O valor de Catroga no mercado nacional é um grande pintelho

Diz Eduardo Catroga que tem seu valor no mercado. Ora deixa cá ver uns apontamentos

No Luxemburgo (grupo Sapec), nas ilhas Caimão (Sofinloc)…

Já fazia parte do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, ou seja um pintelho, tal como a Nutrinveste (onde é que estes pagam impostos?).

Um grande pintelho exportador de lucros por aqui obtidos, um grande maratonista de empresas, corre fundo e ganha a fundo, acima de tudo um homem sério, patriota empenhado, grande gestor… não vamos falar do seu contributo para o défice num governo de Cavaco Silva, pois não?

O Porto Canal e o Norte

Foi hoje apresentado o novo Director-geral do Porto Canal, o jornalista Júlio Magalhães, antigo Director da TVI.

O Forte Apache e o Aventar foram dos primeiros blogs a avançar com essa possibilidade que agora se concretizou. Mesmo assim, o Júlio Magalhães vai continuar a “conversar” com Marcelo Rebelo de Sousa, ao Domingo, na TVI até ao final do contrato de Marcelo Rebelo de Sousa (Maio) e, quem sabe, “as conversas” continuarão, depois, no Porto Canal. Quem sabe…

Neste primeiro dia do Júlio Magalhães no Porto Canal destaco duas frases: “é um sonho estar aqui” e, meio a sério, meio a brincar, “estou sentado na minha cadeira de sonho“. Quando se dirigiu aos seus novos colegas, fiquei positivamente surpreendido quando afirmou, “não venho ensinar nada a ninguém, venho trabalhar com excelentes profissionais“. Um gesto de modéstia que só lhe ficou bem e que diz muito sobre quem é Júlio Magalhães.

Desde que o F.C. Porto chegou ao canal, as audiências dobraram e o prime-time da cabo no Grande Porto passou a ser disputado taco a taco. A liderança já não é uma miragem. Conquistado o Grande Porto, é hora de avançar para toda a Região Norte. Por isso mesmo, não foi por acaso que Jorge Nuno Pinto da Costa aproveitou para anunciar a nova delegação do Porto Canal em Braga. Uma aposta forte do canal que, também ele, acreditou na força de Braga 2012:Capital Europeia da Juventude e em Braga enquanto motor do Minho.

(igualmente publicado AQUI)

Cromo do dia: Uma tipa qualquer

Uma tipa qualquer, a quem deu para estudar uma coisa sobre os malefícios do tabaco, encomendada sabe-se lá por que gabiru e financiada pelo dinheiro público, vem dizer que a proibição de fumar

deve estender-se às áreas circundantes de bares, restaurantes, cafés e discotecas

“Basta estar uma pessoa a fumar do lado de fora, junto à porta de um bar, para aumentar o nível de exposição ao fumo de quem está no interior”, explica a coordenadora da equipa de investigação

Acho bem, mas não percebo porquê restaurantes, cafés e discotecas. E se for uma loja, um escritório, a casa dela, já não aumenta? Acho bem, repito, mas com coerência: reposição da pena de morte, proibição de reunião, fim da liberdade de expressão, controlo de circulação, relatório diário às autoridades a contar tintim por tintim as actividades de cada cidadão e taxa de isqueiro. Mania de deixar as coisas a meio…

falta de decoro? pornografia mesmo!

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Já vos ocorreu…

…que todo este banzé maçónico seja apenas isso mesmo, ou por outras palavras, uma altercação entre regateiras? É que o hermeticismo da coisa já tem duzentos anos e os resultados, de tão ofuscantes para o bem estar de Portugal, estão à vista de todos. Já liquidaram o seu regime da Monarquia Constitucional, já dissolveram o seu regime da iª República, já fizeram cair o também mais que seu regime da 2ª República – até o venerando Carmona era irmão, assim como o Presidente da Assembleia Nacional – e pelos vistos, preparam-se para mais um “render da guarda”.

As canastronas são agora os senhores Balsemão/Bilderberg e Vasconcelos/lojinha Ongoing, pois o que está mesmo em causa, mais não é senão o mesmo móbil de sempre: d-i-n-h-e-i-r-o.

Quais “trilogias”, quais “grandes princípios”, qual carapuça…

Todos contra a Barragem 0,1% – Depoimentos sobre o Douro e o Tua. 3 – Eça de Queirós


«Em 1880, em Fevereiro, n’uma cinzenta e arripiada manhã de chuva, recebi uma carta de meu bom tio Affonso Fernandes, em que, depois de lamentações sobre os seus setenta annos, os seus males hemorroidaes, e a pesada gerencia dos seus bens «que pedia homem mais novo, com pernas mais rijas»―me ordenava que recolhesse á nossa casa de Guiães, no Douro! Encostado ao marmore partido do fogão, onde na véspera a minha Nini deixára um espartilho embrulhado no Jornal dos Debates, censurei severamente meu tio que assim cortava em botão, antes de desabrochar, a flôr do meu Saber Juridico. Depois n’um Post-Scriptum elle accrescentava―«O tempo aqui está lindo, o que se póde chamar de rosas, e tua santa tia muito se recommenda, que anda lá pela cozinha, porque vai hoje em trinta e seis [20]annos que casámos, temos cá o abbade e o Quintaes a jantar, e ella quiz fazer uma sopa dourada».

