Eleições à americana, amen

Num estado dominado por Evangélicos, Ron Paul é o Protestante mais bem colocado para tomar o voto destes, representando um problema para Santorum e tornando-o a alternativa a Romney, sobretudo depois da vitória em New Hampshire e do apoio de Tom Davis.

Ainda dizem mal dos muçulmanos.

Qual o dia em que a União Europeia não aguentará?

euroSugestionado pelo título de uma série televisiva americana, ‘O Dia em que a Terra não Aguentou’, ocorreu-me formular a pergunta: “Qual o dia em que a União Europeia não aguentará?” E, de seguida, coloco outra questão: “Esse dia está próximo ou nem sequer se deve imaginar como provável?”

Por muito e esmerado esforço mental, sou incapaz de responder convictamente às duas questões. Valho-me da informação avulsa, e tanto quanto possível credível, publicada em diversas fontes de comunicação social e não só, e mais atabalhoado fico. Vejamos então:

A) O “The Guardian” informa:

O FMI adverte a possibilidade de catástrofe, pelo facto da Comissão Europeia contestar a Standard & Poor’s sobre a descida dos “ratings”.

A notícia do jornal inglês é, de resto, bastante extensa e não deixa de fora outros focos da crise: “Alemanha não vê razão para reforçar o fundo de resgate da Zona Euro, apesar da descida da notação da França”; “O incumprimento da Grécia não é impossível”; “Sarkozy pede a Espanha que mantenha o lugar no BCE, apesar da Finlândia e a Holanda o ambicionarem”;”O BCE reforçou o seu programa de compras de dívida na semana passada, mesmo antes da S&P cortar o “rating” a nove países”…

B) Leio o “The Irish Independent” e fico a saber:

Joan Burton está simplesmente a dizer uma verdade óbvia sobre um segundo resgate…porquê silenciá-la?

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Diz-me se queres trabalhar, dir-te-ei quanto tens de pagar

Portugal é o país em que o conceito de utilizador-pagador está a ser levado a cumes nunca antes escalados. Há pouco tempo, Manuel Ferreira Leite reformulou o grito de Ipiranga, quando, chegada ao terreiro da hemodiálise septuagenária, vociferou “Pagamento ou morte!” Também a formação contínua dos professores, o negócio da TDT ou a infindável dívida das SCUTs, entre muitas outras sobrecargas, podem servir de exemplo para mostrar que o cidadão português está reduzido a ser um contribuinte compulsivo, mesmo depois de já ter pago o que há-de voltar a pagar. O trabalhador português, por ser um utilizador do trabalho, está sujeito, também, a pagar por isso.

A manchete do Jornal de Notícias de hoje poderia ser um título criado pela equipa do Inimigo Público, mas não há humorista tão inspirado que se possa lembrar de que é possível que o seguro de um bombeiro não contemple queimaduras. Como se isso não bastasse, ainda ficamos a saber, também pelo JN, que há militares da GNR que são obrigados a adquirir o fardamento (e só isto já devia ser considerado um disparate) a empresas que não estão certificadas para o fazer, o que é quase o mesmo que dizer que há agentes de segurança que, para cumprir a lei, têm de fugir à lei.

A esta hora, o Inimigo Público deve estar a ponderar uma queixa à Alta Autoridade para a Comunicação Social: a realidade anda a fazer concorrência desleal aos humoristas.

