Ainda o falecido 2011

Reparei que o leitor Tomaz de Albuquerque (Lisboa) comentou hoje no DN um texto meu que intitulei de «Ainda 2011» mas que a redação do jornal achou por bem dar-lhe o nome de «O ano de 2011 não foi assim tão mau» e publicar no passado dia 3 (online e papel).
O leitor ficou estupefacto e disse que eu estava a ser mais que otimista. Pois bem. Sabemos de cor todos os números catastróficos que apresentou na sua argumentação, como os quase 700 mil desempregados no último ano. Todos os dias ouvimos números assustadores. E dizem ainda que 2012 será pior.
Afundados como já estamos, pensar negativo é morrer.
Qualquer tabuazinha de salvação é bem-vinda. Não quero ver tudo cor-de-rosa, mas acredito que nos devemos esforçar por destacar e estar atentos ao que de mais positivo vai surgindo (nas nossas vidas como no país) de forma a não sucumbirmos de vez.
Há um provérbio chinês interessante: “O passado é história, o futuro é mistério, e hoje é uma dádiva. Por isso é chamado de presente!”

Comments

  1. maria celeste d'oliveira ramos says:

    O que está vivo, está vivo. o problema é que já há muitos “mortos” (os que conduziram ao que se passa” e há muito trabalho para os enterrar e só os vivos o podem fazer, mesmo que poucos e concordo que há, embora não se noticie, muitas pequeninas empresas a nascer e com sucesso dentro e fora, mas só pela calada da noite a TV as mostra, como sucedeu ontem com menina que recebeu prémio europeu de empresária e trabalha com cortiça em vestuário e acessórios de toilette e de “pastas de executivos”. Só os vivos enterram os mortos e já se adivinham mais moribundos tanto no governo como na AR e sei lá onde mais. Falar em morte é chato mas são as folhas mortas que fertilizam “terra nova”

  2. Agustin Vieira says:

    Não quero parecer simplório mas se calhar sou mesmo. Enquanto houver dinheiro para o comerzinho isto não vai estar mal, quem quiser ter alguma hipótese de melhorar a sua vida e puder, claro! que emigre. Daqui a poucos anos vamos ter saudades destes tempos pois a situação vai ser bem pior. E para terminar espero sinceramente estar enganado.

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