Aquele raro momento em que a crise financeira serve de pretexto para alguém se safar

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Portugal foi assolado por uma violenta crise que, tendo tido a sua origem num cocktail de especulação financeira, terrorismo de mercado e décadas de governação criminosa, criou as condições perfeitas para um processo de sequestro democrático que o bloco central amavelmente aceitou, ou não fosse Portugal um protectorado pobre da burocratocracia de Bruxelas.

Tomados por um poderoso surto de síndrome de Estocolmo, os dirigentes do PS e, posteriormente, os de PSD e CDS-PP, comportaram-se como bons alunos, o equivalente moral, neste tipo de cenário, a dizer que se comportaram como um cão com um dono violento, que por muito que apanhe continua a abanar o rabo e a pedir festas. Seguiram-se meses de venda de património estatal ao desbarato, cortes salariais, em pensões e em prestações sociais, desinvestimento no Estado Social, desregulamentação laboral, brutais aumentos de impostos e milhares de portugueses em fuga para o estrangeiro. Os ricos ficaram mais ricos, os pobres ficaram mais pobres, a classe média entrou em vias de extinção e o fosso transformou-se num buraco negro. [Read more…]

Negligência inconsequente

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Christine Lagarde, a poderosa líder do FMI que tem nas mãos o poder de vergar nações, foi condenada pela justiça francesa por negligência, num processo que remonta ao tempo em que era ministra das Finanças de Nicolas Sarkozy, e que previa uma moldura penal correspondente a um ano de prisão e uma multa de 15 mil euros. Em tribunal ficou provado que a conduta negligente de Lagarde custou 404 milhões de euros aos cofres franceses, porém, como é previsível neste tipo de casos, o poder sobrepõe-se à justiça e a directora do FMI, apesar de condenada, não foi alvo de qualquer tipo de sanção. Como é belo, o admirável mundo da imunidade absoluta das elites. [Read more…]

FMI exige perdão da dívida grega

IMF Greece

Apesar da recusa de Passos Coelho, o aluno lambe-botas que por acaso até tem ideias que na verdade não são dele, a extrema-esquerda do FMI voltou à carga: sem o alívio da dívida grega, as tropas de Lagarde estão fora do terceiro resgate grego.

É comovente. Outrora irrevogavelmente contra qualquer tipo de reestruturação da dívida daquele país, os senhores do dinheiro recusam agora alternativas que não envolvam essa solução. Uma irrevogabilidade ao melhor estilo de Paulo Portas perante a estupefacção dos miúdos marrões que não compreendem outras lições que não aquelas que os obrigaram a decorar. Depois queixem-se que levam tanga no recreio.

Tem toda a razão

Lagarde só quer discussões com adultos na sala. Acho muito bem, já era altura de ela sair.

A infame Lagarde

Lagarde

Só a Espanha??? Então e Portugal Lagarde? Já viste bem a competitividade que para aqui vai? Andas feita com os com os gajos da esquerda, só pode. Vê lá se queres que chame o Poiares Maduro para ele te dizer das boas

Os bancos viveram acima das suas possibilidades,

com o nosso dinheiro: Lagarde diz que vão fechar bancos em países como Portugal.

O *acessor e a Cristine

Segundo a SIC, o acessor… *Acessor? Acessor? Ah! Assessor. Segundo a SIC, Rudolfo (sim, é com ‘u’) Rebelo, acessor, perdão, assessor do PM, assinou uma carta como se fosse a directora… Não, não é *diretora que se escreve em português europeu: é directora. D-I-R-E-C-T-O-R-A. Com cê. Perdão? Está directora? Muito bem. Mas a SIC não adopta o Acordo Ortográfico de 1990? Não? Sim? Não sabem? Adiante. Rebelo assinou uma carta como se fosse Christine Lagarde? Mentira! Rebelo assinou como se fosse Cristine Lagarde. Se tivesse assinado uma carta como se fosse Christine Lagarde, o Cristine teria H. Uma Cristine, como sabemos, não é uma Christine. Pronto. Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

132013 SIC