Era uma vez um rapaz…

Mozart Música para bebés

Conto de embalar para a minha descendência

Era uma vez um rapaz que não conseguia dormir. Ainda bebé e após da mamada, dormir não conseguia. A fada madrinha do rapaz, por nome Carolina[1], porque todos os pequenos têm fada madrinha para viverem calmos e sem medo, sussurrou no ouvido da mãe do rapaz: “toca Mozart[2] na viola ou no piano e vás ver o que acontece”.

O encantamento de fada madrinha foi forte: mal o rapaz, ainda bebé como contava, ouvia essa música, adormecia. Foi…  o toque mágico. A seguir a mamada, mais tarde o biberão, a seguir as pequenas comidas, tocar Mozart era parte do alimento: a comida, para o corpo, a música, da alma. A canção tocada, sempre a mesma, repetitiva, reiterada, essa música das Campainhas Mágicas para xilofone, que adormecia ao bebé, ou a canção da Mãe Lua ou Rainha da Noite, tratada para piano. O rapaz cresceu, a música não era suficiente, queria saber porquê Papageno, se era caçador de pássaros, tocava uma música, e a Fada Madrinha respondia: “para os atrair e caça-los, menino! E a primeira caçada foi um senhora pássaro, disfarçada de velha, mas que passara a ser uma linda cacatua que encantou ao caçador, e tiveram muitos filhos, todos eles passarinhos…e o conto para embalar ia ficando por esses trilhos, porque o rapaz adormecia. As crianças ficavam admiradas e gostavam de ouvir essa música para adormecer. Os contos de embalar têm essa magia, são… peganhentos… imitados. O melhor remédio dos pais é saber qual a varinha mágica que coloca aos pequenos a dormir a noite toda. O rapaz do meu conto, até o dia de hoje, precisa da sua música para adormecer, como esses mais novos, os seus descendentes – o rapaz tinha crescido, casado e sido pai- que ouviam a historia narrada todas as noites, queriam ouvi-la mais uma vez. Especialmente pela habilidade do pai crescido da mudar sempre para as entreter melhor. Rapaz que, ainda em pequeno, aprendeu a ler sem dar por isso, no colo do pai, enquanto o pai lia um livro, ele espreitava as letras, letras que aprendeu com a mãe e professora em casa, porque, as minhas crianças, o rapaz tinha uma manha: adorava ficar coma família, ler e ouvir essa a sua música. Escola? Nem por isso, havia muita miudagem em casa para tratar com  mais. Os doutores das letras permitem apenas estudar em casa até os 11 anos. O rapaz da historia foi ter com outros, e… adorou. Não sabia o bom que era estar com amigos, até o dias de hoje. Esse rapaz cresceu, as azas do saber apareceram nos seus ombros, ganhou prémios, o que as crianças do rapaz adoravam ouvir, era tão fácil e não esse pandemónio que os descendentes do rapaz tinham que atravessar todos os dias. Essas crianças adoravam a fada madrinha do rapaz e queriam ter uma, e o rapaz crescido e pai dessa crianças, de imediato lhes emprestou a fada madrinha, que funcionava com essa mesma virtude que o rapaz pai. A historia era tão simpática, que as crianças do rapaz passaram adorar Mozart, a música e a história da flauta mágica do compositor, especialmente a história do dragão vencido pelo valor do Príncipe Tamino e das chamas apagadas ao som da flauta mágica que ele tocava com a sua namorada a Princesa Pamina, sempre ao pé do príncipe, era o prazer das crianças, que entre dragões vencidos, fogo apagado, amor com muita paixão, fazem a delicia dos mais novos e servem para embalar, a toda e qualquer idade. Ainda  de rapazes crescidos, que adoram essa peça de música, a Flauta Encantada, e sempre oferecem aos mais novos de família. Rapaz que cresceu cheio de amor, valentia, destemido, a vencer dragões por todos os sítios. As crianças do rapaz o- admiravam e queriam fazer como ele… e fizeram. Não apenas adormeciam como o pai em bebé, em rapaz, em púbere, em adulto, em mais velho, bem como ensinaram aos seus a gostar da música. E a querer, como ele, cumprir cinquenta anos de vida de estudos, leitura, escrita, pesquisa e música.

Quem era o rapaz? O suspenso era parte da história de todos os dias, que ajudava a adormecer enquanto ouviam a Flauta Encantada e tentavam adivinhar quem era esse “Era uma vez um rapaz que cresceu no meio da música, a leitura, as amizades, o amor, ganhar para si as ameaças de vida, ao longo de cinquenta anos… E era…

Raúl Iturra,

[1] Carolina é o diminutivo do nome latino Carla, que significa: AQUELA QUE É FORTE, nome muito conveniente para uma fada madrinha. Narrado às crianças, é a sua delicia. Retirado de: http://nomes.netsaber.com.br/ver_nome_c_1451.html

[2] Mozart, Wolfang Amadeus, (Salzburgo27 de Janeiro de 1756 —Viena5 de Dezembro de 1791) foi um compositor austríaco e executante da música erudita do Período Clássico. Viveu apenas 35 anos, foi um compositor prolífero ou muito produtivo, como todos sabem. Escreveu a sua ópera, A flauta encantada, mal traduzida do alemão ao português, como mágica, enquanto em francês tem a força da palavra do título em alemão: Die Zauberflöte, é uma ópera em dois actos de Wolfgang Amadeus Mozart, com libreto alemão deEmanuel Schikaneder. Estreou no Theater auf der Wieden em Viena, no dia 30 de setembro de 1791. Zauber é a ponte entre dois sítios, no caso da ópera foi usado entre a vida encantada e a vida material, historia explicada as crianças com palavras simples. Usada também pelo compositor pertencer a Loja Maçónica de Viena. Esta ópera, concebida como um conto, foi um de seus grandes sucessos, tanto no que se refere aos elogios quanto à venda de ingressos, mas Mozart morreu apenas dois meses depois da estreia da obra. A ópera mostra a filosofia da iluminação. Parte desta nota está retirada de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u57227.shtml Esta ópera reflecte as ideias maçónicas do seu criador. Era membro da Loja Maçónica denominada A Beneficência . As cópias comigo, de Ingmar Berman, 1975, em inglês e outra em sueco, referidas em: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=A+Flauta+Encantada%2C+Ingmar+Bergman&btnG=Pesquisar&meta=

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