religião, a confissão do medo-I parte

La Pietá, Michelagelo Buonarroti, 1499

Por ser um texto longo, o publico em três partes, em datas diferentes

Para o meu neto mais velho, Tomas Mauro van Emden

1.- Definições

Parece-me necessário definir certas palavras do título, para torná-las conceitos. É a regra mínima de hermenêutica ou de interpretação do sentido das palavras. No meu ver, este título precisa de vários esclarecimentos.

Talvez, o primeiro, seja essa minha obsessão de escrever sobre a temática É bem conhecido que não sou um homem de fé e, no entanto, ando sempre a perguntar-me o porquê dos seres humanos procurarem a religião. Especialmente em Antropologia, essa ciência que estuda o pensamento humano em sociedade, no meio do social ou da interacção social. É um facto tão evidente, o objectivo da nossa ciência aparece em todo e qualquer livro de Antropologia, em dezenas de páginas ou num capítulo especial, que torna a redefinir esta ciência sempre em crescimento. Ciência que, normalmente, tem dentro da análise do social, a palavra religião como pano de fundo. Eu próprio tenho escrito livros, ensaios, textos atrevidos, que juntam a religião com a economia, especialmente nos livros de 2002[1], de 1991[2]a e 1991b[3] e na obra colectiva de 2004[4].


[1] Iturra, Raúl, 2002: A economia deriva da religião. Ensaio de Antropologia do Económico, Afrontamento, Porto. Comentado em A Página da Educação, Nº 117, Ano 11, Novembro de 2003, página 44: http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=2150.

[2] Iturra, Raúl, (1991a) 2001: A religião como Teoria da Reprodução Social, 1ª edição, Escher, 2ª Edição, corrigida e aumentada, pela editora sucessora, Fim de Século, Lisboa, comentada em todas as entradas Internet da página web, colectânea organizada por Henrique Gomes de Araújo, Portugal e a Europa. Identidade e diversidade, ASA, Porto. Comentado em: http://baleirasensaios.blogspot.com/2006_03_01_archive.html e

[4] Iturra, Raúl, 2004: A religião é a lógica da cultura, Donizete Rodrigues (Org), Em nome de Deus. A Religião na sociedade contemporânea, Afrontamento, Porto. Recenseado aqui:

Estes são alguns dos livros que escrevi, em Portugal, sobre religião. Há mais, mas o presente texto não é uma propaganda à minha obra. Mencionei-os apenas para mostrar o meu interesse no conceito.

De entre todos, o que me parece mais directo é o de 2004. Que a economia derive da religião, pode ser uma novidade, porque, até agora, ninguém pensou esta ideia. Esse é o motivo de uma nota citada do Jornal A Página, que diz: (…) foi assim que este livro nasceu. Reparei que a força de trabalho é controlada por uma teoria denominada religião, que tem um livro denominado Catecismo e um Código, o de Direito Canónico, para definir o comportamento individual e a interacção social, impondo uma ética que rege as transacções (…). Os filósofos e teólogos interessaram-se pela noção religião para definir as trocas e o comportamento económico. A noção religião era tão importante para definir o comportamento humano, que pessoas como Al-Farabi[1], teólogo muçulmano do Século IX a X, começaram a ler os manuscritos de Aristóteles, teoria descoberta, anos mais tarde, por Tomás de Aquino[2] que elaborou um compêndio, entre 1262 e 1273, sobre economia, intitulado Summa Theologica, teoria baseada na materialidade das transacções mercantis, a sua ética e as sanções pelas faltas acontecidas no comércio, como a avareza, a usura e o engano. A divindade era a entidade vigiante dessa ética e da fiabilidade nas transacções. Definição declarada doutrina oficial do comportamento dos cristãos romanos a partir do século XIX – muito embora já aplicada como Teoria Patrística desde o século XIII –, onde sindicatos e greve são pecado. Parte da sua obra, é retirada de outro economista do Século V da nossa era, Agostinho de Hipona[3]. Sem darem por isso, esta teoria tem orientado a pesquisa dos antropólogos.

