Sacanice, a doença infantil dos cobardes

Quem anda à chuva molha-se. Quem escreve, num blogue ou nas paredes de um retrete, está sujeito ao contraditório, à crítica e mesmo ao insulto. Tudo bem.

Mas há um mínimo. Quando se comenta de alguma forma o que outro escreveu linka-se, ou no mínimo nomeia-se a pessoa a quem se refere. Referido pelo nome ou endereço, o outro tem os seus meios para saber que alguém se deu o trabalho de o criticar, insultar, etc. etc.

Poderia achar que quem nunca soube escrever um texto, e muito menos um hipertexto, está fora destas regras, não sendo exigível a um asno regras de gente. Mas não acho.

Funcionando o google como o azeite, calhou encontrar este nojo: sem nunca me referir copipasta um texto do Reitor limpando todos os links que lá estavam para o Aventar. Reitor que me critica, mas que civilizadamente soube linkar, e de resto num comentário aqui avisou que o tinha feito. Trocámos uns piropos, acontece, mas soube respeitar o mínimo da netiqueta. Como se não chegasse sou mimoseado com este parágrafo hilariante, mas ofensivo:

É a resposta de professores [sic] a um texto de um professor que revela uma ignorância total quanto aos vários conceitos de escola,de [sic] despesa,de  [sic] custo, de lucro . [sic] Confunde escola estatal com pública (a escola pública é constituída pela estatal e pela privada paga pelo Estado); confunde subsidio [sic] ao aluno com subsidio  [sic] à escola; tropeça no orçamento; faz de conta que não sabe que o custo por aluno na privada é muito menor que no público; não percebe que o “custo fixo” só existe na escola estatal, na privada há gestão de horários e os vencimentos podem crescer ou descer conforme o horário efectivo; enfim, uma ignorância total.

Se os tratos de polé aplicados à língua portuguesa infelizmente já os conhecia, e com eles infinita pachorra em tempos tive, faltava-me conhecer a sacanice no máximo contraste entre trevas e luminosidade. É a mais simples adjectivação que posso ter para contigo, Luís Moreira: és um cobarde e um sacana. E agora vou lavar as mãos que cheiram mal.

Comments

  1. Albano Coelho says:

    Tenho que concordar. É o nojo. E fica o aviso: Desconfiar sempre de quem está sempre pronto a criticar algo por “ideológico” ou “político”. É que ideologia e política estão em todo o lado e os Moreiras desta vida sabem-lo bem. Simplesmente a ideologia que querem é outra, neo-con, religiosa, algo por aí… Tão ideológica como qualquer outra ideologia mas para os Moreiras ideologias são as dos outros, as que se quer impedir de florescer ou de pelo menos democraticamente confrontar. No discurso dos Moreiras as suas ideologias nunca são ideologias, são simplesmente o que deveria ser. Mas os Moreiras sabem perfeitamente disso – que as suas são ideologias, velhas ideologias de incomparável fedor a putrefação, de cadáveres dos mortos nas suas guerras de dominação e controle de recursos, de doença, fome, dor e miséria, muita miséria humana -, não lhes convém é que os outros saibam!