árbitro e o árbitro assistente estão é impossível comprovar se a bola entrou ou não.
    O que fica por responder é porque não se aplica a lei que determina que, em caso de dúvida, beneficia-se a equipa atacante. Mudou esta regra em finais dos anos 70 princípios dos anos 80, mas, nestes casos, raramente se vê a sua aplicação prática.

    Quantos às políticas… sempre houve, há e haverá. Interessará é estar por dentro!

  2. Luís Moreira says:

    Aqui não há dúvidas é só parar o jogo e ver se a bola entrou ou não. No Argentina-México um fora de jogo do tamanho de três metros tambem não foi assinalado e resultou no primeiro golo da Argentina.Basta controlar com tecnologia os fora de jogo e o que se passa dentro da área o resto não é decisivo.

  3. José says:

    Os fora-de-jogo não vejo que seja possível. São situações de jogo dinâmicas que se tornam impossíveis de fiscalizar via tecnologia sem prejudicar a dinâmica da partida.
    Mesmo no rugby, que está muito avançado nesta área, apenas se controla as situações de marcação, ou não, de pontos: é ensaio ou não. Caso contrário perder-se-ia demasiado tempo e criavam-se ainda mais paragens no jogo.
    Sempre haverá erros de julgamento e nem sempre a tecnologia poderá dar resposta.
    Por vezes, os erros são vistos porque a tecnologia – leia-se TV – se coloca em situações que os árbitros – e jogadores e treinadores, diga-se! – não conseguem ver.
    O caso do golo da Inglaterra é um desses casos. Para o fiscal -de linha estar bem posicionado, terá que estar para além da linha da grande área, onde se encontrava o último defensor alemão. Daí torna-se impossível ver se foi golo ou não. A questão é que, segundo as regras, em caso de dúvida decide-se a favor da equipa atacante. Que não foi o caso.
    Seja como for, este será o único caso em que a tecnologia – actual – poderá intervir sem causar mais paragens de jogo e auxiliar os desgraçados dos árbitros, de quem toda a gente diz mal, sem reparar nos milhares de más decisões existentes em cada jogo, praticadas pelos jogadores, já para não falar nas decisões fundamentais tomadas pelos treinadores.

  4. Luis Moreira says:

    José, a tecnologia tira poder a quem o tem fora das quatro linhas. No golo da Argentina havia um fora de jogo de 3 metros!

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