Pode parecer estranho ao leitor apresentar pessoas denominadas”Santas” pelas suas confissões religiosas – como economistas. Quero apenas reiterar, mais uma vez, todas as minhas hipóteses de livros e de aulas. Aliás, a partir do dia em que Roma passou a ser Cristã, a palavra dos teólogos tinha imenso peso nos assuntos da vida civil. Não é por acaso que quando Roma foi atacada pelos Vândalos, essa tribo germânica que a quis conquistar entrando exactamente pela cidade de Agostinho, Hipona. Nem curto nem preguiçoso, de imediato Agostinho escreveu um texto político para defender o Império, sendo a sua base de debate, o extermínio do Império por causa dos roubos e crimes que os vândalos iam, de certeza, cometer. Assim foi como aconteceu.

A religião não é apenas essa confissão ou sentimento de fé de que tanto se fala. A prova está, para sair das confissões[4] e dos seus sábios, na obra de Max Weber, que mostra claramente que a religião é uma confissão de fé que orienta a economia.

Não tenho lido texto nenhum, excepto os de Max Weber e a sua análise sobre como funciona o capital entre as diversas confissões. No seu livro A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, de 1905[5], faz uma análise e oferece resultados. O texto, como tenho referido noutros livros e ensaios, trata de explicar como os revoltados contra a confissão romana, não param de trabalhar, poupar e investir, como abordo no meu livro de Maio de 2009[6].

Referência feita, remeto o leitor para os textos citados, por causa de este meu desejo de escrever sem citações e definir os conceitos com base na minha própria experiência. Tarefa difícil dado que o leitor deve querer saber o que diz cada autor. Mas, de certeza o leitor sabe e não é preciso alongar-me com ideias conhecidas. Aliás, a análise é minha, os citados já falaram e escreveram. Contudo, à excepção de Max Weber, não observaram directamente, em terreno, comportamentos religiosos e as suas consequências. Weber, além da sua observação participante, escreveu notas nos seus inúmeros diários de campo. Informações anotadas à pressa na sua observação do comportamento social de seres humanos de diferentes confissões. Apontamentos que, mais tarde, passaram a ensaios hipotéticos publicados em Revistas de Economia, Sociologia e de Filosofia. Excertos dos mesmos foram editados por Pierre Bourdieu, para ensinar a investigar em documentos autênticos e de primeira mão, a discentes e investigadores. Foi assim que aprendemos e ensinámos a consultar as fontes de pesquisas dos autores clássicos, fundadores da nossa ciência social[7], notas e diários usados nas nossas trocas de Seminários de candidatos a uma pós graduação. No Século XIX, uma grande curiosidade sobre a prosperidade de luteranos e calvinistas surge na vida social. Todos os denominados protestantes (por terem protestado contra a confissão romana, levando-a a mudar no Concílio de Trento do Século XVI), enriqueciam para surpresa do resto da população que, começou de imediato, a pretender ser luterana, verificando-se, por esse motivo, uma grande passagem de cristãos romanos para luteranos.

Curioso do facto, Max Weber iniciou o trabalho de campo no Sul do Rio Elba, onde existiam dois tipos de seres humanos: os proprietários de terras fundiárias, e os operários que ganhavam a vida por salário. Pesquisa que lhe permitiu comparar os comportamentos entre protestantes e católicos. Os factos, o debate, as hipóteses e as conclusões foram publicados no livro, como anteriormente referi, A Ética protestante e o Espírito do Capitalismo (1904-1905), escrito e editado em conjunto com a sua mulher. A esposa de Max Weber, Marianne Schnitger, socióloga e historiadora do Direito, prestou uma grande colaboração em toda a obra de Weber.

