Carlos César, eloquência peremptória

O líder do PSD fez mudar a opinião do partido. Não acredito que o tenha feito para contrariar a opinião do ex-vereador da bancarrota da Câmara de Gaia [referindo-se a Marco António Costa, a quem o presidente da Câmara, Eduardo V. Rodrigues, entregou a Medalha de Mérito Municipal].

Quem conserta o que Marco António Costa estragou?

MAC

Durante a sua intervenção num recente evento do PSD, Marco António Costa deixou um apelo ao novo governo, para que este “não estrague aquilo que foi feito pelo Governo que o antecedeu“. Desconheço aquilo a que se refere este barão da São Caetano à Lapa, principalmente numa fase em que vários embustes da coligação que governou o país até há uns dias vêm sendo revelados. Conheço, porém, um militante do partido visado que, ironicamente, está há dois anos a tentar consertar a bancarrota que herdou precisamente de Marco António Costa e companhia na CM de Gaia, fazendo desta, a par da CM de Lisboa, a autarquia mais endividada do país. O estrago é tal que a autarquia, actualmente liderada pelo socialista Eduardo Vítor Rodrigues, se vê agora forçada a contrair novos empréstimos para fazer face aos estragos causados pela governação PSD, apesar de ter conseguido uma redução de dívida, a julgar pelos números do JN, na casa dos 108 milhões de euros. Estará o PSD assim tão estragado que não consiga arranjar um porta-voz menos ruinoso?

Foto@Expresso

V.N. de Gaia: uma bancarrota em perspectiva com a chancela do PSD

LFM MAC

Uma auditoria do Tribunal de Contas às autarquias portuguesas revela que Vila Nova de Gaia é o segundo município mais endividado do país, com uma dívida que ascenderá a aproximadamente 300 milhões de euros, encontrando-se, por esse motivo, à beira da bancarrota.

Governada pelo social-democrata Luís Filipe Menezes entre 1997 e 2013, a Câmara de Gaia contou com o incontornável Marco António Costa como nº2 do executivo, responsável pela pasta das finanças entre 2005 e 2011, um período marcado pela má gestão, swaps tóxicos e especulação financeira que valeu à dupla 19 juízos de censura por parte do Tribunal de Contas numa auditoria preliminar às contas da autarquia divulgada em Junho passado[Read more…]

They Are Not Portugal

Abismo-Bancarrota deles está ainda mais iminente. Aos bochechos. Cidade a cidade.

Three Times Troykated

A Troyka mata? Mata. O PS, quando é Governo, também mata, esfola e enterra, coisa que só se sente especialmente quando esse partido é exonerado de funções mediante o plebiscito eleitoral e vai embora, resultado normalmente extraído a ferros, custoso e ranhoso. Depois de terem falido o País, desejam continuar a mandar e-mails. Nós, Portugueses, por alguma razão especial que Mário Soares explicaria, fomos defumados, deFMIados, ‘troykados’ em 1977, 1983 e agora em 2011 pela mão de Governos PS. É uma vergonha? É. Mas natural. Tão natural e mortífera como o próprio PS.

O romance do Raposo

raposa

Henrique Raposo irá, decerto, propor, numa próxima revisão constitucional que a realidade, a crise e a bancarrota passem a ser consideradas extremamente constitucionais e que as pensões e os direitos adquiridos, devido ao seu “peso brutal”, sejam declarados inconstitucionalíssimos. Enquanto tal não acontecer, o mesmo cronista não hesitará em declarar inconstitucional a própria Constituição, o que, a ser confirmado pelo Tribunal Constitucional, será facto inédito num Estado de Direito.

No fundo, Henrique Raposo acaba por repensar o aforismo “A lei é dura, mas é lei”. Para ele, a lei não é suficientemente dura, inferindo-se, portanto, que não pode ser lei. Para o corajoso cronista, a Constituição é, portanto, mole. Ergo, a Constituição é inconstitucional.

