A Divina Razão.

Uma das coisas a que já me habituei, como católico, foi a ser discriminado. Hoje, ser católico é estar do lado errado da bancada, junto da equipa perdedora. Ser moderno é ser ateu, de Esquerda, totalmente liberal (em todos os sentidos do termo), amoral e amigo dos animais.
Primeiro vem a condescendência: como é possível que alguém se deixe enganar pela religião? Indivíduos cultos e inteligentes não veneram santos, nem adoram deuses. Deixam-se estimular pela Razão. Este super-homem racional, pretensamente asséptico no tocante ao ódio e à paixão é o primeiro a atirar as pedras. Dificilmente parará para pensar antes de disparar.
Depois vem o alvo Igreja. Ateus, agnósticos ou simplesmente ignorantes sabem tudo sobre a Igreja, mesmo sem serem crentes ou praticantes. Sabem tudo sobre o múnus dos sacerdotes e os fins das suas acções, alcançam mais longe no tocante  a liturgia e teologia. Se vêem ouro gritam logo: luxo! Se vêem padres gritam logo: pedofilia! Para eles britava-se as pedras das igrejas, derretia-se o ouro das alfaias e vendiam-se as obras de arte. O tecto da capela Sistina recortado para decorar museus ou habitações particulares ou a Pietá de Miguel Ângelo convertida em estátua de jardim. Com o produto da venda alimentava-se a fome no mundo inteiro, por um dia. E no dia seguinte, sem comida, nem arte, voltavam à carga. Porque o objectivo desta gente não é que a Igreja mude, tão-somente que desapareça.
Hoje ninguém quer saber sobre o significado no dourado nos cálices, da simbologia do veludo ou das cores nas vestes papais ou ainda da importância criadora do cristianismo na História do mundo. Que interessam as igrejas recheadas de santos e altares em talha? Os frescos ou os mosaicos? As pinturas ou as partituras de Mozart e Bach, dedicadas a Deus, a Cristo, à Virgem e aos Santos? Tudo isso é luxo que devia eliminar-se para bem da paz e para saciar a fome. Afinal, num mundo sem lembranças da religião, não existiria nem violência, nem ódio, nem necessidades. Está perante os nossos olhos a resposta: numa Europa secularizada não caminhamos para a serenidade. Bem pelo contrário.
Sou o primeiro a querer que a Igreja mude, sabendo que sendo obra de Homens será, como todas as obras de Homens: imperfeita. Aspirar às coisas divinas é querer ser melhor. E como não sou proselitista, não pretendo, como católico, impingir uma Verdade de que comungo. Mas não posso deixar de ficar chocado quando, estribando-se o ateísmo na Razão, os seus sectários sejam tudo menos racionais agindo pela força na falta de argumentos.

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Pos falar é fácil – “DIZER” ér que já não há ciltura nem outras coisas para dizer algo válido – é o esvaziamento até do “pensar” – não se pensa – diz-de – não se diz senão bocas e abocanhadelas reformam as opiniões erm ideias

  2. Ricardo Santos Pinto says:

    Ateu, de Esquerda, liberal nos costumes, amigo dos animais? Olha, sou eu! E amoral, já agora, também achas que sou?

  3. Ricardo Santos Pinto says:

    Não era o S. Francisco que também era amigo dos animais? Nunca pensei que fosse algo assim tão moderno e «na moda».

  4. Rui Amantino says:

    Tudo que se construa no futuro será sempre obra dos homens,para uns será perfeita,para outros terá sempre imperfeições,mas se os alicerces estiverem assentes na verdade o futuro será magnifico. A verdade é um problema.

  5. palavrossavrvs says:

    Bravo! Mil vezes bravo!