Max Weber, autor desconhecido por Durkheim e Freud. As academias não se cruzavam. Todavia, o problema central de Weber não era a Alemanha, como a França para Durkheim e Austro-Húngaros e Britânicos para Freud, mas sim os conceitos para explicar uma situação dramática: os efeitos da reforma luterana e calvinista e a manutenção da confissão católica entre vários, como os polacos. Weber estava interessado na ciência, os outros, em explicar os comportamentos culturais das suas sociedades de origem. Weber passou a ser conhecido no Ocidente pela influência de Bourdieu, com a divulgação de parte da sua obra. E ainda é mal conhecido: poucos usamos o materialismo e socialismo de Weber, métodos que o ajudaram a encontrar a luta de classes entre os proprietários da terra e os seus operários. Os primeiros eram, normalmente luteranos, os segundos, de uma profunda raiz cristã romana. Freud e Durkheim nunca se interessaram pela religião como confissão de fé. Bem pelo contrário, declaravam-se, publicamente, ateus. A religião para Durkheim era apenas uma forma elementar de solidariedade. Para Freud, uma fonte de problemas neuróticos.

Este é o Weber (Maximillian Carl Emil Weber (Erfurt, 21 de Abril de 1864Munique, 14 de Junho de 1920), intelectual alemão, jurista, economista, considerado um dos fundadores da Sociologia. O seu irmão Alfred Weber foi também um famoso sociólogo e economista interessado nos fenómenos religiosos que, a seu ver, fazem parte da história de todos os povos. O caso em análise, continua assim:

A tradução do original, em inglês, foi efectuada, livremente, por mim para português, permitindo-me tecer comentários no meio do texto, diz: The Protestant Ethic and the Spirit of Capitalism é um book escrito por Max Weber, um German economist e sociologist, entre 1904 e 1905, inicialmente em formato de ensaios (essays). O original, em língua alemã, foi traduzido para inglês e, bem mais tarde, para francês, como constam nas notas de rodapé referentes à mencionada obra[8].

No dia em que os ensaios passaram a livro, Weber escreveu que o capitalism na Europa do Norte, evoluiu na época em que os Protestant (designação dada aos que haviam protestado contra o papado romano, especialmente os Calvinist) organizaram uma ethic que influenciou um largo número de pessoas envolvidas duramente no trabalho secular, criando e desenvolvendo as suas próprias empresas (enterprises) e, simultaneamente, a actividade comercial (trade) e a acumulação de bens e riquezas (wealth) para investir e produzir mais riqueza e assim salvar a sua alma. Por outras palavras, a ética protestante foi a força, por detrás da acumulação de bens, não planificada, emergindo de forma espontânea e descoordenada na acção de massas (mass action) que influiu no nascimento do capitalism. Esta ideia é conhecida como a tese Weberiana[9].