Para Raposo, só quando for possível limpar a Constituição das molezas que a afectam será possível resolver a crise, a bancarrota e a realidade, porque todas as três são consequências dos “tais “direitos adquiridos” de partes da população”, direitos esses tornados intocáveis por uma lei praticamente ilegal. [Read more…]

Submarino Portugal

O episódio dos submarinos confirma a regra da impunidade portuguesa. A única coisa que o distingue de quanto coloca na berlinda essa espécie de político socialista no seu espavento burlão escondendo a grande saga de enriquecer o mais possível e o mais rapidamente possível, avidez recordista, arrivismo desastroso, é o facto de, por si só, o Caso Submarinos não acarretar a falência e o empobrecimento compulsório do Estado Português com a agravada e implacável desgraça dos mais pobres e vulneráveis dos portugueses. Não se ataca um caso. Não se atacam os demais. PSD/PS/CDS-PP unem-se nesta piromania corrupta que corrói o pecante projecto português de democracia e está na base do colapso de Nações, pense-se na bancarrota argentina e será suficiente compreender os antecedentes da nossa não muito diferente nem muito distante Tragédia. E tudo se anula na compita entre os vários episódios burlescos um após outro: Submarinos vs. Freeport + Cova da Beira + Independente + Face Oculta. É muito fácil dizer-se que todos os partidos, sem excepção, são cúmplices da falência executiva e moral do sistema de Justiça, se isso servir para escamotear o papel derradeiro e determinado do Partido Socratizado em anular-lhe qualquer vislumbre de eficácia e independência, comprometendo profundamente a paz social e a dignidade individual, quando a coisa tangia José Sócrates. Com que é que ficámos? O nosso Estado de Direito não o é. Com impunidade e descriminalização de políticos sem escrúpulos, como ele, ainda o é menos. De nada nos servirá não temer polícias nem juízes, mas assistirmos ao sorriso airoso de políticos que nos condenam e ainda ficam postos em sossego a ver de fora e de longe, pode ser Paris, o trajecto degradante da nossa desgraça, bomba-relógio que armadilharam para nós. Tal representa o fim da democracia e o começo de ainda maiores calamidades.

Yes!

Portugal é o primeiro no ranking!

Diz o Nu ao Roteiro

Ok, o pessoalzinho rançoso do costume não larga Cavaco Silva, trabalho encomendado por aquele a quem adulam. Acusam-no de prefácios vingativos para efeitos de revisionismo da própria imagem. Porém, uma vez que Cavaco se colocou à compita com os piores actores políticos que Portugal já conheceu, a tralha socratesiana, deixemos que a História diga de sua justiça de ambos. Já me convenci de que a única saída que o PR teve foi esperar a putrefacção política do Primadonna na sua Mentira, o que de facto aconteceu. [Read more…]

Portugal falha acordo. Zona Euro já admite bancarrota

Chegaram ao fim, sem acordo, as negociações entre o Governo português e a troika. As negociações vão prosseguir na segunda-feira.

A reunião entre os três partidos da coligação que está no Governo e os representantes da Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) acabou sem acordo quanto às medidas de austeridade e reformas estruturais que o país está disposto a adoptar para continuar a receber a ajuda internacional.

A troika «exige mais austeridade do que aquela que o país é capaz de suportar», afirmou o líder da PSD, Pedro Passos Coelho citado pela AFP, à saída do encontro.

Já o líder do CDS, Paulo Portas, justificou o falhanço das negociações porque «não queria contribuir para a explosão de uma revolução» e aceitar as medidas exigidas pela troika poderia ter esse efeito.

Representantes da banca internacional juntaram-se também este domingo à maratona negocial que envolve o Governo português e a troika para a adopção de novas medidas de ajuda externa àquele país, avançou a agência France Press. [Read more…]

Ódios?!

sondagem da Intercampus para PÚBLICO e TVIO spin master da actualidade pretende lançar na arena mediática a ideia de que quem se opõe à sua visão de governação o faz por ódio. Por ódio?! Será que correr para fazer empréstimos a juros exorbitantes para conseguir pagar salários tem algo a ver com ódio? 36.8% dos sondados parecem concordar com esta abordagem. Pois que tenham o que merecem. Só lamento que a minha carteira tenha que contribuir para estes desvairos (como este da Parque Escolar , só para citar um).

Finalmente, uma linha de discurso no PSD

PPC veio com a linha de discurso ou nós ou eles. Na verdade, ele disse ou eles ou nós mas isto é apenas um detalhe. Por uma vez se vê uma argumentação que possa ser desenvolvida para pôr a descoberto os anos de governação que nos levaram à bancarrota. Sim, porque é disso que se trata neste empréstimo de 78 mil milhões de euros. 7800 euros a cada um de nós, seja bebé, seja moribundo. E atendendo a que apenas pagam impostos cerca de 3.5 milhões de portugueses isto dá hmmm é só fazer as contas.

«Antes quebrar do que torcer» mas sem nos afundar, s.f.f.