  6. Nem me apetece comentar!


  7. Concordo com o seu ponto de vista e coragem oportuna de o partilhar quando aqui ao lado noutro “post” se expõem posições contrárias no tom que particulariza.
    Apesar dos caminhos da vida me terem afastado da fé tive a oportunidade de conhecer a igreja católica de perto. Sinto que muitos dos que lhe apontam o dedo com as suas certezas confundem algumas árvores com a imensidão da floresta… A “igreja” é para esses apenas a “fogueira” e o “poder”… Não relativizam, não enquadram. Infelizmente não acrescentam argumentos lúcidos nem substancia histórica ou estatística…
    Por isso, na qualidade assumida de “ateu”, deixe-me dizer-lhe que prezo mais quem assume com humildade e compaixão uma fé do que aqueles que a condenam com insultos e fragilidade de raciocínio.


  8. Coitadinho de ti, tao descriminado que tu andas! ‘Tou cheio de peninha dela! Faz já uma tourada e reza duas avé marias que isso passa!


  9. “Para eles britava-se as pedras das igrejas, derretia-se o ouro das alfaias e vendiam-se as obras de arte” Excelente ideia, afinal só precisas de rezar uma Avé Maria!

  10. Ricardo Santos Pinto says:

    Já agora, Nuno, apesar de concordar totalmente com os posts que tu criticas e apesar de não ser católico e de termos muitas divergências nesta área – quantas vezes já discutimos isto? – deixa-me dizer-te que é um excelente post, revelador – como diz o comentador anterior – de uma grande coragem.
    No seguimento de uma outra conversa privada, está aqui a resposta. É por isto que os teus posts são importantes. Palavra de ateu – ou lá perto. E palavra de esquerdista, libertino e amigo dos animais.

  11. patriotaeliberal says:

    Estes artigos fazem-me lembrar as discussões que costumava ter quando era adolescente. Sobre a Igreja e sobre a fé religiosa.

    Muita discussão, muitos argumentos de parte a parte, horas a fio. A disciplina de Filosofia, apesar dos constrangimentos da escola do estado novo, aguçava-nos o desenvolvimento de alguma argumentação.

    Só mais tarde, muito mais tarde, entendi que, a partir de um certo ponto, não há mais debate possível porque se trata de uma questão de fé ou de falta dela.

    Absolutamente natural, quer para os que a têm ou para os que não a têm. Sem dramas e com uma grande dose de maturidade e de abertura mental.

    Mas que foram tempos aliciantes, na minha adolescência, lá isso foram.

  12. patriotaeliberal says:

    A propósito, dizia-me o meu filho mais velho, numa daquelas conversas ao jantar, que, apesar de ser ateu, não lhe causava nenhum transtorno casar-se pela igreja caso a mulher dos seus sonhos fosse católica e fizesse muita questão num casamento católico.

    Já o mais novo recusava tal perspectiva por ser uma falta de respeito para com a outra pessoa e para consigo mesmo.

    Sei que me pediram a opinião e a conversa gostosa, como são quase todas as conversas com adolescentes, acabou.

    Uma nota interessante que me lembrei agora: Os meus filhos frequentaram uma escola católica (com parceria com o Estado) do 5º ao 12º ano/ do 5º ao 9º ano. Por questões de compatibilidade de horários dos pais e de proximidade.

    Apesar de não serem baptizados, nunca ninguém na escola se referiu a tal facto ou levantou tal questão, o que me surpreendeu muito positivamente.

    Andava o mais velho no 7º ano quando foi pedido que os alunos respondessem a uma questão sobre Deus. Cito de memória o que ele escreveu no início:

    “Deus é a certeza para muitos e a dúvida para outros tantos”

    (o texto que escreveu foi escolhido, entre outros, para ser exposto durante a semana da escola)

  13. Konigvs says:

    Ser descriminado por ser católico, num país em que mais de 90% das pessoas se dizem católicas? Juro que nunca pensei ver os católicos, dois mil anos depois, a fazerem-se de vítimas, depois de ter sido a própria igreja católica que ao longo dos anos mais gente matou, fazendo de Hitler ou Estaline uns meninos do coro!!

    Eu não tenho nada contra as convicções religiosas de cada um, o que critico é a hipocrisia tanto da igreja católica como dos seus crentes. Também critico viver num país laico e ver que a igreja ainda tem direito a feriados enquanto temos o feriado mais importante da nação ser mandado para o lixo. Isso sim é ser descriminado!!

