Sócrates e a fuga: guião de uma legislatura (II)

Fonte: PÚBLICO online; Processamento adicional: Fliscorno; Gráfico original: image

O primeiro-ministro demitiu-se e a situação que era má ficou pior. Mas olhando para este gráfico percebe-se que não é a instabilidade política que nos está a tornar mais caro o dinheiro que pedimos emprestado. Com efeito, apesar do entendimento PS/PSD ao longo de 2010, o custo do dinheiro não parou de aumentar.

Por causa dos compromissos assumidos no passado como as SCUT e as PPP, por causa de irresponsabilidades como o buraco BPN, por causa do despejar de dinheiro a rodos para obras públicas sem a menor preocupação de onde virá ele, chegámos a um ponto em o país está completamente nas mãos do capital estrangeiro, o qual tem um custo crescente. Naturalmente, não estaríamos neste situação se, desde Guterres, não houvesse esta irresponsabilidade de fazer obra sem dinheiro.

A fuga de Sócrates apenas se deveu a ele saber que não conseguiria mais tapar os buracos das contas. Entre pagar o preço político da última década governativa e tentar passar as culpas, mesmo que isso precipitasse o caos, a escolha está à vista.

Trackbacks

  1. […] perturbam um pouco a grandiloquência socrática mas o plano continua em marcha. Olhando para o contínuo aumento do custo do dinheiro, bem patente ao longo de todo o 2010,  é claro que os aumentos de impostos não chegarão para […]

  2. […] na linha da linha de discurso já definida, sem que os jornalistas confrontem o PM com o crescimento linear dos problemas. Veremos um candidato acusar a oposição de ter criado problemas ao país por não lhe aprovar o […]

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