Este autor não é o centro do meu texto, apesar de Max Weber ser para mim um sociólogo fundador de conceitos analíticos que transcendem a sua sociedade e a sua cultura e de ser um analista materialista, mas, depois de ter escrito, antes deste trabalho, um comprido livro sobre a religiosidade de Marx, parece-me útil comparar as visões teístas de dois fundadores da economia e sociologia materialista. É sabido que Karl Marx era um homem religioso; não apenas os seus textos o comprovam, também a obra escrita nos seus anos de juventude, como A união dos cristãos segundo o Evangelho de São João, com 15 anos de idade, bem como sabemos que recebeu instrução religiosa luterana desde os 4 anos, que aprendeu o Catecismo de Lutero e que em 1844 defendeu da perseguição prussiana os judeus, escrevendo o livro A Questão Judaica e vários textos no seu jornal Reihnische Zeitung. É sabido também que era homem de família, casado com uma católica fervorosa, a baronesa Johanna von Westphalen, que foi redactora dos seus textos. Foram as leituras de Grechus Babeuff, cristão profundo, para quem escrevera o Manifesto Comunista, o que o levam a ser até o dia da sua morte um social-democrata. É-lhe atribuída a frase de ser a religião o ópio do povo, no seu livro de 1844 Crítica a Filosofia do Direito de Hegel, o seu mestre e amigo. Esse presbítero que ensinava sobre a alma universal na Universidade de Jena e de Berlim, onde Marx tinha estudado até o grau de Doutor em Filosofia. É também dito ser um predador da religião no se texto de 1848, denominado primeiro Manifesto do Partido Comunista, para trocar o título, após fundação e Presidência de União Internacional de Trabalhadores e da Primeira Internacional de reunião de partidos socialistas em Londres, para Manifesto Comunista, respeitando assim as crenças de dezenas de operários, membros da UIT. O que Marx falara era sobre o uso que o proprietário do Capital fazia da religião, para instilar medo e obediência entre os assalariados. A religião, costumava dizer Marx, não era para provocar, era uma instituição que mudava com o tempo. O seu melhor exemplo era a passagem de hebraicos a cristãos ao longo do tempo e de romanos a outras confissões, como a dele, a luterana. Max Weber não se importou com acreditar ou não ou praticar a solidariedade: ele estudava-a de forma histórica – cronológica; a transformação e os lucros que podiam dar (ou não) os rituais religiosos. Para Weber, a religião era trabalho, investimento e poupança entre os revoltados (protestantes) contra Roma e o Papado: não deixavam ninguém em paz que se esquecesse da behruf, ou vocação para a salvação, para a atingir, dois factores são cruciais, dedicação à produção e recato não exibição dos lucros. No lado oposto estavam os da confissão romana ou universal, denominada católica, o que ganhavam não era para lucrar: festas e presentes comemoravam o salário deixando-os cada vez mais pobres e sem meios. A vocação luterana, calvinista, anglicana, copta, a dos cristãos ortodoxos russos e gregos, ou a dos por si considerados santos, os arménios, não servia de exemplo para a maior parte da população de confissão católica. Especialmente, como ele demonstra, a qualidade de pulcritude, pulcro, formoso, belo ou gentil, essa limpeza material e de estado de espírito, a higiene de corpo e alma para honrar a divindade, comportamento que dá serenidade, calma e solidariedade aos budistas e aos chineses de Confúcio, como Weber analisa.

Há uma diferença entre os dois quanto ao capital: para Max Weber, o capitalismo existe onde quer que se realize a satisfação das necessidades de um grupo humano, com carácter lucrativo e por meio de empresas. Estabeleceu como condição prévia para a existência do capitalismo moderno, a contabilidade racional do capital, como norma para todas as grandes empresas lucrativas que se ocupem das necessidades quotidianas. Para tal, as empresas deviam apropriar-se de todos os bens materiais de produção, como: a terra, aparelhos, instrumentos, máquinas, etc., como propriedades de livre disposição. Defendeu, também, a liberdade do mercado, em que toda a limitação ao comércio é tida por irracional, não havendo, portanto, um mercado livre de trabalho, nem de produtos. Entendendo que a exploração económica capitalista deveria progredir, desde que a justiça e a administração seguissem determinadas pautas. O trabalho livre, por seu lado, resulta possível de um cálculo racional de capital, isto é, quando existem trabalhadores que se oferecem com liberdade, no aspecto formal, mas, realmente, estimulados pelo castigo da fome, os custos dos produtos podem ser avaliados, inequivocamente, de antemão. Diferentemente de Weber, Marx modificou a análise do valor, apesar de haver utilizado vários componentes da versão clássica da teoria do valor – trabalho, desenvolvendo conceitos que se tornaram muito conhecidos, como, por exemplo, mais-valia, capital variável, capital constante e exército de reserva industrial, analisou a acumulação de capital, a distribuição da renda, as crises económicas, entre outras. Para Marx, as condições de produção do sistema capitalista obrigam o trabalhador a vender mais tempo de trabalho do que o necessário para produzir valores equivalentes às suas necessidades de subsistência. Por sua vez, os trabalhadores são obrigados a aceitar as condições impostas pelos empregadores porque não dispõem de fontes alternativas de renda. O valor criado pelo tempo de trabalho excedente é apropriado pelos capitalistas. Na base destes conceitos, pode-se afirmar que o pensamento de Marx é essencial para a compreensão do capitalismo e entender os conceitos estudados por Weber, considerando-o inevitável para a evolução social humana, tornando-se, assim, uma das etapas necessárias para atingir a forma perfeita de sociedade. Para Marx, a força que move todo o processo da evolução social é económica, ou seja, é o capital[10]. É o que Weber estuda.

