O Jornal Público disponibiliza o Programa integral do XIX Governo. São 59 páginas online, para quem quer saber o que nos espera. O Ionline acrescenta “vem aí o choque liberal“.
Como sempre, nestas coisas, é útil saber ler nas entrelinhas e não esperar milagres. Esses, quando acontecem, são passageiros e dão-se sempre em períodos pré-eleitorais.
Ora, como estamos nos Santos Populares, aqui vai uma quadrinha a propósito:
No início da legislatura
até para o bom devoto
toda a medida é dura.
Bombons só na hora do voto.






o site do Parlamento disponibiliza um link para aceder ao programa do xix governo, em documento .pdf
http://www.parlamento.pt/Paginas/XIIL1S_2011ProgramaXIXGovernoConstitucional.aspx
já que o governo vai “convidar” os funcionários públicos a rescindir “voluntariamente” o respetivo contrato a fim de reduzir “o excessivo peso da máquina administrativa” sugiro, ou melhor reclamo:
Que os funcionários públicos tendo votado no PSD ou no CDS sejam os primeiros “voluntários” desta medida tão oportuna e necessária.
O exemplo deve sempre vir de cima, ou, à falta deste, vir de quem é o mentor da medida.
Questão de honra e de coerência portanto para todos quantos quiseram e votaram o presente governo e respetivo programa.
Devem ser estes a dar o exemplo, a mostrar a vontade de “mudança” mudando para o setor privado ou, para o desemprego, mas isso, é um risco que não há razão nenhuma para que seja reservada a todos quantos não participaram no estabelecimento da medida. Antes pelo contrário. Dado o caráter “voluntário” da coisa, devem ser os voluntários do voto, os militantes da causa, os requerentes da mudança a dar o exemplo de sacrifício pela causa pública e pelo “resgate do país”.
Deixar o assédio moral como único recurso do governo para provocar “voluntários” do despedimento, não seria, claro está, uma atitude digna de gente tão patriota.
Tito Livio Santos Mota