Fraga Iribarne

Vai na blogosfera pró-soviética um tremendo banzé a propósito da morte do fascista Fraga Iribarne. Sem sequer procurarem proceder à oportuna materialista contabilização dos anos de vida do político galaico-espanhol, parece bastante fácil colar o apetecível labéu naquele que foi ministro de Franco. Precisamente o homem que marcarva o regresso da bibliografia marxista aos escaparates das livrarias espanholas, quando em Portugal tais coisas eram clandestinas, trazidas de Paris – lá tinha de ser… – e olhadas como se Bíblias ou Mein Kamp’s se tratassem, em suma, coisas de e para deuses. Pois bem, Fraga disse ao surpreendido Caudilho, …”deixe-os ler à vontade, se conseguirem!”. Tinha razão. Em 1975 quis presidir ao primeiro governo pós-franquista, já na Nova Monarquia de João Carlos I. Não conseguiu, pois sendo uma figura cimeira do anterior regime e uma das mais contundentes línguas políticas do país, não era do agrado do monarca interessado numa transição ordeira e em contraposição com aquilo que se passara em Portugal. Tinha razão o Rei.
Morreu Fraga Iribarne, trinta e seis anos após o fim do regime instaurado no rescaldo da Guerra Civil de 1936-39. Há poucos meses, no programa matinal “Desayunos de TVE”, tive o prazer de o ouvir em amena conversa com outro homem dos anos trinta, o antigo secretário-geral do PCE, Santiago Carrillo. Que diferença abissal entre aqueles dois dirigentes políticos que se defrontaram na mais cruenta das guerras e os homenzinhos sem pingo de interesse que quotidianamente povoam os nossos luso-painéis do politiquês jornaleiro. Feitas as reparações, entregues as mútuas desculpas, Fraga e Santiago falaram de uma Espanha muito diferente daquela que existira na juventude de ambos. Uma Espanha já sem ódios de morte, uma Espanha de liberdades e de um progresso que lhes deixava o indisfarçável orgulho que é próprio dos nacionais do país vizinho.
Fraga nasceu em 1922 e viveu trinta e oito anos em regime franquista, no qual desempenhou um papel relevante. Fraga acatou a Nova Monarquia e com ela conviveu no meio de antigos adversários e declarados inimigos, percorrendo estes trinta e seis anos, como figura incontornável no jogo partidário. Jamais foi chefe do governo, Presidente como lá se usa dizer. Dele poderemos dizer que é mesmo a cara da Galiza da Zara, da Pescanova, do turismo florescente e das infra-estruturas de fazer inveja. É o que dele mais fica.

Todos contra a Barragem 0,1% – Depoimentos sobre o Douro e o Tua. 7 – Manuel Monteiro

«Para se fazer uma viagem a Bragança no ano pouco remoto de 1903 escolhia-se o Verão, seguia-se pela linha férrea do Douro, fazia-se um transbordo na Estação do Tua e subia-se pela via reduzida, aberta na margem esquerda deste rio. Pelo arrostar ofegante e moroso do comboio através da penedia britada a golpes de dinamite sobre a corrente coleante, profunda e torva, chegava-se a Mirandela ao cair da tarde. Aqui jantava-se mais reputada hospedaria de Trás-os-Montes, a do Zé Maria, que presidia pessoalmente com as suas barbas bíblicas às refeições dos seus hóspedes. [Read more…]

Maria de Lurdes Rodrigues vai ser julgada por prevaricação…

…e incorre numa pena que pode variar entre os dois e os oito anos de prisão.

Nunca comentei aqui processos que se encontrem em julgamento e não é hoje que vou começar. Opiniões deste tipo guardo-as para mim ou comento-as em privado, salvando o princípio de não julgar na praça pública e sem o conhecimento completo de todos os elementos.

No entanto, e partindo da suposição de que se há pronúncia e julgamento haverá elementos suficientes para isso, não deixo de saudar um facto: ex-governantes que tenham extrapolado os seus cargos e prejudicado o erário público, devem responder por isso.

Oxalá, independentemente do resultado final deste caso particular, a justiça portuguesa prossiga este caminho. Como diz o ditado, vale mais prevenir do que remediar. Esta decisão vai no caminho da prevenção, quanto mais não seja porque assim, políticos em tentação, percebem que poderá chegar o dia em que já vão tarde para  remediar. E serve, desde já, de aviso aos que se encontram hoje no poder.