Deitando uma acha ao lume, pensei como devia estar boa a sopa dourada da tia Vicencia. Ha quantos annos não a provava, nem o leitão assado, nem o arroz de fôrno da nossa casa! Com o tempo assim tão lindo, já as mimosas do nosso pateo vergariam sob os seus grandes cachos amarellos. Um pedaço de céo azul, do azul de Guiães, que outro não ha tão lustroso e macio, entrou pelo quarto, alumiou, sobre a poida tristeza do tapete, relvas, ribeirinhos, malmequeres e flôres de trevo de que meus olhos andavam agoados. E, por entre as bambinellas de sarja, passou um ar fino e forte e cheiroso de serra e de pinheiral. [Read more…]

#pl118, é que não faltava mais nada

Ao longo de uns bons anos fui recuperando a minha discoteca em vinil no formato mp3. Estavam riscados, muito uso, e nem agulha tenho no prato há bastante tempo.

Ia comprar os cd’s? isso é que era lindo. Já paguei o que era devido aos autores, quando adquiri os LP´s. As editoras quero que desapareçam do mapa, já faltou mais para comprar directamente ao produtor como gostaria de fazer com o vinho e as batatas, infelizmente não digitalizáveis.

Paguei o devido a quem cantou, tocou, escreveu? duvido, as editoras sempre ficaram com a parte de leão. Esta proposta ainda aceito discutir: “no preço de cada CD ou livro vendido, incluam uma percentagem para permitir a cópia privada dessa obra de autor.” Mas com reticências, porque carga d’água tenho de pagar para copiar o que comprei? e se não copiar, também pago?

Uma discussão bizantina. No mundo digital mais tarde ou mais cedo não haverá direitos de autor tal como ainda os concebemos. Não é uma opinião: é inevitável. Não perceber isto é tão tolo como discutir DRM’s, falando em “limitações técnicas“: algum DRM resistiu mais de um mês a ser crakado?

Catroga e a EDP não são pentelhos!

A fama de Catroga ganhou mais popularidade desde a célebre entrevista à SIC Notícias. Ousou empregar a expressão “pentelho” e o rubicundo homem, queira ou não, em conversas sociais passou a ser alcunhado como o “gajo do pentelho”.

No lugar de “pelo púbico ou pubiano”, Catroga preferiu o calão para afirmar que não é homem de causas menores, sem importância ou valor. Comprovando tratar-se, de facto, de um predestinado para viver os prazeres do sublime e da renúncia de ninharias, temos agora a sua nomeação como presidente do Conselho Geral e de Supervisão Eléctrica na EDP, função em que auferirá 639 mil euros anuais, ou seja 45 mil euros mensais a acumular a mais de 9.600 euros de pensões.

Ainda segundo o jornal “i”, Catroga defende-se e argumenta que descontou 40 anos para o sector privado e 20 para o sector público. Se estes períodos fossem complementares – sem qualquer coincidência entre os mesmos – então o rubro mas leonino ex-ministro teria trabalhado desde os 9 anos. Nasceu em Novembro de 1942. Se assim não for, o homem sempre foi um sábio da acumulação e continua a acumular à grande e à francesa.

Mas atenção, para ajudar à festa a EDP também é há muito um reino da megalocefalia: grandes cérebros (Mexia, Catroga, Celeste Cardona, Braga de Macedo, Teixeira Pinto e não sei quantos mais), remunerações regulares e prémios chorudos e, para concluir, elevados preços e taxas cobradas aos consumidores. Agora digo eu: “Na EDP, nada de pentelhices!”.

She Smells So Nice, a “nova” música dos The Doors

É nova porque nunca a tínhamos ouvido apesar de ter sido gravada há cerca de quarenta anos. E é Doors genuíno, Jim Morrison igual a si mesmo, bom como sempre.

Gostou? Tem aqui mais dez músicas disponibilizadas pelo resto da banda para ouvir, partilhar, blogar, etc. Pérolas.

Aquela janela

adão cruz

Abri a janela de par em par e o sol encheu a sala. Respirei fundo e o ar fresco daquela manhã inundou os pulmões. O sangue como que adormeceu na quietude do pensamento. O magnífico impressionismo de Monet desdobrado pelas amplas salas do Grand Palais deixara-me a alma cheia.