Não vou estar com meias palavras. Quem votar PS nas próximas eleições estará a subscrever o rumo que o governo deu ao país. E que rumo é esse?

A seguir, um gráfico sobre o constante caminho para o presente beco.

PIB e despesa: 1997-2010

PIB e despesa: 1997-2010 (clicar para ampliar)

Leiam-se os factos, esqueça-se a politiquice. Como o próprio admitiu, Sócrates tem um carácter de «antes quebrar do que torcer». O problema é que quebra mas primeiro leva-nos ao fundo.  Não conte comigo para tal.

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imagem adaptada daqui

Podemos ir para default (bancarrota) e islandarmos-nos?

Três economistas convidados pelo Expresso respondem a algumas questões, incluindo se irmos para bancarrota (decidir-se não pagar aos credores) é ou não uma opção.

A troika quer tornar Portugal um exemplo

DESTAQUES

“Dadas as condições a que chegámos nos últimos meses, o pedido de auxílio foi a solução mais adequada. Um default – total ou parcial – seria impensável nos dias de hoje.” (Nuno Fernandes)

“Enquanto estivermos dentro da União Económica e Monetária temos de fazer o que a União quer.” (Nuno Garoupa)

“O modelo de default de 1892 não é muito abonatório para solucionar os nossos problemas atuais. Isto não quer dizer que não vai haver reestruturação ou renegociação das nossas dívidas. Sinceramente, acho que há uma grande probabilidade que tal venha a acontecer.” (Álvaro Santos Pereira)

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Islândia, as crises não são solteiras

Em breve no Aventar, os factos, as opiniões: afinal o que se passa na Islândia?

Por que se ri o Ministro das Finanças?


Portugal é obrigado a pedir ao estrangeiro mil milhões de euros de 2 em 2 meses, mas o Ministro das Finanças ri-se.
Portugal paga quase 7% de juros por esses empréstimos, mas o Ministro das Finanças ri-se.
Portugal aguenta-se sem ajuda internacional graças a regimes como o chinês, mas o Ministro das Finanças ri-se.
Portugal vai ter de pedir ao longo de 2011 20 mil milhões de euros, mas o Ministro das Finanças ri-se.
Portugal recusa-se a pedir ajuda ao FEF, adiando o inevitável e pagando juros altíssimos, só para que Sócrates se mantenha no poder. E o Ministro das Finanças ri-se.
Por que se ri o Ministro das Finanças? Por que se ri este pedaço de asno?

Portugal Public Debt: Buy Now! (We Will Not Pay)


É comprar, rapaziada. Tudo a entrar neste buraco sem fundo.

Do virtual para o real:

Pois eu, Pedro Correia, tenho que discordar de ti.

Discordando por entender que existe uma grande confusão na tua argumentação. A primeira no tocante a um pretenso neo-liberalismo de Passos Coelho. Será que defender tratar diferente o que é diferente é ser-se neo-liberal? Será que compreender a necessidade de uma presença diminuta do Estado na nossa vida é ser-se neo-liberal? Será que acreditar na iniciativa privada é ser-se neo-liberal? Quem pensa assim só pode ter uma resposta da minha parte: então eu sou neo-liberal mesmo sabendo que não o sou. Sou apenas Liberal, ponto.

O que PPC defende é algo simples de sintetizar: tratar diferente o que é diferente. Entende que a Saúde como a Educação, etc, devem ser assegurados pelo Estado mas não necessariamente de forma gratuita. Ou seja, sendo simplista que isto é um blogue e não uma tese, garantir o acesso de todos mas sabendo que aqueles que podem pagar, o fazem de molde a que aqueles que não podem não tenham de o fazer. Por outro lado, permitindo que os privados o possam fazer por vez do Estado desde que o façam melhor e com menos custos. Isto é ser neo-liberal?

Depois vamos a algo mais grave: carácter.

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UE – efeito dominó

A diferença :

Os políticos que nos levaram ao atoleiro querem seguir a seguinte estratégia:

Pedir créditos para evitar a bancarrota, poupar, cortar despesas, etc. Resultado: poupa-se alguma coisa nas despesas de estado mas a falta de qualquer mensagem de nova fé, esperança e motivação junto do povo fazem encolher tanto as receitas externas (exportação) como internas (impostos). É como uma empresa que entra em dificuldades e recebe um emprestimo bancário sem contudo mudar a a sua estratégia de negócios. Com a falta de mudança de estratégia o efeito dominó é despoletado e a bancarrota é quase uma certeza.

