Vamos então teorizar sobre os pobrezinhos…

… e sobre as vítimas do capitalismo, do estado e do pai natal.

«E nós percebemos que, às vezes, há eruditas explicações desnecessárias. […] Londres, se quisermos ir por caminhos muito cultos, é hoje a metáfora perfeita do capitalismo, com as Bolsas na agonia e os bairros dos pobres a explodir. Mas eu prefiro o meu vídeo: uma manada de hienas à volta de uma cria ferida. Esta sangra e as hienas lambem-na e parecem ajudar, mas quando vêem que ela é fraca atacam. No vídeo, as hienas usam capuzes e a cria tem uma mochila que é roubada.» Ferreira Fernandes, DN, 10.Agosto.2011

 

 

via: vídeo e artigo

Comments


  1. O Ferreira Fernandes é o bric-à-brac da teorização. Haja pachorra para tanta parvoíce.

  2. Paulo says:

    Falar sobre pobrezinhos…
    não me sinto lá muito à vontade,
    é que sou um pouco tímido 🙂

  3. Joaquim says:

    A permissividade dos órgãos que deviam garantir a segurança da sociedade é para mim um sinal bastante preocupante de conivência com os causadores do “caos” instalado. Parece existir uma razão bem forte e oculta, que justifica este relaxamento.

  4. Ricardo says:

    Ferreira Fernandes, de vez lá vai bujarda…

  5. Ricardo says:

    Tivessem vocês a mesma história de vida destes tipos, as mesmas circunstâncias e se calhar faziam exactamente a mesma coisa. É correcto? Não. Estes tipos precisam de ser detidos? Sim.

    No nosso país, as pessoas de raça negra ou vão para as limpezas se são mulheres ou vão para as obras se são homens, com excepções claro. Mas uma coisa é evidente: é terreno fértil para que haja descontentamento é até alguma raiva (ou pior) de uma raça face a outra.

    As pessoas de raça negra deste país são, na minha opinião muito pessoal, pessoas extremamente evoluidas e com uma humanidade fabulosa, só podem, face às suas circunstâncias…

    E não me digam que é porque não têm vontade de estudar… tretas. É porque não lhes dão oportunidades.

    Continuo a dizer “pobrezinho, pobrezinho” é quem tem pobreza de espírito…

    H I P Ó C R I T A S, é o que defensores deste tipo de mensagens (deste post) são.

    • jorge fliscorno says:

      Não percebi. Está a falar de quê? Viu o vídeo? Aproveito para resumir: um rapaz está a sangrar no chão. Um grupo de jovens começa por ajudar. Entretanto, um outro, que por acaso até é caucasiano (facto que apenas refiro face ao teor do seu texto), começa a roubar a mochila do jovem.

      • Ricardo says:

        Sinceramente, corrija-me se estiver enganado. Este caso não é isolado em Inglaterra e normalmente são desencadeados por problemas de excesso de violência da polícia sobre pessoas de etnia africana. Foi só por causa disso que eu referi a questão da raça. Admito perfeitamente (e ainda bem, se bem que neste caso é para o mal) que exista amizade entre pessoas de raça branca e de raça negra e não é só a raça negra a ser vítima de uma sociedade racista e injusta. Eu não digo que haja culpados pelo facto de a sociedade ser como é. É uma processo histórico-social muito complexo para se estar a atribuir culpados. É ridiculo dizer que a culpa é dos poderosos. Acho que nunca disse isso aqui. Tem a haver com a natureza do animal humano. Mas também ao olhar para a evolução da humanidade tenho esperança que caminhemos no bom sentido e para isso é preciso desmascarar processos e tentar ir à raiz dos problemas em vez de nos ficarmos por “é preciso pôr esses selvagens na cadeia, etc”… E sobretudo é preciso por em causa o sistema.

        Por exemplo, ontém ou hoje um cidadão inglês foi assassinado. É preciso que se descubra quem foi o assassino e que se prenda. Mas se quisermos ir mais longe fazemos como Nero e queimamos todos aqueles bairros degradados e cheios de pessoas pobres, que no fundo são terreno fértil para estes selvagens, porque se estes tipos são uns selavagens foi porque os pais não os souberam educar por isso também são culpados.

        Relativamente ao vídeo é claro que sou visceralmente contra o que se passa ali. Quando eu era puto chamava aqueles tipos de chungas. São os chungas. Provavelmente foram tipos daquela laia que também bateram no rapaz. São tipos que vivem em condições miseráveis cujas famílias são desestruturadas, é tudo uma grande merda. Esses tipos são culpados do que fazem? Ok. Mas se esses tipos são culpados do que fazem, então este sistema que acentua as desigualdades sociais também é culpado e aí sou obrigado a dizer que os poderosos que se querem manter como tal e que não defendem uma justa distribuição de riqueza de de crescimento humano também são culpados.