    Como dizia o outro “À mulher de César não basta ser sério é preciso parecê-lo”, e a igreja nunca quis ser levada a sério. Liberal é a igreja que aceita tudo dentro de casa, não interessando se as pessoas cumprem o que a igreja diz ou não, o que interessa é que as pessoas lá vão casar ou batizar os filhos, mesmo que não vão à missa há dez anos, mas o que interessa é que lá vão pelo menos nesses momentos porque as igrejas estão cada vez mais vazias. Aceita tudo menos divorciados ou gays, a esses a igreja é vedada pois arderão no fogo do inferno!!

    Ainda à poucos anos na igrejas os padres falavam latim e as bíblias eram proibidas de se terem casa. Entretanto trocou-se o “dominus vobiscum” pelo português e os portugueses já podem comprar as bíblias, apesar de ser só um livro para estar ali na estante a enfeitar que fica sempre bem na casa dum bom cristão. Os padres desceram à terra e falam agora português mas o que se faz dentro das igrejas? Uma espécie de ritual em que se lêem determinados evangelhos (que convêm) ao longo do ano e vão sempre sendo repetidos, e são sempre os mesmos e nada muda!! Numa vi desde que me conheço ver a igreja católica ao domingo reunir as suas ovelhas, e explicar a bíblia, o contexto histórico e a suposta palavra do seu “deus”!!
    Fala-se português nas igrejas, mas nada se ensina, nada se esclarece, o padre fala e as ovelhas respondem automaticamente naquela ladainha aprendida desde cedo na catequese. E como é lógico a igreja nunca quis esclarecer nada nem ninguém não é? Quer-se é as pessoas incultas, ignorantes, para muito mais facilmente se deixarem levar pelos seus dogmas. Só pode ser obra de Satanás que agora até os filhos dos pobres possam ir para a escola aprender a ler!

    Sobre o chocar, eu também fico muito chocado com a igreja, a começar por Fátima. A igreja sabe que aquilo é o maior embuste alguma vez feito em Portugal, mas continuam todos a manter o teatrinho e o papa continuá sempre a vir a Portugal porque sabe que Fátima é o melhor dos “off shores” do Vaticano.

  14. Paulo Pinheiro says:

    O sr faz neste post aquilo que critica nos outros, i.e., exagera e generaliza.
    E a única “discriminização” de que sofre é não estarem no governo por sermos um estado laico (e não se podem queixar uma vez que lá têm o Portas e a Cristas).
    De resto, com as declarações que alguns representantes da igreja têm feito nestes últimos tempos (vide o caso da chuva), que espera que um racionalista naturalista diga?
    Para terminar, a do amoral é ofensiva e só demonstra que, para si, é mais importante ser-se crente que boa pessoa. Lamentável.

    Passe bem e as melhoras


  15. Mais do que o ser-se descriminado por se ser Católico, é o ser-se descriminado por se dizer que se é Católico e por se ter a “ousadia” de o defender.
    Um post realista, cheio de coragem,, com o qual concordo e que subscrevo.
    Muito gostaria de ter sabido dizer tudo isso, com a calma com que o fizeste.
    Bravo Nuno

  16. António C. Mendes says:

    Sem dúvida belo post. Espero, permanentemente, que a Igreja se molde ao nosso tempo. Não sei como o poderá fazer mas, é melhor pôr-se a pensar nisso. Não devendo e não podendo – graças a Deus – impor fé, devemos pelo menos tentar ser exemplares na vivência da mesma (quando a temos). A Igreja é feita de homens. Muitas vezes, como em todos os universos onde há influência humana, homens de má fé praticam o impensável e com isso arrastam como se fossem rebocadores superpoderosos aquilo a que pertencem para a desgraça. São muito poderosos e as suas acções conspurcam a imagem de outra gente boa (existente em numero muito maior) que todos os dias tenta (tenta, pois em absoluto não o conseguirá nunca – mas tenta) levar o que é ser verdadeiramente válido mais longe, mas que, para além de todas as dificuldades, tem que carregar a má imagem que não ajudou a criar.
    A Igreja fundou-se em cima de algo divino e infinitamente bondoso. Talvez, a sua única matriz moderna só possa ser mesmo essa, bondade absoluta. O primeiro passo terá que ser sempre o respeito à diferença (respeito puro) mais até do que a compaixão (facilmente confundida com paternalismo e condescendência). A Igreja sofre hoje ataques permanentes e de grande intensidade mas isso sempre aconteceu e sempre acontecerá. Comparando com alturas de grande perseguição, esta nem é uma era assim tão conturbada. Nas piores alturas foi a bondade que sempre salvou a Igreja, por isso, embora lá usá-la.