Notas acerca de votações pela Internet

By Original author:S. Solberg J. [GFDL (www.gnu.org/copyleft/fdl.html) or CC-BY-3.0 (www.creativecommons.org/licenses/by/3.0)], via Wikimedia Commons

A votação pela Internet é um problema difícil de resolver devido à própria forma como a Internet está construída. Esta abertura traz-nos inúmeras vantagens, mas também algumas desvantagens. Para garantir que um votante anónimo não faz votações repetidas empregam-se várias técnicas. Podemos limitar a votação por “cookies” ou por endereço IP, ou então usando ambas as técnicas ao mesmo tempo.

Um cookie não é mais do que uma pequena quantidade de informação que é guardada no computador do utilizador e que é lida pelo próprio servidor que a criou. Utilizam-se os cookies para muitos fins. Podem ser usados para identificar um utilizador por forma a que este não tenha de se autenticar de cada vez que acede a um site, servem para recolher informações sobre os hábitos de navegação (que sites visita, em que ordem, etc), servem também para indicar se o utilizador já votou ou não numa determinada categoria de um concurso sobre os melhores blogs de 2011.

 
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Queres que te meta, filha?

Por ARNALDO ANTUNES

– Queres que te meta, filha?
N. mostrava-se relutante. Acordara há poucos minutos e a última coisa que lhe apetecia naquele momento era levar aquilo à boca.
Nem sempre fora assim. No princípio, marchava tudo sem qualquer hesitação. Ainda A. se preparava e N. já estava de boca aberta. Agora, tornara-se esquisita e não aceitava qualquer coisa. Nem mesmo o olhar doce de A. a convencia.
– Queres que te meta, filha?
Paciente, A. sabia que a autoridade, com N., não funcionava. Já tinha forçado, no passado, abrindo-lhe a boca de forma violenta, mas ela tinha cuspido tudo. Daí que, nesse dia, A. tenha optado pela técnica da persuasão.
– Não queres, N.? Então não levas a sobremesa. Não gostas disto, também não levas mais nada.
Palavra que disseste! Como se tivesse uma alavanca dentro de si, N. abriu a boca e engoliu tudo, sorvendo até à última gota. Só parou no fim.
Contente por ter conseguido meter-lhe a sopa, A., a avozinha, beijou ternamente N., a netinha, e disse-lhe:
– Muito bem, meu amor. Agora, como prometi, vou meter-te o pudim.

O que eu acho dos Globos de Ouro, dos Óscares, dos Bafta e disso tudo

A mulher que pode fazer o discurso mais confuso de sempre, dizer merda ao vivo e a cores, (O Gervais disse Fuck, mas é o Gervais) mas ninguém quer saber. Porque ela é a melhor actriz viva.

Na altura própria

adão cruz

João era agora um homem velho, em paz consigo e com o mundo. Tinha um objectivo e uma ambição, suicidar-se na altura própria. Nem antes nem depois. Não queria morrer ao acaso. Não queria morrer na incerteza com que nasceu. A sua grande angústia residia no medo de não vir a reconhecer a altura própria. Ambicionava o momento exacto, e para tal se ia preparando, criando dia a dia uma espécie de protocolo que o encaminhasse progressivamente para o momento certo. [Read more…]

O pau, a cenoura e o pão de ló

O pau é o instrumento político mais utilizado por este governo e trabalha todos os dias (exemplo de hoje).

De vez em quando lá aparece uma cenoura, que nem o é porque resulta da mera ameaça do pau (primeiro ameaça-se “vou dar-te com o pau” e depois diz-se “bem, desta vez escapas”. É assim a modos que uma cenoura virtual feita para parecer real.)

Finalmente, temos o pão de ló (e para esse não faltam ovos, nem farinha, nem açúcar, apesar de se utilizar uma prática oposta à da cenoura – afirma-se que o pão de ló não existe e é apenas virtual.)

Temos, portanto, uma política de pau para quase todos e pão de ló para uns quantos. O resto são cantigas e figuras de estilo.