Confissão? Um sacramento dos cristãos para perdoar pecados? Também é. Mas, não é essa que eu refiro. Não, confissão pareça-me ser o uso ritual do sentimento de fé entre outros que a partilham. Também há sacramento, mas não é o sentido dentro do qual o uso. Uma confissão é um facto de fé, um acreditar que há vida depois da morte, que é necessário cumprir os designados Dez Mandamentos, muito semelhantes não apenas entre confissões cristãs, como entre estas e as dos árabes, muçulmanos e hebraicos, através do Alcorão para os primeiros e do Talmude para os últimos. Livro usado (Talmude) por Freud para criação e definição da metodologia da psicanálise e a teoria do inconsciente.

A Confissão que eu defino, é um acreditar na existência de uma divindade[11] que tudo vê, sabe, orienta, pune ou perdoa.


[1] Muhammad ibn Muhammad ibn Tarkhan ibn Uzalagh al-Farabi ou Abū Nasr Muhammad ibn al-Farakh al-Fārābi, mais conhecido no Ocidente como Alfarábi, Al-Farabi ou simplesmente Farabi, (Farab, Turquistão, c. 870Damasco, 950) foi um filósofo muçulmano.

Estudou em Bagdá e Harran, viveu na Síria e no Egito, estabeleceu-se depois na corte do soberano de Alepo, Saif al-Daoula.

Al-Farabi, que inaugurou a grande linha de filósofos muçulmanos da Idade Média, foi um espírito universal, que se interessou tanto por química, ciências naturais, física quanto por ética e ciência política. Foi também um bom músico e o seu Grande livro da música colocou-o entre os principais teóricos do assunto. A palavra portuguesa alfarrábio é uma simples alteração do seu nome.

Na filosofia dizia-se influenciado por Platão e Aristóteles e considerava que as doutrinas dos dois mestres da Antiguidade, longe de serem opostas, complementavam-se. Al-Farabi formulou, com uma clareza até então desconhecida, a distinção entre a existência e a essência. Retomou a teoria aristotélica sobre a eternidade do mundo, o que lhe causou dificuldades com os círculos islâmicos ortodoxos. Mas o próprio Al-Farabi não separava a religião da filosofia e se servia de termos do Alcorão para traduzir os conceitos de filosofia grega.

Grande parte de sua obra é dedicada à política e à economia. No tratado Epístolas sobre as opiniões do povo ou Estado modelo, o filósofo apresentou uma utopia platónica na qual a sociedade é comparada com um grande corpo único que estenderia as suas ramificações à totalidade dos homens.

Fonte: as minhas leituras – os seus textos estão comigo –, as minhas aulas, a minha investigação e as palavras emprestadas de:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Al-Farabi.

[2] São Tomás de Aquino OP (Roccasecca, 1225Fossanova, 7 de Março 1274) foi um frade dominicano, teólogo, distinto expoente da escolástica, proclamado santo e cognominado Doctor Communis ou Doctor Angelicus pela Igreja Católica.

As obras do Aquinatae dividem-se em quatro grupos:

1. Comentários: à lógica, à física, à metafísica, à ética de Aristóteles; à Sagrada Escritura; a Dionísio pseudo-areopagita; aos quatro livros das sentenças de Pedro Lombardo.

2. Sumas: Suma Contra os Gentios, baseada substancialmente em demonstrações racionais; Suma Teológica, começada em 1265, ficando inacabada devido à morte prematura do autor.

3. Questões: Questões Disputadas (Da verdade, Da alma, Do mal, etc.); questões várias.

4. Opúsculos: Da Unidade do Intelecto Contra os Averroístas; Da Eternidade do Mundo, entre outros.

Fonte: as minhas leituras – todos estes livros estão comigo – , as minhas aulas e as palavras retiradas de:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A1s_de_Aquino#Obra.

