A dívida oculta da Alemanha, ou um Alberto João Jardim de saias

A verdade” – é o título do Handelsblatt, que baseando-se em números espantosos, põe termo ao mito da alegada parcimónia do Estado alemão. Oficialmente, a dívida alemã, em 2011, é de 2 biliões de euros. Mas isso é apenas uma meia verdade, porque a maior parte das despesas previstas com reformados, doentes e pessoas dependentes não foram incluídas nesse cálculo. De acordo com os novos números, a dívida real ascende a mais 5 biliões de euros. Por conseguinte, a dívida da Alemanha atingiria 185% do seu produto interno bruto e não os 83% oficialmente anunciados. Como termo de comparação, a dívida grega em 2012 deverá ascender a 186% do PIB da Grécia e a dívida italiana é atualmente de 120%. O limitar [sic] crítico a partir do qual a dívida esmaga o crescimento é de 90%. Desde que chegou ao poder, em 2005, Angela Merkel “criou tantas novas dívidas como todos os Chanceleres das quatro últimas décadas juntos”, refere o economista principal deste diário económico.Estes 7 biliões de euros são um cheque sem provisão que nós assinámos e que os nossos filhos e netos terão que pagar.” in Presseurop, sublinhados meus

Comentários para quê? A confirmar-se esta notícia, além de a CE acabar nos próximos dias estaríamos perante o final da III Guerra Mundial, esta discreta e convenhamos que com muito menos mortos. Mas ficaria explicada muita coisa, nomeadamente que a preocupação em salvar os bancos alemães afinal era mesmo uma tentativa de salvar a própria Alemanha.

E agora os PIIGS passarão a PIIGGS?

Comments


  1. Será que a Alemanha vai pedir ajuda à UE e ao FMI? Será que vêm aí austeridade à alemã?


  2. Será possível? Isto é a pior notícia possível para UE…

  3. manuel.ferreira says:

    A SOLUÇÃO É UMA NOVA FILOSOFIA —Todos os professores devem ensinar aos seus alunos a Filosofia Objetivista de AYN RAND — que é a Maior Filósofa dos últimos 100 anos — porque “ o Homem é a medida de todas as coisas e o Trabalho a medida de todos os Homens “ , e assim sendo, não deve existir qualquer Imposto sobre o Trabalho, a Poupança, e o Investimento, porque é injusto, imoral , e incorrecto —- quem trabalha, produz, poupa, e investe, merece um INCENTIVO, e não uma penalização — só devem existir impostos sobre o Consumo, a Poluição e os Vícios —e a redistribuição do rendimento deve ser feita apenas no Investimento do Estado, e nunca na cobrança dos impostos… … só assim é possível resolver a Crise Grave que atravessa a nossa Economia… é importante enviar esta nova inédita e diferente forma de olhar, para os melhores amigos…

  4. joao velez venancio says:

    Beny

    Está mais que provado, que o capitalismo falhou!
    Será que querem fugir para outro Planeta com todo o dinheiro? E que vão fazer quando der para o «TORTO»????
    Será que já têem um BUNKER pronto a recebê-los


  5. A dívida alemã é detida pelos seus cidadãos, e não por entidades exteriores. Só isso já muda muita coisa…


    • Vamos admitir que sim, embora num planeta onde a dívida norte-americana é detida pela China tenha as minhas dúvidas. Acha que numa hora de aflição, e ela está a chegar, isso muda alguma coisa? acredita mesmo no patriotismo dos banqueiros?

  6. Crazy says:

    OH meus caros amigos… quando tudo isto for a baixo… (que pelos vistos está mais proximo do que parece) nem bancos nem nada sobra… resta nos viver como antigamente se vivia… (caçar, cultivar e vivermos para nós próprios) cheira me que é o que nos vai acontencer… acreditem ou não o que eu acho de uma barbaridade é termos um coletivo de artistras teatrais que ganham mais que nós, recebem porque nós pagamos e andam sempre a ludibriar porque nós somos ursos… não haja duvida que somos uma cambada é de ursos e burrinhos porque quem manda somos nós e eles que deviam supostamente cumprir os deveres roubam, enganam e ainda nos gozam na carinha… e nós como tótós que somos nem ai nem ui dizemos…

  7. Rui Lourenço says:

    Acho que os problemas actuais são novos e exigem soluções novas!
    Estou um pouco preocupado porque me parece que os economistas, independentemente da sua idade(!!), vêem sempre com as soluções convencionais.
    Nesta perspectiva parece-me que propostas como as sugeridas pelo Manuel Ferreira devem ser estudas e não rejeitadas à partida. Obviamente não há soluções milagrosas, mas parece-me evidente que as dinâmicas económica e política da nossa sociedade, depois de estancarmos todas as feridas (leia-se “buracos”) terão que ser necessariamente novas!!


    • Eu não rejeitei as ideias de Ayn Rand. Acho-as uma utopia, e ainda por cima assente em argumentos duvidosos (leia os links que José Marques deixou…). E se quer aprender, então leia também Agostinho da Silva: é melhor e é português.


    • Sendo um pouco mais mauzinho, eu diria que Ayn Rand é o ícone pop da cultura yuppie. E pense agora onde nos trouxe essa cultura…

  8. Guilherme Gomes José says:

    Matéria totalmente sem Base tecnica, já que 5 bilhoes de euros não representa nem 1% do PIB alemão, teria que ser no caso 5 “TRILHÕES”, até para poder ser maior que a atual de 2 “TRILHOES”.. Por ai ja da pra ver que a noticia é furada…


    • Bom, tem base técnica, a notícia também saiu na Bloomberg, veja aqui, assim como noutros sítios.

      Depois tem de compreender que na Europa, mais propriamente em Portugal, um “bilhão” é uma bilha grande (em certos sítios do país tb chamam bilha às garrafas de gás, mas há gente para tudo, não vamos entrar por ai).

      Por cá temos um número com grafia parecida ao seu bilhão que é o bilião, um bilião equivale a 1 seguido de 12 zeros. Um bilião equivale ao seu trilhão (que por cá não existe também). A wikipédia ensina, veja neste link (em francês é a mesma coisa).

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