Hoje também é dia mundial da árvore e da floresta

Tendo a sua beleza, e ironia, que o dia mundial da árvore e da floresta coincida com o dia mundial da poesia, aqui apenas vou focar o primeiro. A cada operação urbanística, a  que pomposamente se costuma chamar requalificação, é frequente haver árvores envolvidas e a sua envolvência consiste no abate. Parece existir um ódio às árvores. São cortadas, no seu lugar aparecem ruas e praças estéreis. Para disfarce plantam-se amostras de árvores que, apenas décadas passadas, terão igual força. Altura em que, naturalmente, serão requalificadas com um abate.

Foi este o tema que me trouxe para a bloga. Hoje, o ciclo repete-se.

one tree one swing one child

Comments

  1. patriotaeliberal says:

    caro amigo,

    Com os anti-histamínicos que tenta gente anda a tomar por causa das alergias respiratórias, cutâneas e oculares, anda tudo ensonado, a espirrar e com falta de ar.

    Já viu as consequências a nível do trabalho e do SNS?

    Também gosto de árvores. Mas há umas que deviam ser substituídas.

    Atchimmmm……acttchim….

  2. patriotaeliberal says:

    Por falar em poesia.

    “Já que o coito – diz Morgado –
    tem como fim cristalino,
    preciso e imaculado
    fazer menina ou menino;

    e cada vez que o varão
    sexual petisco manduca,
    temos na procriação
    prova de que houve truca-truca.

    Sendo pai só de um rebento,
    lógica é a conclusão
    de que o viril instrumento
    só usou – parca ração! –

    Uma vez. E se a função
    faz o órgão – diz o ditado –
    consumada essa excepção,
    ficou capado o Morgado.”

    Natália Correia

  3. jorge fliscorno says:

    Os choupos e os plátanos, suponho. Terríveis. Mas há tantas outras mais interessantes. Penso eu de que 🙂


  4. É realmente uma pena que se destruam tantas árvores por motivos fúteis.
    Não resisto a comentar aqui outra coisa relativa às árvores, que me tem deixado profundamente irritado nos últimos anos: as podas desfiguradoras.
    Não sei o que se passa, mas de há uns tempos a esta parte as câmaras municipais fazem podas que transformam a mais bonita árvore numa autêntica aberração. Às vezes apenas sobrevive ao insensato corte um feíssimo e confrangedor toco que nos revolta cada vez que o temos que enfrentar.
    Inclusivamente, recordo-me de ter lido, já há cerca de vinte anos, um alerta do Departamento de Botânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra avisando que essas podas “radicais” encurtam consideravelmente o tempo de vida das árvores vítimas das mesmas. Se isto é verdade, porque é que se insiste em tal disparate?

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