Página de Diário II

Hoje ouvi – na boa companhia dos meus alunos estudantes de Teatro – um poema de Bertolt Brecht. Fizemos o exercício de apontar o verso ou as palavras mais marcantes para cada um de nós:

 “uma testa sem rugas é sinal de indiferença (…)

que tempos são esses onde falar de flores é quase um crime (…)

nada do que faço me dá direito de comer quando tenho fome (…)

deitei-me entre os assassinos (…)

fiz amor sem muita atenção (…) [a que melhor gravaram na memória!]

assim se passou o tempo que me foi dado viver (…)

não pudemos ser bons amigos (…)”

Ficam aqui alguns dos versos. Vale a pena ouvir tudo: «Aos que virão depois de nós».

Comments

  1. Sónia says:

    Embora sem contexto, cada uma das frases parece “dar pano para mangas”!
    Obrigada por partilhares.
    Beijinhos


  2. Muito curioso, e o “fiz amor sem muita atençao”- pelos vistos a mais gravada – , dever~se-á por certo, a estarmos num tempo que se faz tudo muito depresa, muito descartável.

    E o amor faz-se sem ser com amor e carinho, só pelo sexo do momento o que é definitivamente pouco em nós, “ainda” humanos.

    Um abraço.

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