        Não estou com paciência para ver erros ortográficos…

        • Rodrigo Costa says:

          Caro Ricardo, se todos as vítimas da desigualdade e provenientes de famílias “desestruturadas”desatassem a roubar e a distribuir pancada, a incendiar cafés e automóveis… onde é que isto já não ia! As pessoas envolvidas no caso BPN, como sabe, nem são vítimas da desigualdade nem pertencem —acho eu— a famílias desestruturadas; são pessoas malformadas. É esse o problema de fundo. Como vê, mais uma vez, os extremos tocam-se. Não há nada a fazer; o animal está lá; pode é ser ou não pacífico —o que não quer dizer que que não se exalte, não se revolte, mas fa-lo-á com outra pose.

        • jorge fliscorno says:

          Quanto a mim, Ricardo, está enganado. As pilhagens nada têm a ver com o caso que terá despoletado isto. Mero oportunismo, vindo à mistura com o que de pior a humanidade tem. Uma boa oportunidade para se reler O Deus das Moscas.

          As pessoas têm que ser responsáveis e responsabilizadas pelos seus actos. Todas.

    • Rodrigo Costa says:

      Essa história da xenofobia é uma fixação, meu caro. Eu já tenho estado em países diversos, Marrocos, inclusive, e nunca ninguém me tratou mal; não tenho razão de queixa.

      Que vi coisas de que não gostei?… Naturalmente. Alguém, de lá, me chamou? Alguém me pediu para que eu lá fosse?

      Em Paris, certa vez, fui abordado por um Português que me dizia ser necessária união dos Portugueses, porque os Franceses eram tremendamente xenófobos, e que tínhamos que defender a nossa dignidade.

      Olhei para o homem, pedi-lhe desculpa, e respondi-lhe que o que conhecia dos Portugueses, extra-muros, era, em regra, a postura do servil ou do malandro de urinol. De servis, não gostam; malandros de urinol têm eles a um mais alto nível —em minha casa faço o que me apetece; na casa dos outros, tenho que adaptar-me às regras… ou saio.

      Vou repetir que o que de melhor tem a crise é haver muita gente que começa a regressar aos seus paises. Por xenofobia, digo eu isto?… Não. Se não têm condições de vida, regressem aos seus paises de origem, porque, sendo daqui originários, há muitos portugueses a passar mal, só que ninguém pode dizer que é por xenofobia; diz-se que são as dificuldades da vida.

      E há, depois —pretos, brancos, vermelhos, amarelos e azuis— que, pura e sim plesmente, não querem fazer nada, o que não tem a ver com xenofobia, mas com o desejo de vida fácil, de viver à conta. E, aí, tenho que culpar os governos, por atribuirem pensões mínimas e rendimentos afins, sem que se tivese feito averiguação correcta, para que se percebesse quem e por quê justificava a atribuição de tais medidas.

      Aberta a porta à malandrice, foi ver madraços a viverem nas calmas e a disporem de vidas e objectos a que muitos dos que trabalham não têm acesso. A xenofobia é um fantasma mal construído.

      • Ricardo says:

        Vá lá… seja lá sincero, você vota Portas não vota?

        • Rodrigo Costa says:

          Caro Ricardo —acredite ou não—, nunca votei em ninguém. Sabe por quê?… Porque os conheço a todos. A todos, mesmo a alguns que ainda nem lá estão, não estiveram nem nunca la estarão. Sabe por quê?… Porque, mais do que debruçar-me sobre política e estudar o animal humano por partes, interessa-me estudar o animal na sua génese —e não vale a pena estremecer, a propósito do uso da designação “animal”, porque é isso o que somos, mesmo depois de lavarmos as mãos. Não se esqueça.

          A propósito do Portas, meu caro, já nem sequer tenho a iddade que lhe interesse —ao Portas, é claro.

