Juros de 4% são aceitáveis?

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A presidente do IGCP acha que sim. E antes que se acuse a senhora de ser mais uma esquerdalha ao serviço da Geringonça, importa recordar que Cristina Casalinho exerce a função desde 2014, tendo chegado ao cargo durante a administração Passos/Portas, não pela mão de Costa.

Segundo entrevista dada hoje ao Público, que se recomenda, Cristina Casalinho afirma que taxas de juro de 4% são aceitáveis se o Estado continuar a conseguir superavits primários como aquele que tivemos em 2016. Que verdadeiramente importante é gerir o risco de refinanciamento. Que taxas de juro na casa dos 4% são “taxas historicamente normais”.

Isto é bom? Eu, que não percebo patavina de economia, acho que não. Taxas de juro de 4% parecem-me um assalto e a minha esperança de que o Estado consiga sucessivos superavits primários não é grande. Mas isso sou eu que sou um doido que vê terrorismo nos mercados e na especulação. Quanto aos superavits, e como afirmou Marcelo, qual soco no estômago do seu partido, pode ser que a Geringonça continue a superar as expectativas. Pelo menos até á chegada do Dr. Belzebu.

Foto@Dinheiro Vivo

A subida dos juros da dívida explicados às crianças

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Para sabermos se as taxas de juro da dívida pública portuguesa estão a subir ou descer não precisamos de seguir as informações financeiras – basta consultar as redes sociais. Se os juros estiverem a subir, não faltarão alarmes sobre os impactos devastadores que o governo apoiado pelas esquerdas está a ter no país. Se estiverem a descer, os mesmos observadores atentos e preocupados tiram férias das redes sociais.

Ricardo Paes Mamede no Ladrões de Bicicletas.

Fica a provocação, com a sugestão para lerem o texto na íntegra, que o sumo está todo lá. Vale sempre a pena ver alguém tão capaz e coerente desmontar a propaganda da direita radical. Imagino-os logo a espumar pelos cantos da boca.

Indignações selectivas da clique neoliberalóide

JSH

Não é amnésia Jorge. É mesmo aquela cara de pau a que muitos destes tipos já nos habituaram. E não se resume a esta situação, que como o teu post explica, e bem, não melhorou com a extinção dos Serviços Florestais levada a cabo pela clique neoliberalóide de Pedro Passos Coelho.

Mas se vamos falar sobre notícias que poderiam ser capa há um ano atrás e sobre o efeito que teriam, que dizer dos números do desemprego, que no primeiro semestre recuaram para níveis de 2009 e que no trimestre passado desceram para o valor mais baixo dos últimos cinco anos? Quantas capas teriam o Sol, o I ou o Correio da Manha dedicado ao tema e quão inchado estaria o peito dos distintos deputados? E o que dizem eles agora? Nada.  [Read more…]

Os juros da dívida e a direita ressabiada em depressão colectiva

Market Paranóia

Depois de várias sessões em que os juros da dívida portuguesa continuam a cair em todas as maturidades, o ministério da propaganda da direita mantém o silêncio ensurdecedor. Eles bem anseiam pelo regresso do chefe, por entre os escombros resultantes dos bombardeamentos dos terroristas financeiros, mas não há meio. Tampouco os partidos de esquerda, perigosos e radicalíssimos, dão a tão esperada mãozinha na fragmentação do governo, que afinal se revela mais coeso do que eles gostariam e esperariam que fosse. Uma chatice sem paralelo! [Read more…]

Taxas Apeiam-se

Verifica-se uma descida generalizada nas taxas de juro dos títulos de dívida pública portuguesa.

São os juros da dívida, estúpidos

A factura dos juros este ano já vale 79% do défice orçamental.

Cortemos na despesa onde ela é ilegítima

Já é recorrente, listar organismos do estado onde cortar na despesa. Não nego que muitos são inexistentes, o estado desperdiça os seus recursos  (gastos com estudos e pareceres orçamentados em 2012: 128,4 milhões de euros), parcerias público privadas (vd hospitais para não falarmos sempre de estradas) etc. etc.

Esta listagem de serviços e fundos autónomos é mais uma que delira: as universidades levam um corte de 20% porque são “serviços onde são sobejamente reconhecidas ineficiências”, e o resto é arrasar na educação e formação, ambiente e cultura, para poupar uns míseros 2857 milhões de euros.

Sim míseros: eu encerrava o Ministério dos Juros da Dívida. Poupança: 7164,4 milhões.  A bem dizer, cruzando com os dados deste gráfico, a coisa ficava quase toda entre fronteiras. O BCP, o BPI e o BES* iam à vida? que chatice,  problema deles. É o mercado, estúpidos.

*Não incluo a CGD, pelo simples facto de, esta sim, ter emprestado ao estado por ser gerida pelo estado. Os restantes bancos andaram à procura de lã. Que saiam tosquiados.

Sócrates e a fuga: guião de uma legislatura (II)

Fonte: PÚBLICO online; Processamento adicional: Fliscorno; Gráfico original: image

O primeiro-ministro demitiu-se e a situação que era má ficou pior. Mas olhando para este gráfico percebe-se que não é a instabilidade política que nos está a tornar mais caro o dinheiro que pedimos emprestado. Com efeito, apesar do entendimento PS/PSD ao longo de 2010, o custo do dinheiro não parou de aumentar.

Por causa dos compromissos assumidos no passado como as SCUT e as PPP, por causa de irresponsabilidades como o buraco BPN, por causa do despejar de dinheiro a rodos para obras públicas sem a menor preocupação de onde virá ele, chegámos a um ponto em o país está completamente nas mãos do capital estrangeiro, o qual tem um custo crescente. Naturalmente, não estaríamos neste situação se, desde Guterres, não houvesse esta irresponsabilidade de fazer obra sem dinheiro.

A fuga de Sócrates apenas se deveu a ele saber que não conseguiria mais tapar os buracos das contas. Entre pagar o preço político da última década governativa e tentar passar as culpas, mesmo que isso precipitasse o caos, a escolha está à vista.

FMI – Fundo da Miséria Internacional e a União Europeia

O Cavaleiro do FMI

FMIO sistema capitalista internacional, de forma mais evidente na periferia europeia, vive intensa crise. Todavia, a irracionalidade dos defensores do sistema e das teorias de Adam Smith continua a bater-se pela  excelência do modelo  classificado de neoliberalismo.

Tal ideário económico e social, embora constantemente desmascarado, teima na dogmática aplicação de instrumentos e medidas que, na Europa e em outras partes do mundo, conduzem milhões de cidadãos à precariedade do emprego, ao desemprego,  à miséria e à fome. Tudo isto, imagine-se, também facilitado pelo ‘capitalismo comunista de Estado’ e dos paraísos fiscais. Os grandes líderes actuais constrangem, sufocam e dizimam a vida de milhares de milhões de cidadãos ao redor do planeta – Robert Zoeleck, presidente do Banco Mundial, dizia há pouco tempo: “Há mais de mil milhões de seres humanos que se deitam todos os dias de ventre vazio”. Eloquente, até por ser afirmado por quem foi.   [Read more…]