O jornal i sumariza em 15 etapas o caminho que, de 11 de Março até à passada quarta-feira, nos levou ao FMI. Constata-se como a estratégia partidária esteve sempre à frente de tudo o resto. Sempre.
Queria indignar-me mas faltam-me as palavras. Resta-me a reconfirmada desilusão das jogadas para manter o poder.
Entretanto, desde ontem à noite, é conhecida a capa do SOL com um assunto bombástico:
Quando José Sócrates assinou em Bruxelas, no passado dia 11 de Março, o acordo com as medidas do PEC 4 ficou também estabelecido que a esse acordo se seguiria um pedido de ajuda externa a Portugal no valor de 80 mil milhões de euros, apurou o SOL junto de elementos da Comissão Europeia (CE) envolvidos nas negociações.
São 14 horas e não encontrei até ao momento uma única referência ao assunto em outro órgão de comunicação social. Nem a desmentir, nem a questionar, nem a confirmar. Não devo ter, certamente, procurado bem. Só pode.
Adenda [15h00]
Reacções:






Apenas gostaria de deixar um pequeno tópico:
– o “default” ou o mais suave “haircut” da dívida deixaria em maus lençois os bancos franceses, alemães e holandeses. É óbvio que a nós deixaria sem opção de obter mais crédito, mas esses bancos iriam necessitar de que os respectivos estados lhes fossem acudir.
– O FEEF/FMI constitui um belíssimo negócio para os contribuintes alemães e franceses: a taxa de juro é bastante superior à obtida com investimentos clássicos e tem a garantia do suporte UE (assim também eu invisto).
– A saída do Euro tornaria de imediato a nossa economia muito mais competitiva.
Deste modo acho que:
– os nossos pseudo-políticos deveriam forçar o abaixamento da taxa de juro contrapondo com o default/haircut e a saída do Euro.
Como alguém disse: isto vai acabar mal e mesmo um povo manso pode fazer uma revolução… e não me parece que vire à esquerda.