  6. Rodrigo Costa says:

    A razão do relaxamento é fácil de explicar: a tolerância excessiva, a permissividade instituída deixa as autoridades entre o agir e o deixa-andar, porque os direiros humanos beneficiam mais os agressores do que as vítimas. Para assaltar, agredir ou matar um incauto… é num fósforo; para prender, julgar e sentenciar o agressor, o ladrão ou o assassino… é necessário usar de mil cuidados, porque, apesar de tudo, o animal é humano, tem direitos; e, um momento infeliz, qualquer um pode ter… Depois, o roubo já foi feito, a pessoa já foi agredida ou morta, o que é que adiante estar a sacrificar o autor e a infligir sofrimerntos à família?… Sejamos humanos, porra!…

    Podem ser discutidas as medidas dos governos; pode discutir-se a razoabilidade da aplicação de algumas ou muitas medidas, mas não vi, até hoje, por exemplo, um funcionário das finanças recusar-se à cobrança de um imposto que é injusto. Então, por apêgo ao posto de trabalho, torna-se cúmplice; ajuda a implementar medidas que são injustas. E se se recusasse, haveria outro “pobre” disponível para fazer o seu trabalho, porque é este o comportamento dos “pobres”, esperar pelas sobras e dizer, depois “a vida é assim, que culpa temos disso?…”, e os poderes sabem disto. —continuo a dizer que, aos montes, em manada, são todos uns heróis; sozinhos é que, normalmente, se borram todos.

    Há tempos, um amigo que tinha acabado de conhecer, no decurso de uma conversa, dizia que “nascer pobre é uma puta de uma fatalidade; casar pobre é que é uma estupidez”. Sinceramente, percebo, por experiência própria, que suge, a cada passo, todo o tipo de obstáculos, alguns dos quais, para serem ultrapassados, exigiriam cedências de princípios. Mas não me convenci, ainda, que seja fatalidade nascer pobre —é melhor não nascer, admito. No entanto, casar com alguém rico, só porque é rico… é iuma chatice; acho preferível ter um patrão e fazer-lhe as vontades… Sempre se evita aqueles tristes momentos em família.

    • Ricardo says:

      Relativamente ao primeiro parágrafo a resposta é simples: a justiça em Portugal é merda. Quem mata ou rouba deve ir para a prisão e mais rapidamente possível. Quantos homens brancos portugueses é que batem nas suas mulheres e nada lhes acontece? Posso estar a cair numa armadilha reconheço, mas não quero tipos desses no meu país.
      Mas quando quando se trata de crimes de corrupção onde os montantes chegam a milhões, onde está a justiça? São crimes contra a humanidade penso eu.

      “continuo a dizer que, aos montes, em manada, são todos uns heróis; sozinhos é que, normalmente, se borram todos.”

      Esta frase é a ideia fundamental do 2 paragrafo, penso eu. Analisando bem esta frase, parece-me que existe aqui algumas contradições: todos juntos são herois em que sentido? Sozinhos borram-se todos? seja mais claro que não estou a perceber.

      Permissa: as coisas mudam quando existe vontade coletiva de mudar as coisas. Por isso não percebo a do “sozinhos borram-se todos”.

      “Todos junto são uns herois”? Não percebo. São uns heróis mas não fazem nada? Então isso é ser heroi?

      Posso estar a interpretar mal: se calhar o que você quis dizer é precisamente o contrário:

      Aqui, neste sitio de discussão de ideias, no fundo, sozinho e dando a nossa opinião, no fundo, somos uns borrões e não fazemos nada, se bem que a discussão de ideias já é um passo para a mudança. Mas o cerne da questão é que não é sozinhos que devemos fazer alguma coisa.

      “Aos montes e em mananda são todos uns heróis”? Antes fosse assim. O problema é que não é assim. Coletivamente é que as coisas devem ser resolvidas. Porra, já me estou a repetir.

      O terceiro paragrafo é do tipo: “Sim, eu sou devoto do nada, venha a nós o vosso reino deus Nihil, deixem-se abraçar pela parvalheira, pela decadência, não resistam” – sinais de fogo… do tempo.

      não tenho paciência para corrijir erros ortográficos

  7. Rodrigo Costa says:

    Caro Ricardo, por negligência, admito, não cerquei a palavra HERÓIS pelos comas, por pensar que compreenderia o que eu queria dizer. Na tentativa de ser mais explícito —eu que estive na tropa e me mandaram embora, porque, sozinho, fiz o que achei que deveria serfeito; que fui trabalhador assalariado, que, aos 16 anos, já tinha movido um processo a um dos patrões, em plena ditadura; que, já depois do 25 de Abril, mandei foder, em pleno escritório, outro patrão que tive—, digo-lhe, por experiência própria, que, todos juntos —as massas, as manadas, os acéfalos— fazem trinta por uma linha; sozinhos, isolados, chamados à parte, repito, borram-se todos, porque não têm convicções, tocam de ouvido, agem por influência, porque, pessoalmente, nominalmente, não existem, andam no Mundo porque há telemóveis e iPhones, e porque querem, no fim de contas, levar a vidinha.