A estratégia proposta por mim.

Implementar desde já as medidas acima referidas absolutamete necessárias para evitar a ruptura de tesouraria. Ao mesmo tempo iniciar e publicar uma mudança de estratégia (New Deal) capaz de criar novas expectativas, nova fé, esperança e motivação para o povo saber que os sacrifícios são apenas passageiras e que o sacrifício vale a pena e é um bom investimento. Assim se geram novas receitas a nível interno e externo. Essa nova estratégia deverá incluir entre outras medidas uma radical reforma fiscal – dica: flat tax.

Rolf Damher

Um dia de crise

Foi o calor, de certeza. A temperatura subiu muito, o corpo tarda em acostumar-se. A cidade vibrou, houve um tremor, os nervos esticados ao limite. Convulsionaram-se as entranhas da terra, parecia prestes a soltar-se a torrente.  Ouviu-se um zumbido no ar, uma trepidação, qualquer coisa capaz de levar à loucura.  Mas logo vieram as primeiras gotas mornas do aguaceiro.

Foi o calor, mas também a greve que enlentecia os autocarros e os fazia chegar empanturrados, com as costas dos passageiros coladas à porta por onde já ninguém podia entrar. E talvez fossem também as notícias das bolsas no vermelho, da dívida, da bancarrota, do fim do mundo tal como o conhecemos, mentiroso e injusto, mas tranquilizadoramente familiar.

O sem-abrigo que todos os dias fica à porta do supermercado decidiu, pela primeira vez, entrar e sentar-se ao pé dos carrinhos. [Read more…]

Visita do Papa – (pausa no caminho para a Bancarrota):

Programa Oficial da Viagem do Papa Bento XVI:

Dia 12: Chega a Lisboa e vai festejar o título de campeão do Benfica.

Dia 13: Segue para Fátima onde irá pedir desculpas pelos pecados dos árbitros e do Dr. Ricardo Costa

Dia 14 – Último dia: Vem ao Porto agradecer a Bondade dos Portistas por de dez em dez anos deixarem o Benfica ser campeão!

A bancarrota do milagre socrático

O animal feroz com o rabinho entre as pernas

O PEC – Programa de Empobrecimento Comum, foi aprovado com uma série de avisos mais que suficientes para preocupar alguem responsável. Mas os nossos estadistas, preferiram contar mentiras que é o seu habitat natural, ou mentem mesmo ou não dizem a verdade toda que é o mesmo numa situação tão delicada como a que levaram o país.

Em primeiro lugar, grande parte das medida vêm pela parte das receitas, a partir duma mentira em que só eles acreditam. Que o PIB vai crescer mais que 0.4%. Não cresce e, por isso, as receitas não atingem o valor calculado. Nas despesas, para além do aumento do IRS e do congelamento dos salários, não toca no que é fundamental e que tem influência decisiva. Os megaprojectos, que não são necessários, para os quais não temos dinheiro e que a fazerem-se vão ser pagos com empréstimos a taxas proíbitivas a acrescer à tragédia que já é a nossa dívida pública global que já vai nos 130% do PIB! ( a EDP do suprasumo Mexia contribui e de que maneira…)

Grécia e Portugal, os países mais pobres da UE, estão agora nas mãos de terceiros, da Alemanha que não ajuda enquanto estiver em eleições internas e dos especuladores que atacam sem piedade o milagre socrático. As empresas de “rating” fazem o trabalhinho de sapa, como se nada tivesse acontecido nos dois últimos anos.

O TGV , o Aeroporto, as Autoestradas, as dez Barragens vão já a seguir…

Como é que este homem chegou a primeiro ministro?

Os boys de cócoras

“Manda quem pode, obedece quem deve!” aqui está como um dos génios da PT (este aqui ao lado) sacudiu a água do capote para cima do outro boy…

São estas sumidades que atingem lugares principescamente pagos aos trinta e tal anos tendo como credenciais serem filhos e amigos de quem são. É claro que isto acontece em empresas que à partida têm todas as vantagens sobre as outras e podem dar-se ao luxo de desperdiçar milhões a granel.

O outro boy ( este aqui ao lado) saiu do Assembleia com uma queixa crime às costas não sem antes mostrar bem ao que vinha “Peço desculpa a Sócrates por ter utilizado o seu nome indevidamente” e mais não disse, remetendo-se ao silêncio na sua condição de arguido que no caso não cola, pois o processo não é o mesmo.

