560, Made in Portugal


Não se trata apenas de bacoco patriotismo, mas sim, de sobrevivência. Uma ida ao supermercado, leva-nos direitos aos “produtos em promoção especial” e sem hesitar vamos colocando no cesto, tudo aquilo que de fora vem. O argumento é sempre o mesmo e reporta-se ao …”é mais barato”. Pois é. Mas até quando?

Como poderá a nossa incipiente indústria sobreviver, se continuarmos a dar preferência ao que além-fronteira chega? Conservas, massas, arroz, batatas, cebolas, alhos – invariavelmente chochos ou secos -, cogumelos, salsichas e enchidos, fiambre, café – muito mauzinho, por sinal -, chá, leite, vinho para cozinha, bolachas e até, pasme-se, verduras! Uma invasão sem fim ou controlo.

A falácia da “unificação de mercados”, impõe a aceitação apenas num sentido, erguendo os outros alegadamente mais poderosos, barreiras que se não estão firmadas em papel de Lei, existem pela prática de todos os abusos. regras atrás de regras, vida infernal feita à nossa camionagem, desdém das distribuidoras, etc.

Uma vista de olhos no código de barras, pode ajudar e muito, no mitigar desta situação escandalosa a que a incúria do regime nos obriga. Comprem o produto que no código de barras apresenta os seguintes primeiros três números: o 560 quer dizer Made in Portugal.

Em boa verdade, esta opção torna-se num sacrifício, mas este será mitigado por compras mais criteriosas e propiciadoras de uma melhor gestão do nosso dinheiro. Não se trata de qualquer boicote, mas de razão. De outra forma não vamos a sítio algum e bem podemos garantir a nossa completa ruína.

Comments


  1. 560 não assegura nacionalidade há morango importado de espanha e reembalado em Portugal como 560 depois 60% das hortícolas têm de ser importadas a produção nacional não dá para o consumo

    idem para o açucar 90% para as bananas

    80% para abacaxis e yys carne…fruta fora da época, etc…nem nunca houve capacidade agrícola

    só fomos autosuficientes em trigo durante a campanha do trigo em 1929 a autosuficiência durou um ano

    e faltam os trabalhadores agrícolas ganha-se mal…só russos e ucranianos e outras aleivosias


  2. mitigado ou mastigado


  3. Curiosamente, hoje comentávamos o assunto, e alguém levantou a questão (carente de confirmação), que podiam sem apenas embalados em Portugal e já poderiam ter o famoso 560, mesmo vindo de outras paragens. Situação comum em marcas brancas!
    Gostaria também de um esclarecimento cabal, mas ainda não o tive.
    Cptos.

  4. Rodrigo Costa says:

    .. Quando se formou a Comunidade Económica Europeia, ficou claramente percebido que os principais países produtores pretendiam alargar o seu mercado, com base na inibição da estrutura produtiva dos países aderentes, aos quais seriam concedidos subsídios de desactivação, digamos assim.

    Para levar a tarefa a cabo, nada como criar um parlamento e uma rede de influências, garantindo que uma cambada de marmanjos ganharia, por mês, o que não ganharia em anos, em parte alguma; fazendo deles os executivos que “converteriam” as popuolações; vendendo, portanto, o país a retalho.

    Fácil seria compreender que, sem aparelho produtivo, qualquer povo ficaria à mercê, dependente das condições impostas pelos que foram construindo o seu monopólio —alguém tem lucrado com isso, porque ninguém mediou o “negócio” de forma gratuita.

    É verdade que entrou dinheiro às carradas; e é verdade, também, que, muitos dos que o receberam para actualizarem as suas empresas, o utilizaram na compra de casas e de carros; gastaram à tripa forra, acabando as empresas na falência, por incapacidade e competir.

    Chegamos agora, e percebemos que os preços, mais do que a qualidade, dos produtos vindos de fora é pouco menos do que imbatível, e as pessoas, em geral, optam pelo que for de mais baixo custo. Em qualquer situação; muito mais nas horas de aperto, como é o caso.

    Sobre o futuro do país… não me parece que seja a corrida ao 560 que vai evitar a ruína, porque Portugal já está arruinado, por falta de pensamento e de seriedade. Não queiram que o zé-pagode ainda vá acorrer para lhes patrocinar os mesmos ou mais vícios, porque, antes de sermos explorados pelos que nos são alheios, temos sido explorados pelos que repartem connôsco o espaço.

