Moody’s: Banca portuguesa em queda

As agências de ‘rating’, ora uma, ora outra, são vigilantes zelosas do estado do sistema financeiro internacional. Não há país ou instituição financeira que agora escape – escapou o deflagrar da crise nos EUA, o Lehman Brothers e mais de uma centena de bancos norte-americanos falidos, mas tudo isto é pormenor insignificante.

À semelhança do que havia feito para a República Portuguesa, a Moody’s baixou a notação dos principais bancos portugueses: CGD, Santander Totta, BES, BPI, Espírito Santo Financial Group, BCP, Montepio e Banif. O Diário Económico é mais detalhado na notícia, citando, banco a banco, a nova notação e a qualidade do ‘outlook’, positivo ou negativo. Cinco das referidas instituições financeiras estão sob o estado de ‘outlook negativo’. Significa correrem riscos acrescidos de nova descida das notações.

Segundo Maria-Jose Mori, analista da Moody’s, a descida generalizada das notações deve-se à fraca capacidade do Governo para ajudar os bancos; ou seja, dizemos nós, falta de mais dinheiro dos exauridos contribuintes para valer aos financeiros do regime.

Com este cenário, e sobretudo as subsequentes dificuldades e custos de financiamento mais elevados, a economia portuguesa acelera o passo para uma recessão mais profunda, conforme previa ontem o Banco de Portugal. E justamente ao contrário do optimismo de José Sócrates, espelhado na frase: «Não vejo nenhuma razão para não confiar no nosso país». Eu e muitos portugueses vemos um punhado de razões. Oxalá seja o senhor engenheiro a estar certo.    

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Não está! Os juros da dívida duplicaram em três meses!


  2. Luís, eu também creio que não está.

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