Sentei-me numa cadeira com os braços apoiados no parapeito da janela, a olhar o mundo e os tectos cinzentos da grande cidade que se estendiam para lá do fundo da rua. Devo ter semi-cerrado os olhos pois não dei pela veloz queda do seu corpo frente à minha janela, apenas o estrondo no solo me fez levantar.

Ela vivia no andar de cima, na Rue Mouffetard, e a sua janela era mesmo por cima da minha. Há uma semana atrás, quando tomávamos um esporádico café, segredara-me que a vida já nada lhe dizia.  Falámos de homossexualidade e homofobia, tema que não me interessava particularmente.  A ela parecia dizer-lhe muito, pois ia aos arames com a cara e o ar das pessoas do bar em frente á nossa porta, quando a viam com a mulher com quem vivia. E logo em Paris, ainda se fosse na sua aldeia transmontana! [Read more…]

Entrevista de Umberto Eco – 80 anos de futuro

Nos últimos dias do ano passado, a revista Brasileira Época, do Universo da Globo, publicou uma Entrevista com Umberto Eco, onde, entre outras coisas, o autor e pensador reflecte sobre a Internet e o seu papel como instrumento pedagógico:

PROFESSOR O pensador e romancista italiano Umberto Eco completa 80 anos nesta semana. Ele está escrevendo sua autobiografia intelectual (Foto: Eric Fougere/VIP Images/Corbis

PROFESSOR O pensador e romancista italiano Umberto Eco completa 80 anos nesta semana. Ele está escrevendo sua autobiografia intelectual (Foto: Eric Fougere/VIP Images/Corbis

“A internet é perigosa para o ignorante porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para quem já conhece – e sabe onde está o conhecimento. A longo prazo, o resultado pedagógico será dramático. Veremos multidões de ignorantes usando a internet para as mais variadas bobagens: jogos, bate-papos e busca de notícias irrelevantes. “

Leitura obrigatória.

Hoje dá na net: História do Dia

Para os pais que estejam cansados de ler ou para crianças que estejam cansadas de esperar pelos pais, na página História do Dia, é possível ler ou ler e ouvir um pequeno conto todos os dias. Na barra lateral, há recursos relacionados, sendo de realçar o Arquivo, com as histórias publicadas ao longo de um ano, ou o Glossário, onde poderão ser encontrados os significados das palavras menos conhecidas. Boas leituras e boas audições.

O meu movimento, em cinzento pálido

O meu movimento, em cinzento pálido

Dizem que demoram até 24 horas a aprovar. Entretanto, hoje ouvi na rádio que aceitarão tudo desde que não seja ofensivo ou brincadeira. Que, por exemplo, não aceitariam um movimento de apoio à bolacha Maria. Ora, posso adiantar que consegui, em tempo recorde, uma reacção a esta iniciativa: [Read more…]

Lei da Cópia Privada #pl118 – todos criminosos até prova contrária (ainda)

Catarina Martins tem bom fairplay, é o que posso dizer face ao humor com que reagiu ao boneco onde a coloquei (ver a tag «»). E sublinho também que há um reposicionamento face à enormidade que o PS propôs para lei da cópia privada.

Digo reposicionamento porque  parece que o BE se prepara para não apoiar a lei da cópia privada. Mas fá-lo pelas razões erradas. Não se insurge contra a possibilidade de se criar uma taxa que penalizaria todos pelo simples facto de comprarem uma impressora, um disco rígido, um cartão de memória, uma pen drive, etc.

O que Catarina Martins acha errado é «que a taxa passe a ter montantes fixos que, nalguns casos, são muito elevados». Não a choca que quem compre um destes dispositivos e não o use para cópia privada acabe por pagar direitos de autor. Portanto, Catarina Martins, mesmo com o bom humor que lhe reconheço, continuo a retribuir-lhe o cumprimento:

Quanto à lei propriamente dita, é de de ler alguns textos muito a propósito: [Read more…]

Um canalha no Dakar

 

Hoje, no Dakar, Cyril Despres da KTM (motas) teve uma atitude inacreditável e que diz muito sobre a personagem.

 

Em poucas linhas se conta a história: o Cyril apanhou um lamaçal e deu um valente tombo. A mota ficou presa na lama. Logo a seguir, surgiu o português Paulo Gonçalves e aconteceu-lhe a mesma coisa. Um e outro tentavam tirar as respectivas motas da lama e nada. Até que, o português, decidiu ajudar o francês. Juntos, conseguiram tirar a mota. O Paulo voltou à sua mota e pediu ao Cyril ajuda idêntica. O cabrão, sim, o cabrão, fez-se desentendido e foi-se embora.

 

Uma vergonha. Um canalha. Valeu, pelo menos, a satisfação de o ver perder o primeiro lugar. Como não acredito que a organização olhe para esta falta de desprotivismo – como olhou no caso dos camiões – só espero que o francês não ganhe o Dakar. Aquilo que ele fez é o oposto do espírito do Todo Terreno.

(Também publicado AQUI )