FMI rasga memorando, adeus troika

A diretora-geral do FMI considerou como prioritário evitar a recaída na recessão do que endireitar à força as contas públicas no curto prazo, comentou a Eurointelligence. Viragem ao crescimento, em vez de austeridade, como prioridade, acrescentou esta agência europeia de informação. “Dito de um modo simples, as políticas macroeconómicas devem apoiar o crescimento. E a política monetária deve, também, manter-se altamente ‘acomodativa’, pois o risco de recessão ultrapassa o risco de inflação”, segundo as palavras da própria.

A citação é do Expresso, não é do Inimigo Público. E agora? Estava tudo a correr tão bem, a austeridade até ia chegar aos muito ricos… se calhar foi por causa disso. E nada a temer: arranja-se já um escândalo para Christine Lagarde. Trabalhadores da hotelaria de todo o mundo, cuidai-vos.

Comments


  1. Estes ataques de bom-senso da mais alta responsável do FMI preocupam-me. Não é que ela verbaliza o que “o povo de esquerda” anda a dizer desde 2008? A consolidação das contas públicas tem que ser feita numa perspectiva de médio-longo prazo sobre o risco de sair o tiro pela culatra com tanta austeridade e se gerar uma enorme recessão?
    J.J. Cardoso p.f. envie já isto à Merkel que a senhora ainda percebe menos de economia do que eu …

  2. victor ribeiro says:

    Ela escreveu isso numartigo que tive a oportunidade de ler no Financial Times. Tem toda a razão

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