Não, obrigado, não quero recibo

Não sou fiscal do Estado, nem este me paga para andar à cata de impostos alheios. Nem sou assim tão lorpa que vá voluntariamente pagar por um bem ou serviço mais 23% do que ele me custaria sem recibo. Não, não peço recibo. E mesmo que pague o mesmo, só peço recibo se tiver alguma vantagem nisso. Caso contrário, não, não peço recibo.
Se querem que eu peça recibo, aprendam a ser justos. Aprendam a governar. Caso contrário, não vou pedir recibos para ajudar a pagar os motoristas de 21 anos do Francisco José Viegas que recebem 1600 euros por mês; ou as 1097 nomeações de Passos Coelho; ou as trocas de boys e respectivas indemnizações; ou os Grupos de Trabalho criados pelo Relvas; ou os benefícios fiscais da Banca e das SGPS; ou os salários milionários dos Catrogas deste país; ou os inúteis Planos Nacionais de Barragens; ou os Subsídios de Férias e de Natal do Cavaco e dos demais reformados do Banco de Portugal. Ou para andarem a cortar apenas aos mais pobres
Não, enquanto não houver justiça e equidade fiscal em Portugal, não tenho qualquer motivo para pedir recibo.

A profanação do euro pela S&P

s&p

Fonte: Presseurope

Inspirado nas imagens, essas a meu ver humanamente condenáveis, de um acto de soldados norte-americanos, um cartoonista ilustrou assim a decisão da Standard & Poor’s, anunciada 6.ª feira, de baixar as taxas de notação financeira – os célebres “ratings” – de vários países europeus.

Trata-se, de facto, de uma alegoria bem humorada. Em especial, também agradou aos mercados, beneficiando de mão beijada da oportunidade de fazer disparar as taxas de juro de dívidas soberanas e de outras que lhes estão associadas. Segundo o ‘Jornal de Negócios’, o aumento da taxa da dívida portuguesa já atingiu 100 pontos (+1% em linguagem clara).

A Comissão Europeia continua a reclamar que os cortes da Standard & Poor’s são injustificados. Barroso & Cia. têm sempre de dizer algo, para demonstrar que ainda existem. Se não tem poder perante o casal Merkozy, menos ainda é possível que a S&P leve a sério o que diz a Comissão Europeia.

Em síntese, há um conjunto de vítimas de profanação. O euro, a Zona Euro, a Comissão Europeia; acima de tudo, nós cidadãos estamos profanados e bem profanados!

Trabalho na infância, escola depois dos 65

 

foto de Lewis Hine

Faz agora duas décadas desde a publicação da primeira legislação em Portugal sobre trabalho infantil que reduziu significativamente os riscos para as crianças.
Mas a atual situação de crise económica pode levar a que algumas famílias recorram à mão-de-obra dos filhos “como fonte de receitas para o orçamento doméstico”, dizem especialistas.
Por outro lado, Portugal é o país da UE com a maior percentagem de pessoas a trabalhar depois dos 65 anos (uma notícia do Público de 14 /1/2012, exatamente igual a outra de 2002). Não admira, com as reformas miseráveis que têm, vergonhosas para todos nós.

Quem nos garante também que vamos ter a nossa?…
Muitos dos que têm que trabalhar depois dos 65 foram, em crianças,
obrigadas a abandonar a escola no final do ensino primário (ou mesmo antes de o concluírem)  para trabalharem no campo ou noutra atividade de forma a poderem ajudar os pais. Quase todos temos casos desses nas nossas famílias…
Deixo uma homenagem ao meu pai e a outras pessoas que aos 65 decidiram voltar à escola dando continuidade àquilo que cruelmente lhes foi negado.
Uma interrupção de décadas… Tanta vontade de aprender!

Formação contínua: os professores pagam para trabalhar

Embora muita gente não acredite, parte do horário de trabalho dos professores é (ou deve ser) ocupada com a formação contínua, isto é, com a actualização científica e pedagógica, porque o paradoxo da profissão docente é o de obrigar a que se seja aluno para sempre.

