Tendo a sua beleza, e ironia, que o dia mundial da árvore e da floresta coincida com o dia mundial da poesia, aqui apenas vou focar o primeiro. A cada operação urbanística, a que pomposamente se costuma chamar requalificação, é frequente haver árvores envolvidas e a sua envolvência consiste no abate. Parece existir um ódio às árvores. São cortadas, no seu lugar aparecem ruas e praças estéreis. Para disfarce plantam-se amostras de árvores que, apenas décadas passadas, terão igual força. Altura em que, naturalmente, serão requalificadas com um abate.
Foi este o tema que me trouxe para a bloga. Hoje, o ciclo repete-se.







caro amigo,
Com os anti-histamínicos que tenta gente anda a tomar por causa das alergias respiratórias, cutâneas e oculares, anda tudo ensonado, a espirrar e com falta de ar.
Já viu as consequências a nível do trabalho e do SNS?
Também gosto de árvores. Mas há umas que deviam ser substituídas.
Atchimmmm……acttchim….
Por falar em poesia.
“Já que o coito – diz Morgado –
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou – parca ração! –
Uma vez. E se a função
faz o órgão – diz o ditado –
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.”
Natália Correia
Os choupos e os plátanos, suponho. Terríveis. Mas há tantas outras mais interessantes. Penso eu de que 🙂
É realmente uma pena que se destruam tantas árvores por motivos fúteis.
Não resisto a comentar aqui outra coisa relativa às árvores, que me tem deixado profundamente irritado nos últimos anos: as podas desfiguradoras.
Não sei o que se passa, mas de há uns tempos a esta parte as câmaras municipais fazem podas que transformam a mais bonita árvore numa autêntica aberração. Às vezes apenas sobrevive ao insensato corte um feíssimo e confrangedor toco que nos revolta cada vez que o temos que enfrentar.
Inclusivamente, recordo-me de ter lido, já há cerca de vinte anos, um alerta do Departamento de Botânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra avisando que essas podas “radicais” encurtam consideravelmente o tempo de vida das árvores vítimas das mesmas. Se isto é verdade, porque é que se insiste em tal disparate?