Podemos ir para default (bancarrota) e islandarmos-nos?

Três economistas convidados pelo Expresso respondem a algumas questões, incluindo se irmos para bancarrota (decidir-se não pagar aos credores) é ou não uma opção.

A troika quer tornar Portugal um exemplo

DESTAQUES

“Dadas as condições a que chegámos nos últimos meses, o pedido de auxílio foi a solução mais adequada. Um default – total ou parcial – seria impensável nos dias de hoje.” (Nuno Fernandes)

“Enquanto estivermos dentro da União Económica e Monetária temos de fazer o que a União quer.” (Nuno Garoupa)

“O modelo de default de 1892 não é muito abonatório para solucionar os nossos problemas atuais. Isto não quer dizer que não vai haver reestruturação ou renegociação das nossas dívidas. Sinceramente, acho que há uma grande probabilidade que tal venha a acontecer.” (Álvaro Santos Pereira)

“Neste momento, e tendo em vista o potencial contágio a Espanha, a posição da CE/BCE/FMI será de força total, e de sinalizar claramente que os países que recorram a este mecanismo de “ajuda” terão de pagar um preço alto” (Nuno Fernandes)

“A reestruturação da nossa dívida é inevitável em 2013 ou 2014, a meu ver, quando a zona euro decidir politicamente essa opção, ou seja, quando os bancos alemães e franceses deixarem de estar expostos às dívidas grega, irlandesa e portuguesa” (Nuno Garoupa)

” O problema é que, paradoxalmente, e tal como ocorreu com a Grécia, os nossos parceiros europeus parecem estar mais dispostos a castigarem-nos pelas irresponsabilidades dos últimos anos do que o próprio FMI. É a solidariedade europeia no seu melhor” (Álvaro Santos Pereira)

(continua)

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