[3] Aurélio Agostinho (em latim: Aurelius Augustinus), Agostinho de Hipona, ou Santo Agostinho (Tagaste, 13 de Novembro de 354Hipona, 28 de Agosto de 430), foi  bispo, escritor, teólogo, filósofo, padre e Doutor da Igreja Católica.

Agostinho é uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do cristianismo no Ocidente. Influenciado pelo neoplatonismo de Plotino[3] , criou o conceito de pecado original e guerra justa. Quando o Império Romano do Ocidente começou a desintegrar-se, Agostinho desenvolveu o conceito de Igreja como a cidade espiritual de Deus (num livro com o mesmo nome), distinta da cidade material do homem.[4] . O seu pensamento influenciou profundamente a visão do homem medieval. A igreja identificou-se com o conceito de Cidade de Deus de Agostinho, e também a comunidade que era devota de Deus[5 . As suas Confissões (Confesiones), escritas entre os anos 397-398, são geralmente consideradas como a primeira autobiografia. Agostinho descreve a sua vida desde a concepção até à sua relação com Deus, e termina com um longo discurso sobre o livro do Génesis, no qual ele demonstra como interpretar as escrituras. A consciência psicológica e auto-revelação da obra ainda impressionam leitores.

No fim da vida, Agostinho revisitou os seus trabalhos por ordem cronológica e sugeriu que teria falado de forma diferente numa obra intitulada Retratações, que nos daria uma imagem considerável do desenvolvimento de um escritor e os seus pensamentos finais.

A Cidade de Deus, (iniciado c. de 413, terminado em 426, uma das suas obras capitais, oferece-nos uma síntese do seu pensamento filosófico, teológico e político).

Fonte: as minhas aulas, as minhas leituras – todos estes livro estão comigo – e as palavras de

http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_de_Hipona#Obras

[4] Confissão (religiosa) é: conjunto de ideias, crenças, símbolos e práticas de uma determinada religião (em que um individuo ou grupo acredita, aceita, submete-se e confia).

Mas, também pode ser (universo não religioso) um desabafo ou uma confidência. Ideia debatida com Graça Pimentel Lemos, Antropóloga, colaboradora e amiga.

[5] Weber, Max, (1905 em Alemão : Die Protestantische Ethik), 1964 : L’éthique protestante et l’esprit du capitalisme (1904-1905) Suivi d’un essai, Paris : Librairie Plon, 1964, 341 pages. Collection Recherches en Sciences humaines : série jaune. Livre téléchargeable ! O texto pode ser lido em francês, em: http://classiques.uqac.ca/classiques/Weber/ethique_protestante/Ethique_protestante.doc Há versões Espanhola, da Editota Taurus, Madrid, 1998; inglesa em Counterpoint, Georeg Allen &Unwin, Londres, 1979; e portuguesa, Editorial Presença, 1983.

[6] Iturra, Raúl, 2009: O saber das crianças e a psicanálise da sua sexualidade, editado pelo Repositório ISCTE e o Nacional, ligação: http://repositorio.iscte.pt/ e o nacional e internacional: http://www.rcaap.pt

[7] Bourdieu, Pierre, 1986 : Actes de la Recherche en Sciences Sociales, Nº 65-Novembre de 1986, intitulada Enquête sur la situation dès ouvriers agricole a l’Est de L’Elbe. Conclusions prospectives. Comentários em todas as entradas Internet da página web:

http://scholar.google.pt/scholar?q=Pierre+Bourdieu+Actes+de+la+Recherche+en+Sciences+Sociales,+N%C2%BA+65&hl=pt-PT&um=1&ie=UTF-8&oi=scholart.

[8] Ver nota 9 e 11.

[9] Fonte: os seus livros, as minhas análises dos seus estudos, teses orientadas sob a teoria de Max Weber e as palavras de http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Weber.

