Depois do FMI nunca, chegou a reestruturação jamais

Não se compreende portanto que alguém, fingindo-se muito indignado, possa dizer alto e bom som – “reestruturação jamais” – sem corar de vergonha. Se uma coisa é certa – e acerca dela nem sequer há divergências entre economistas de esquerda e de direita – é que com estas perspectivas de recessão e estas taxas de juro, a dívida das periferias não é pagável. É matemático: a dívida explodiria.

(…)

Na realidade, o que se passa é que alguém anda a querer ganhar tempo. Tempo para quê? Talvez para limpar dos balanços dos bancos o lixo tóxico (títulos de dívida pública e privada grega, irlandesa e portuguesa). Alguém anda a querer “repatriar” a dívida para que o “corte de cabelo” quando vier não o afecte. O tempo que esse alguém anda ganhar, para nós é tempo perdido. O que estão á espera para articular posições com a Grécia, a Irlanda e a Espanha (e outras vozes razoaveis na UE)? Ainda acham que podemos ser contaminados por algum virus mediterranico?

A ler: Reestruturação, jamais? José M. Castro Caldas.

Também para memória futura.

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