Um país adiado ou apenas a brincar

Vamos a ver se não me engano. O chefe do Governo visita o Presidente da República e diz-lhe que não quer continuar a brincar, porque os outros meninos não quiseram jogar segundo as regras que ele tinha definido. Chamou-lhe ‘pedir a demissão’.

O Presidente demora dois dias até conversar com os outros meninos e com os amigos do chefe do Governo para perguntar o que se passou e como querem resolver a coisa. Todos quiseram uma eleição para saber se o chefe continua o mesmo ou se é outro.

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Uma semana depois desta conversa, o Presidente chama um grupo de meninos mais experientes e habituados às discussões para lhes pedir uma opinião. Parece que se chama um Conselho de Estado. Horas depois diz que sim, que aceita a demissão e que é tempo de eleger o próximo chefe de Governo. Marca as eleições para 60 dias depois. Parece que há um livro que não permite que seja em menos tempo.

O mesmo livro indica que depois de escolhido o novo chefe, seja quem for, este só toma posse cerca de 30 dias depois. Até lá é o limbo. Reduzir estes prazos é que não. Não deve ser próprio de nações modernas. É coisa praticada, por exemplo, pelos anacrónicos britânicos.

O país continua adiado. Nada de estranho, é assim há uns séculos.

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