  17. Pois é , não falaste de quando eu em criança com 8/9 e10 anos,para trazer 1 pão do seminário de Vilar no Porto , eu tinha que ouvir a missa em latim as 8 horas da manha , antes de ir prá escola . E da tortura que me fizeram durante anos a uma criança com os pecados e as labaredas do inferno . Os horrores pelo qual uma criança passa com todos os medos e castigos que voces adultos conscientes fazem passar uma criança e ainda nos dias de hoje insistem em lavar o cérebro as criancinhas.O Povo esta a abrir os olhos , e voces estão-se a sentir perdidos . Ai e agora queixam-se que estão a ser discriminados . Mas entretanto OS FERIADOS HISTóRICOS NACIONAIS JÁ ERAM , E OS CATÓLICOS SÓ PRO ANO . Ainda falas, mas é de papo cheio , O Povo já não vai nas vossas falinhas mansas . o conhecimento agora chega a todos , por isso voces agora estão a atacar as NOVAS TECNOLOGIAS ,Vai-te preparando vai, porque o homem ja tem aparelhos e maquinas espalhadas pelo Universo e não virão deus em lado nenhum.


  18. Este super-homem racional, pretensamente asséptico no tocante ao ódio e à paixão é o primeiro a… ir à cartomante (ou ao professor karamba) quando está aflito e não sabe o que há-de fazer.
    “Ganda poste”.

  19. alexandra says:

    “A igreja é feita de homens”…e as mulheres, não são ninguém? Já bastante extermínio praticou a igreja.


  20. Realmente, ter pessoas a acharem que você acredita em coisas ridículas é o cúmulo da discriminação. Proibir outros de casar com quem querem ou ter filhos? Perfeitamente normal. Ser despedido por causa daquilo em que (não) se acredita? É para meninos. Ter os direitos sobre o nosso próprio corpo ameaçados? Nada de mais. Ser-se violada e ter um juíz a dizer que a culpa foi da mini-saia? Tudo está bem. Realmente, não há discriminação tão má como fazer parte da maioria, ter os feriados da sua religião serem feriados oficiais do país, ter uma igreja da sua religião em cada esquina, e ainda assim poder escrever um blog a chorar do quão discriminado se sente, porque veja lá há pessoas que se atrevem a pensar de forma diferente da sua e a afirmá-lo! Que vergonha!

  21. Konigvs says:

    Comentaram aí sobre a igreja e o governo e isto é um tema muitíssimo interessante.

    Quem foi senão a igreja a primeira instituição a difundir o capitalismo? Pois é verdade!
    Como todos nós estudamos na escolinha, a determinado momento a igreja lembrou-se, por que não poder então comprar-se o jejum da quaresma? Quaresma que como todos sabem é o período de tempo, quarenta dias, em que os católicos são obrigados a jejuar, abster-se de comer carne, e da outra, o pecado da carne, durante quarenta dias.
    E então o Papa anunciou esta coisa fascinante, a igreja podia vender as indulgências, que como sabem significa que a igreja perdoaria o pecado de não cumprir o jejum e a abstinência desde o católico se chegasse à frente com um bom dinheiro, e de imediato deus perdoaria este católico rico. Ao invés, a todos os outros, os que não tinham dinheiro para pagar, que cumpram tudo direitinho, custe o que custar, se não querem arder no fogo do inferno para todo o sempre.

    Como isto me soa tão familiar nos tempos em que vivemos.


  22. Nem mais! Um poste cheio de verdade

  23. Tito Lívio Santos Mota says:

    Caro e Excelentíssimo Nuno Resende.
    Eu preferiria mil vezes estar errado que ter razão consigo.