Como é evidente, um professor, como qualquer profissional superiormente qualificado, deve ter autonomia suficiente para encontrar sozinho os meios necessários para se actualizar, mas isso não é suficiente. Em todas as áreas do conhecimento científico e da prática docente há novidades a que nem sempre é fácil aceder, especialmente quando dependem, por exemplo, da investigação universitária. Para isso, é fundamental que existam meios de fazer chegar essas mesmas novidades aos professores que estão no terreno (ou num terreno diferente) e isto é apenas um dos aspectos essenciais da formação contínua de professores, que é também o território ideal para a partilha entre profissionais de escolas e de áreas diferentes.

No afã de poupar a qualquer preço, os últimos três governos têm levado a cabo a destruição de um sistema que, não sendo perfeito, tinha condições para melhorar e era fundamental para que a actividade dos professores tivesse condições para ter qualidade, ao mesmo tempo que a legislação obriga a que os professores frequentem acções de formação para efeitos de progressão na carreira. Seja como for, sem um sistema de formação contínua que garanta variedade e constância, é a própria Educação que fica empobrecida e este não é um problema corporativo. Cometendo, mais uma vez, o pecado da auto-citação, já tratei deste tema em vários textos (aqui, aqui e aqui).

O jornal i de hoje faz referência ao assunto na capa, chamando a atenção para o facto de que os professores são, no fundo, obrigados a pagar as acções que, por lei, têm de frequentar. Se admitirmos, portanto, que a formação contínua é parte integrante do trabalho dos professores, chegamos à conclusão de que os professores são obrigados a pagar para trabalhar. No texto disponível online, ficamos a saber que há muitos formadores que se disponibilizam para dar, gratuitamente, acções de formação, o que quer dizer que trabalham e não são pagos, se partirmos do princípio de que preparar e dar acções de formação é trabalhar.

Se um trabalhador deve ser remunerado pelo seu trabalho e, portanto, não deve pagar para trabalhar, o que se passa na formação contínua de professores é mais uma brecha no depauperado edifício da Educação em Portugal. Se é certo que nunca tive nem terei problemas em pagar para ir a congressos ou para assistir a conferências, tal como nunca me recusei a, graciosamente, dar uma ou outra palestra ou a participar em actividades culturais, recusar-me-ei a pagar para obter a formação contínua a que tenho direito, tal como me recusarei a frequentar acções de formação em que o formador não seja pago pelo seu trabalho. Quem fizer o contrário está a contribuir para criar factos consumados que muito dificilmente poderão ser corrigidos.

TDT: Tirar Dinheiro a Todos

Em Alcácer, muitos perderam a companhia da televisão e um reformado de Setúbal considera um roubo a obrigação de comprar um descodificador.

Num ano em que os preços sobem, em que os salários continuam a diminuir, em que o desemprego aumenta, enfim, num ano em que os cidadãos vêem as despesas a aumentar e as receitas a diminuir, acrescentar a tudo isso a necessidade de comprar um descodificador para poder ver televisão é só mais um sinal da insensibilidade que caracteriza mais um governo que se limita a fazer o que lhe manda o poder económico. Seja como for, a decisão de não adiar a implantação da TDT, obrigando os cidadãos a pagar mais e garantindo lucros a empresas, é uma afirmação de coerência. Estranho seria que gente sinistra como Passos Coelho ou Miguel Relvas começasse, agora, a preocupar-se com os portugueses.

Hoje dá na net: Oil, Smoke and Mirrors

Oil, Smoke and Mirrors, documentário onde se retrata a crise energética actual e como esta molda a política externa das nações. Mostra-se especificamente como a “guerra ao terror” não tem nada a ver com terrorismo ou uma ameaça séria ao mundo ocidental e tudo a ver com a necessidade de manter o acesso às fontes de energia.

Em inglês, sem legendas.