    Como acaba de ver, mesmo sem conhecer esse deus Nihil, não sou devoto do nada; sou devoto das convivções por conta-própria —não há, caro Ricardo, vontade colectiva sem vontade individual. Embora possamos perceber a propriedade reflexiva, os raios indidentes e os reflectidos na ligação entre os dois estados, a verdade fundamental e definitiva é que, sem indivíduos, o colectivo não existe; e o colectivo é, sempre, a resultante da qualidade do conjunto dos indivíduos. Portanto, o colectivo, a mim, não me interessa; interessa-me o indivíduo, a partir do qual posso reformular todo e qualquer colectivo —a preocupação com o colectivo é para os treinadores defutebol, que, na mairia, são burros e alguém lhes inculcou a ideia da falsa humildade. Qualquer estúpido sabe que, sem jogadores de qualidade técnica e de carácter, não formarão colectivo capaz de coisa nenhuma; para além de estarem sempre à espera de que apareça um desequilibrador, um INDIVÍDUO que faça a diferença.

    Como se lembrará, a discussão tem sido à volta do que tem acontecido em Londres e não com as pessoas que postam no Aventar. Quando tenho que me dirigir a alguém, em regra, não o faço por largo, sou objectivo. Agora, concordará comigo, julgo, que não com posts que as quiestões de fundo são resolvidas. Se não se lhe juntar a acção, tudo se esgota no palavreado.

    Já pensou que, se durante uma semana, uma semana, apenas, as pessoas decidissem ficar em casa; não usarem os transportes; não abstecerem os automóveis; não utilizarem as auto-estradas, limitando-se, apenas, ao estritamente necessário, inverteriam o sentido dos custos de vida?… Não acha que isso seria mais devastador —para os poderes económicos— do que incendiar casas e automóveis, causando prejuízos que acabarão, directa ou indirectamente, por pagar?….

    Eu tenho carro, meu caro, e, há meses, que vou e venho a pé para o meu local de trabalho. Faço, em média, ir e vir, 7/8 quilómetros por dia, e tenho auto-carro a passar à porta; e, não sendo rico, tenho o suficiente para pagar a passagem. Mas mato dois coelhos de uma cajadada só: faço exercício e reduzo os custos; e, ao mesmo tempo, espero que aumente o número de aderentes à minha filosofia…

    Há mais?… Haverá, com certeza, mas são uma escassa minoria. O que eu vejo é maralhal que só não leva o carro para a cama, porque não passa na porta de casa. No fundo, o que estou a querer dizer-lhe é que o colectivo é vítima do comodismo dos indivíduos, que são, sempre, o ponto de partida.

    Se quiser ver a maior parte ou grande parte, pelo menos, dos filhos, menores, de pessoas adultas e, pressupostam,ente responsáveis, vê-los-á frenéticos, olhos nas consolas ou nos telemóveis, como símios inábeis que não conseguem perceber como descascar a banana. Se eu tivese um filho nesta situação, sentir-me-ia mau pai, apesar de, aparentemente, enquanto o meu filho estivesse entretido com o brinquedo, eu poder beber umas súrbias e comer uns amendoins.

    E se me vem dizer que são os poderes que proporcionam isso, eu não digo que não; o que os poderes não me impedem é de pensar —o tal “pensamento” de que fala a canção, a que o machado não corta a raiz. O problema é que não basta decorar a letra e cantá-la em dias especiais; é necessário fazer uso do pensamento em todas as alturas.

    Para conclusão, o progresso expõe, em escaparate, todas as propostas de sedução; são as pessoas que têm a possibilidade de fazer a escolha. Portanto, em vez de se fazer essa merda da manifestação dos “à rasca”, estimule-se as pessoas a pararem uma semana. Uma semana sem sairem de casa, sem irem aos empregos, sem fazerem gastos para além dos mesmo necessários… Depois digam-me o que pensa o governo e mesmo a tróica. E se uma semana não chegar, após algum tempo, repitam. Claro que aparecerá uma longínqua visão do caos; mas essa pode ser a visão que obrigue os poderes a pensarem; porque, de qualquer modo, é para o caos que caminhamos, ou não é verdade?…

    Nota: naturalmente: os hospitais e similares seriam a excepção no movimento, tendo pouca influência no resultado. Há gente para isso, ou começam logo a pensar nos transtornos, nos incómodos, etc.?… Há ou não há vontade de mudança? As pessoas querem ter ou não legitimidade nas acções, em vez de imitarem esses bandalhos, que a única coisa que visam é a destruição e o roubo?

