O vírus da avaliação dos professores

Imaginem que têm uma infecção. Imaginem que um médico, ou seja, um especialista na matéria, vos diz que, se a infecção não for tratada, ficarão sequelas graves no vosso organismo. Pergunto-vos, leigos que sejam: pensam que a infecção deva ser tratada o quanto antes ou preferem ficar à espera, como a nêspera?

Os professores e outros especialistas na matéria têm vindo a afirmar, há vários anos, que os modelos de avaliação docente impostos pelo poder socrático estão carregados de defeitos terríveis que dificultam artificialmente a actividade dos professores, com efeitos mediatos e imediatos na qualidade do ensino ministrado aos alunos. A que propósito, então, é que se deve ficar à espera de que esta infecção chamada ADD afecte inevitavelmente o tecido escolar? Qual é a utilidade de prolongar uma situação cujas consequências são conhecidas pelos especialistas?

a incompetência de uma ministra, a aparente sede de poder de alguns serventes e o ressabiamento de um grupo parlamentar que bombardeou a Escola Pública é que podem explicar as argumentações e as reacções delirantes contra a recente e festejada revogação. Entre outras possíveis, proponho a leitura deste texto, em que é comentada a frase alçadiana “Não se interrompe um processo a meio do ano lectivo”.

A luta dos professores e de todos aqueles que estão verdadeiramente preocupados com os problemas da Educação ainda não acabou. No que se refere à avaliação do trabalho docente, é importante que se inicie um verdadeiro debate, com tempo e rigor, de modo a criar um modelo eficaz e justo.

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