Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Tuttle Creek Rd., Lone Pine, Califórnia, EUA, Junho de 2025
(a propósito de tudo sobre o excelente Bad Day at Black Rock, por causa do Spencer Tracy)

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.
Enfim, como sempre neste país, há cidadãos de 1ª e cidadãos de 2ª, tal como trabalhadores de 1ª e trabalhadores de 2ª. O que é preciso é ter o “cartãozinho” certo.
«O salário dos maquinistas, por exemplo, engloba abonos de produção, subsídios fiscais, ajudas de custo e subsídio de agente único», explica fonte oficial da empresa pública. «Só por se apresentar ao trabalho, cada maquinista recebe mais de seis euros por dia, devido ao subsídio de assiduidade.
(…) «O tempo médio de escala dos maquinistas é de oito horas por dia, num total de 40 horas semanais. Mas, em média, o tempo de condução está entre as três e as quatro horas diárias», sublinha a mesma fonte.»
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=15675
… Não vejo, Caro José Magalhães, nenhuma greve —seja de que modo seja— que não dê prejuízo. Ou dá às empresas, a que os grevistas pertencem, e a outras, ou aos utentes… ou, em simultâneo, às empresas e aos utentes.
Estou à vontade, porque não sou trabalhador por conta de outrém. Limito-me a tentar perceber como é que, sem fazer greve, as pessoas podem manifestar o seu descontentamento e os seu prejuízo, num país em que ninguém as (nos) ouve, a não ser que pertençamos a um qualquer clã dos “abençoados”.
Perceberei se me for dito haver trabalhadores que fazem greve prevendo ou protestando a perda de “regalias”, sendo necessário distinguir o que são regalias e o que são direitos, na medida em que, como dizia um amigo meu, “as regalias de uns são direitos roubados a outros”. E seria necessário, reconheço, fazer um levantamento daquela gente que usa os sindicatos como negócio e meio de promoção…
Eu acho que, depois de Abril, as regalias foram um fartote; e sabia-se, na altura —quem usava o pensamento e a lógica—, que nos aguardava um trágico destino. Ele aí está. Definitivamente, chegou-se àquele estado em que “todos ralham e ninguém tem razão”, porque não há um plano credível; e, pior do que a inexistência de um plano, falta a conciência e a vontade de que, havendo, tem que ser cumprido.
Entendo que não haverá nenhum plano credível que não tenha que começar por moralizar o relacionamento entre as pessoas e entre o Estado e as pessoas. Não é possível continuarmos a assistir a tentativas de planos traçados por gente perversa e / ou imberbe, incapaz de cortar por onde deveria, optando, antes, por meter o bisturi onde a carne é mole. Esta é a razão por que sou a favor da vinda de uma entidade estrangeira, estranha às pessoas e ao “sistema”, capaz de traçar as linhas de um projecto de estancamento e de recuperação, doendo a quem tiver que doer. E esta será a razão por que se protelou a vinda do FMI; por haver muito menino bem instalado e que vai ter que arranjar outro modo de vida. Com ou sem FMI, os cidadãos terão poucas alternativas. O mesmo não se poderá dizer de algumas —muitas, no meu entendimento— que “habitam” a outro nível.
Não é possível nem honesto, manter as regalias vitalícias de ex-presidentes da República; não é honesto que, ao fim de 3 legislaturas, os deputados fiquem com reformas vergonhosamente desproporcionais às de pessoas que trabalharam 30 e 40 anos; não é honesto sustentar este tipo de democracia, por tão dispendiosa… Bem!, estaria aqui a noite toda, enumerando o que não é honesto. De qualquer forma, e como é tão português quanto eu, não vale a pena debruçar-me sobre os detalhes. Quer dizer, sendo um problema, as greves não são o maior problema. O grande problema é a falta de confiança inspirada pelos poderes e pelas suas decisões.
A Carris está em greve? Alguém se apercebeu disso?
De facto, não vale a pena pôr tudo no mesmo saco!