    Espero, Caro Ricardo, que nunca seria deu do nada, porque, ao contrário de Nihil, eu existo, não faço parte da mitologia.

  8. Rodrigo Costa says:

    Relativamente às falhas na escrita, estamos quites, porque, pensar e escrever em directo tem estes riscos.

    O que eu queria dizer, no último parágrafo, era isto:
    “Espero, Caro Ricardo, ter percebido que nunca seria deus do nada, porque, ao contrário de Nihil, eu existo, não faço parte da mitologia.

    • Ricardo says:

      Nihil não tem nada a haver com mitologia, quer dizer “nada” em latim, mas saber isso não é nada de especial. Tem toda a razão quando diz que devemos ser indepedentes no pensamento. O pensamento começa no individuo e mesmo aí é por mediação de outro (da mãe, do pai, etc). E mesmo quando reflectimos devemo-lo fazer não fechados dentro de um quarto mas sempre tendo ecos diferentes vindos de quem nos fala e de quem nos escuta, que é o que fazemos aqui neste sítio.

      Peço desculpa pelo meu último comentário. Admito que terei sido um pouco parvo. Vendo melhor, não percebi o carácter irónico de algumas passagens e tomei-as como literais.

      Mas olhe que em relação ao futebol, o bom treinador de futebol é o que ouve o que cada jogador/indivuduo tem a dizer, valorizando a sua opinião. Claro, o fim último é a boa organização da equipa, o bom funcionamento da equipa. Da mesma forma que o fim último da sociedade seria o bom funcionamento da mesma.

      É facil quebrar uma cana. É impossivel quebrar um conjunto de canas. Repito a ideia, esta sociedade só muda, quando as pessoas em conjunto decidirem-se a mudar. É importante haver individuos que liderem essa mudança? É. O exemplo individual é bom? Sem dúvida. Mas o animal humano é um animal que copia, segue as modas. É bom ou é mau? Nem uma uma nem outra. É assim. É um mecanismo que acontece. E esse mecanismo deve ser aproveitado no bom sentido. Por exemplo, usar as redes sociais para passar conhecimento, formas de dar ferramentas para que cada pessoa seja mais autónoma. Porque é uma regra humana que os poderosos (não todos claro, e não que seja por sua vontade, é a sua natureza, e se os pobres fossem ricos provavelemente também seriam assim, e ainda bem que a natureza humana é plural pois é isso que nos permite reconhecer certos vícios e é por isso que há seres humanos que não querem mudar as coisas e há seres humanos que querem mudar as coisas) não querem que o “povo” ganhe ferramentas para se tornar autonomo, emacipado.

      O sistema, que vai muito para além do capitalismo (este foi um processo natural não pensado ao qual os poderosos se adaptaram para continuar onde estão), está feito de forma a que o povo pouco possa fazer para mudar as coisas.

      Também já pensei “e se todos nós deixassemos de consumir as coisas que não são essenciais”? Se calhar acabariamos com o capitalismo. Mas qual seria a consequência disso? Nem me atrevo a pensar nisso (quantas pessoas é que iriam ser afectadas). É que vivemos num sistema global. Agora, não tenho nada contra os portugueses serem mais patriotas e comprarem o que é portugues. Em muitos paises europeus é o que as pessoas fazem.

      Para as pessoas reflectirem, é preciso que se lhes ensine a refletcir. Infelizmente não é isso que se faz na escola. Aí o mal começa logo à nascença.

      Uma coisa que eu sei, é que andamos a ser muito mal governados. Há por aí muita gente a ganhar reformas douradas pornograficas acumuladas e ninguém faz nada e outras coisas que tais. Eu sou contra a violência. Sou contra partir lojas e locais de trabalho de gente honesta.

      Há coisas que no nosso país, independentemente de qualquer conjuntura internacional, têm de mudar independentemente da cor de quem está no poder. Os governantes podem e devem mudar o que deve ser mudado e deixarem de gozar connosco. Porque é isso que têm feito. Os governantes e quem detem o poder económico. Pode ser da natureza, podem não ter culpa disso. Mas já é altura de dizer “chega”. Estes tipos estão a gozar connosco e nós não fazemos nada.

      Eu pergunto: o que é que temos de fazer para que esses tipos comecem a tratar bem as pessoas que governam? Ir à Assembleia da Républica e dar-lhes beijinhos… ou enfeitar o edifício com balões… Insisto sou contra a violência, mas uma palmada no rabo do menino mal comportado não faz mal nenhum. Nem precisa de ser no rabo do menino. Era pegar no castelo do menino e fazer alguns estragos…

      Peço desculpa pelos erros ortográficos

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.