O FC Porto perdeu com o Gil Vicente…

…e o verniz estalou outra vez.

Onde é que eu já vi este filme?

Blogues do Ano 2011, e o vencedor é…

Como sabem, o Aventar organizou o concurso Blogues do Ano 2011. O título deste artigo é enganador, porque os vencedores são muitos – um por categoria – e, para além dos mais votados, todos os que passaram à segunda fase podem considerar-se também merecedores de distinção. A blogosfera portuguesa mostrou-se felizmente muito activa, com blogues de muita qualidade e bloggers empenhados e criativos.

Um concurso como este não é fácil organizar e, naturalmente, nem tudo foi perfeito. Aconteceram alguns erros e surgiram algumas acusações de fraude. O Aventar, obviamente, esforçou-se por fazer decorrer as selecções e as votações da forma mais transparente possível e manteve-se até ao fim como organizador independente, não beneficiando ou prejudicando qualquer concorrente.

Aproveitando a elevada participação de blogues no concurso, relançámos a Blogopédia (se ainda não inscreveu o seu blogue aproveite para o fazer agora), um instrumento útil para o conhecimento da blogosfera portuguesa.

O concurso terminou, parabéns aos vencedores e o nosso obrigado a todos os participantes. Continuação de bom trabalho para 2012, bons posts e vamos continuar  -todos – a construir a blogosfera portuguesa.

Eis aqui os resultados do concurso Blogue do Ano 2011. Os vencedores são:

Não à Fanny no Carnaval de Estarreja!


A população de Estarreja está em polvorosa e desatou a lançar petições na internet. Porque o desemprego cresce no concelho? Porque a terra tresanda?
Não, o bom povo de Estarreja fez valer os seus direitos cívicos porque a Fanny da Casa dos Segredos vai ser a próxima starlet do seu famoso Carnaval. Primeiro apareceu uma petição contra a sua presença, agora apareceu uma a favor. Neste momento, o sim à Fanny no Carnaval vai à frente com 545 signatários, contra 295 apoiantes do não.
Infelizmente para todos eles, estas petições não têm efeitos legais. O Nuno Resende explicou-o bem a propósito de um assunto bem menos sério, a destituição do Presidente da República.

Campanha de ajuda

Que rumo para a nossa democracia?

 

(Uma espécie de cólica num momento de indignação)

Deixa-me rir.

Que rumo dar ao que não existe!

A direita aí está, escarrapachada, retinta.

A direita aí está, varrendo para o lixo os restos da democracia.

A direita aí está, abocanhando o prato dos outros.

A direita aí está, cuspindo na Constituição, porque ainda não pôde rasgá-la aos bocadinhos. [Read more…]

Quando Leonardo não consegue ser Hoover

 

Nos últimos anos evito ir ao cinema e prefiro ficar, calmamente, a ver os meus filmes preferidos em casa. Não tanto pelo ruminante barulho dos comedores de pipocas (eu até gosto de pipocas) – o conceito das salas de cinema em barda dos centros comerciais permitiram dar a conhecer o elevado número de portugueses que comem pipocas de boca aberta!

 

Não, o problema maior, no meu caso, foi a chegada dos telemóveis. Primeiro com a malta que, educadamente, não desligava o som aos telemóveis. Mais tarde, a grande elevação e respeito pelo vizinho de atenderem as chamadas e agora, tendo a marralha aprendido a colocar os bichos em silêncio, o maravilhoso clarão dos ditos aparelhos sempre que uma sms é trocada com elevado denodo. Enfim.

 

Mesmo assim, como sou um despistado, por vezes esqueço a realidade e vou ao cinema. O preço dos bilhetes está, vou ser simpático, puxadote. Como a oportunidade e respectiva disponibilidade é rara, procuro escolher filmes de realizadores que aprecio, histórias que me fascinam ou então aqueles cujos efeitos especiais só podem ser devidamente apreciados numa sala de cinema. Fora isso, nem arrisco.

 

Foi o caso do filme “J. Edgar” de Clint Eastwood. A história de Hoover é fascinante. Os filmes de Clint Eastwood costumam ser fantásticos. Nem hesitei. Após os primeiros 20 minutos fiquei sem palavras. Que enorme balde de água fria. Uma história fantástica e com pano para mangas. Um filme com tudo para dar certo que se transformou, na minha opinião, que vale o que vale, num fiasco. Leonardo DiCaprio nunca conseguiu ser J. Edgar Hoover e apenas Naomi Watts convenceu. Só não me “pirei” no intervalo pelo enorme respeito a Clint Eastwood que tanto admiro. Uma grande história estragada por um actor esforçado que nunca, nem por sombras, nos consegue convencer que é Hoover. Que pena. Que desperdício.

(igualmente publicado no Forte Apache)

Manel Cruz – Nunca parto inteiramente

Este fim de semana ando assim, virado para canções que nos ficam na cabeça, canções que se agarram a nós  e vão connosco passear.