    O que está em causa não é, apenas, a falência do país, mas, também ou essencialmente, a falência de gente que pensou que nunca a conheceria.

  5. Rodrigo Costa says:

    … Nem de propósito! O comentário que antecedeu o meu primeiro, já tocou no assunto: a “contrafacção”, com a colaboração, evidentemente… de portugueses…

    Meus caros, não há por onde fugir: o “negócio” é o Diabo!

  6. carlos fonseca says:

    Nuno,já se torna muito redundante eu citar, aqui no Aventar, que o nosso aparelho produtivo foi destruído, desde os governos de Cavaco até hoje – o meu ‘post’ sobre Estados Gerais do PSD refere um mero exemplo de destruição da indústria portuguesa. Por outro lado, plantámos o País das chamadas superfícies modernas que desencadearam a maior ritmo aumentos de importação de todos os géneros de bens. Somos o país com maior nr. de m2 de hiper’s e super’s, por 10.000 habitantes, na Europa.
    O que dizes do código 560 é, em parte, verdade. Porque como refere o 1.º comentador, basta que o produto final seja embalado em Portugal para se utilizar esse código.

  7. xokapic says:

    mais uma vez vejo aqui tiradas de “diz que se disse” sem qualquer confirmação dos factos.
    A atribuição do código de barras não está directamente relacionado com a origem dos
    produtos mas sim com a estratégia de localização da multinacional…
    é bom ser populista…

    • carlos fonseca says:

      Pela parte que me toca, o comentário que fiz pretendia essencialmente esclarecer que, ao utilizar-se o código 560, não signfica que o produto tenha sido fabricado em Portugal. Pode ser embalad apenas, por exemplo:
      Mas, para que as dúvidas de quem quer saber se dissipem, aconselho a consultar:
      1) http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_de_barras#Estrutura_num.C3.A9rica
      Onde, em estrutura numérica, se pode ler: os 3 primeiros dígitos representam o prefixo da organização responsável por controlar e licenciar a numeração no país (o prefixo 789 corresponde ao Brasil e 560, a Portugal).
      E quem, em Portugal, gere o “sistema de identificação e codificação” é a CODIPOR, e não cada multinacional por si.
      Onde está o populismo, neste caso?

  8. Rodrigo Costa says:

    Caro xokapic, admitindo que é português, o Senhor conhece alguns factos que possam ser comprovados ou desmentidos?… Dsde apirâmide à base, todo o país é um “diz que se disse”:
    o BIbi diz que disse que não disse; o Sócrates desdisse quem disse que que ele fez exame num Domingo; o Armando Vara diz que não é nada do que se diz; o sucateiro já disse o que tinha para dizer, e ameaçou que diriria o que ainda não disse…

    Caro xokapic, acha que num país como este —e outros haverá, estou convencido, porque isto não será o aterro de todo o material putrefacto— é possível ir além do “diz que se disse”?… Há só um facto que não necessita de ser esclarecido, que não está embrulhado no “diz que se disse”, apesar do Sócrates o procurar desdizer: o país está de tanga. E mesmo que ninguém diga, eu digo que o país tem estado entregue a um bando de ladrões —sejam eles da “direita” da “esquerda” ou do “centro”. Isto que eu digo não é “porque se diz”, mas porque eu vejo. possivelmente, o que se diz ficará muito aquém do que, comprovadamente, poderia ser dito.

  9. Nuno Castelo-Branco says:

    Queiramos ou não, julgo que o proteccionismo estará de volta mais depressa do que poderemos pensar.

    • António de Almeida says:

      Com a China a crescer economicamente a dois dígitos anualmente, os EUA e UE estagnados, olhando para a balança de transacções comerciais, muito provavelmente sim, mas depois teremos um novo conflito mundial. E desta vez não serão os EUA a terem capacidade para produzir o triplo do armamento face aos seus contendores. Não será a bem, será a mal, adeus modelo social europeu, adeus superioridade civilizacional dos velhos países coloniais, olá africanização da Europa. O desenvolvimento estará na Ásia, queiram ou não!

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