[10] As minhas ideias com as palavras de um autor anónimo, que pode ser lido em: http://pt.shvoong.com/books/421169-capitalismo-sob-max-weber-karl/.

[11] O conceito de divindade assumiu, ao longo dos séculos, várias concepções, evoluindo desde as formas mais primitivas provenientes das tribos da antiguidade até às dogmáticas definições das religiões. Visto historicamente ou em evolução, uma tribo consiste de uma formação social antes do desenvolvimento de, ou fora de, estados. Muitas pessoas usam o termo para referir-se a sociedades indígenas não ocidentais. Alguns cientistas usam o termo para referirem sociedades organizadas largamente baseadas em corporações de grupos de descendentes (veja clã e linhagem). Em alguns países, tal como a Índia ou o Brasil, as tribos têm estatutos legais reconhecidos e uma autonomia limitada pelo estado.

A Religião (do latim: “religio” usado na Vulgata, que significa “prestar culto a uma divindade”, “ligar novamente”, ou simplesmente “religar”) pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças. É a instituição que Sir James George Frazer estudou no seu texto The Goulden Bough. A study in Magic and Religion, em 1890, The Macmillan Press Ltd, tenho comigo, a versão de Papermac, editora associada a Macmillan Press, versão de 1995. Explicita a hipotética passagem da humanidade por três estados intelectuais: magia, religião e ciência. Deste desenvolvimento intelectual, nasce o que o autor denomina : progresso como racionalização. Sir James George Frazer (1 de Janeiro de 1854, Glasgow, Escócia7 de Maio de 1941, Cambridge) foi um influente antropólogo nos primeiros estágios dos estudos modernos de mitologia e religião comparada. Frazer estudou na Universidade de Glasgow e no Trinity College, da Universidade de Cambridge. Foi nesta última instituição que escreveu a sua obra mais importante, The Golden Bough; a Study in Magic and Religion (“O ramo de ouro”), 1890.

“O ramo de ouro” é uma obra alentada (12 volumes na edição final, concluída em 1915), onde o autor faz um estudo comparativo dos mitos e do folclore de várias sociedades, e levanta a tese de que o pensamento humano evoluiu de um estágio mágico para outro religioso, e daí para um nível científico. Esta tese foi logo refutada por outros antropólogos, mas a distinção feita por Frazer entre magia e religião, ainda é aceite: na magia, o utilizador tenta controlar através de “técnicas” o mundo e os acontecimentos, enquanto na religião requisita o auxílio de espíritos e divindades.

Fonte: os seu textos comigo com as palavras de http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Frazer , para conseguir hiperligações.

Um outro autor que estudou a religião foi Émile Durkheim. A sua vasta obra inclui o acreditar, o sacrifício, a magia, a entrega do corpo ao jejum para aprender o que os adultos sabem para sobreviver. Mas é diferente de Frazer. Émile Durkheim (Épinal, 15 de Abril de 1858Paris, 15 de Novembro de 1917), sociólogo e educador, no seu livro de 1912, Les formes élémentaires de la vie religiuse, usou os rituais dos Arunta ou Aranda, do centro da Austrália, para entender as formas da transmissão do saber. Durkheim, analisou as formas de educar para renovar a população geneticamente, o saber sobre a sua história e geografia e os seus meios de subsistência. É este o motivo pelo qual, no texto citado, se fala de Intichiuma, ritual de aprendizagem de como saber viver em jejum, nu e em silêncio enquanto, durante vários dias, se procura a larva que mais tarde será um lagarto (lizard) ou réptil sáurio, de cabeça oval e corpo quase cilíndrico, muito ágil, e de muita utilidade para a agricultura, por se alimentar de insectos.insetos   Ritual orientado pelo xamã sagrado Alatunja (conhecedor do ritual corrobbori ) que o obriga a conduzir, durante vários dias, uma vez por ano, os pré púberes Arunta (em jejum), para procurarem no deserto essa larva que será, a seguir, um lagarto para alimentar a população.

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