É esta gente sem coluna vertebral que está à frente das nossas grandes empresas públicas, mercê de compadrios humilhantes, sem estatuto e sem curriculum, atingem lugares e remunerações que são um vómito num país tão desigual e tão pobre como o nosso.

Entretanto, PS e ministros afadigam-se a defender a posição do boy atentando contra a nossa inteligência como podem ver nestas declarações , nada disto tem a ver com o PS nem com Sócrates. Hoje no Expresso, vem a cronologia dos acontecimentos que o primeiro ministro não conhecia e os gestores negam, com contrato assinado por Zanal e Pacheco, CEO e administrador financeiro da PT.

O país anda nas bocas do mundo, à beira da bancarrota, e nós descobrimos que o nosso destino está nas mãos destes “meninos” utilizados sem dignidade e pagos a preço de ouro.

Pedro Passos Coelho: assim, não é solução

A eleição de Pedro Passos Coelho criou um compreensível furor, dadas as suas circunstâncias. Um natural furor que, porém, não me contagia. Não tanto pelas nossas diferenças ideológicas, mas sim pela constatação de que a mudança que a sua eleição representa  – que em termos partidários é, sem dúvida, digna de registo – não foge, na essência, à mesma mecânica de pensamento que faz com que Portugal, tal como outros países, esteja como está.

Por diversas vezes já vi, e vejo, Pedro Passos Coelho a defender – e bem – que quem recebe apoios do Estado, aqueles que usufruem de ajudas sociais devem, na medida das suas possibilidades e aptidões, retribuir à sociedade com trabalho.

Lamento – e aqui está o cerne da manutenção da mesma lógica que há muito vem minando a nossa República, como aliás já escrevi, no mínimo desde 1919 – que tal ideia de retribuição não seja defendida por Pedro Passos Coelho quanto às instituições financeiras. As mesmas que receberam o aval do Estado, ou seja de todos nós, para ir buscar dinheiro lá fora, e que agora estrangulam o financiamento às nossas empresas e, assim, a nossa economia. Porque há muito que se sabe que os lucros da banca, estão na directa proporcionalidade com o descalabro do endividamento privado e as fragilidades da economia nacional.

Acrescendo, que a banca paga menos impostos do que a esmagadora maioria das nossas empresas.

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O paraíso socrático na bancarrota

Os sinais começam, ainda envergonhados, a vir à luz do dia.

 

Hoje no (i) Martim Avilez Figueiredo já lhe coloca o ferro a arder.  "…é indispensável que os portugueses se insurjam. Portugal está na bancarrota e ninguem parece preocupado. Devia estar. A situação é dramática"

 

Ontem já Vítor Constâncio, a "caixa de ressonância do governo" veio anunciar, como quem não quer a coisa, que o aumento de impostos é  inevitável.

 

A propaganda do governo, está a passar à segunda fase da sua política de gerir as expectativas. Face à verdade, nua e crua, põe os segundos tenentes a anunciar a má nova, enquanto Sócrates e o Teixeira dos Santos vão mudando o vocabulário.

 

Aumentar os impostos eis a solução  inovadora proposta por Sócrates, quando se sabe que já são os portugueses os europeus a quem é exigido o maior esforço fiscal.

 

O país está a chegar a uma situação onde nunca chegou, e não culpem só a crise. O PS está no governo desde 1996 (com a ausência de 2,5 anos).

 

O buraco são sete  mil milhões. Faltam milhões de euros para as despesas do Estado e faltam ideias para resolver os 8% do défice. O desemprego não pára de subir, como se vê, diariamente, com as falências das empresas e já vai em 10%, se é que não ultrapassou (basta contar com quem não tem emprego mas não conta para o desemprego).

 

A dívida pública é de tal maneira monstruosa que o governo nunca fala dela, mas é tão real como Sócrates perder grande parte da credibilidade, com as trapalhadas em que se envolve (ou em que se deixa envolver).

 

 O governo jura que não vão subir impostos mas o governador do Banco de Portugal dá uma ajuda : não há alternativa. É ultrajante. Sócrates não encontra solução para Portugal. Mas se Sócrates não encontra solução para o país e é primeiro-ministro, quem encontra?

 

Na Europa discute-se relançar a economia com uma poderosa reforma fiscal – pôr tudo em causa. E há mais alternativas que na Europa se discutem, mas que não passam pelos TGVs e por mais autoestradas. Nenhuma fará milagres, mas é criminoso ver o país à beira da bancarrota e fingir que não se passa nada!