    Se vocência tivesse razão, o mundo não teria evoluído coisa nenhuma desde que a Lucie desceu da árvore.
    Para quê acabar com a Inquisição se, pelos vistos, faz tanta falta?

    A diante !

  24. alexandra says:

    A tudo isto, ainda arrastando com o Divino e o Humano, desde a Casa de Deus, a mulher vê-se sujeita à discriminação de género, pois mulheres religiosas com vocação oficiante, vêm-se impedidas de fazê-lo pelos santos patrões da Casa. Ë bem delicado todo este assunto de igreja e sociedade, porque precisamente envolve sensibilidades reais que pouco têm que ver com astúcias institucionais.

  25. O país é Lisboa o resto é paisagem says:

    E ser ateia lá para as bandas do Minho? Pois … quando lá vou visitar a família percebe-se mesmo que os coitados dos católicos são discriminados! Nem me atrevo a dizer que sou ateia! Seria olhada como um bicho estranho. Mesmo na zona centro, onde vivo, a pressão para batizar, catequisar, etc os nossos rebentos não deixa de estar presente. O país não é Lisboa.
    Ah, só mais uma coisinha: ser ateu não significa ser amoral. Que mania é esta de achar que, sem a religião, estaríamos perdidos num mundo sem valores e sem moral?
    Já agora, qual é a moral de matar em nome de uma religião?
    Machado


    • A resposta mais original, de todas as que tenho lido aqui: o ateísmo regionalista! E termina com uma bela associação entre matar e machado. Haja boa disposição 🙂

  26. Paulo Pinheiro says:

    Ateísmo regionalista? Ó Nuno, passou completamente ao lado do que se queria dizer no comentário, só não percebo se por distração ou incapacidade!
    De facto, haja boa disposição, que remédio 🙂


    • Talvez tenha sido incapacidade, pois como sabe vivo nas trevas medievais. Arrojo-me aos pés da divindade como um pobre destituído de razão.

  27. MAGRIÇO says:

    Não deixa de ser curioso que o autor do poste tenha agarrado nas pedras e as tenha arremessado de volta. Parece-me ser um pouco excessivo apodar de “amoral” os que não comungam das suas crenças, o que faz recair a acusação de “arremesso de pedras sem parar para pensar” sobre si próprio. Mas não ficam por aqui as contradições de tão versado crente sobre liturgia: depois de admitir que a igreja é obra de homens, acusa os não crentes de não serem racionais e de falta de argumentos. Tanto quanto a minha ignorância sobre o sagrado me permite saber, a ideia de deus nada tem de racional, uma vez que é pura e simplesmente abstracta. E se em vez de puir tanto as calças nos joelhos tivesse um pouco mais de interesse pela ciência, saberia que a Arqueologia já forneceu muitas pistas sobre a origem das religiões, e que muito (quase tudo) da liturgia e outras práticas católicas eram já celebradas por civilizações muito anteriores a Cristo, o que normalmente é conhecido por práticas pagãs, que foram copiadas e transcritas para a Bíblia. Não pretendo impor a ninguém a minha verdade, mas, por favor, não me queiram vender a vossa e sobretudo não insultem quem não foi abençoado com a graça do conhecimento divino.

  28. patriotaeliberal says:

    Ámen!

  29. patriotaeliberal says:

    Áinda bem que quem não é baptizado e tem o azar de morrer já não fica no limbo.

    • Tito Lívio Santos Mota says:

      posso ser um pouco sarcástico?
      Espero que o tribunal de Deus, lá para os fins do Purgatório, funcione melhor que o que acaba de inocentar um bando de católicos larápios que cortavam sobreiros para empreendimentos amigos.
      (digo católicos porque militam num partido católico).
      Ou seja, Deus queira que a Troyka ainda não seja o caminho do Céu 🙂
      Fora de brincadeiras, concordo com a maioria, isto é, essencialmente com os que usam menos os joelhos das calças que a cabeça.
      Até porque pensar não custa nem paga imposto, ou côngrua 😉
      Mesmo em tempo de crise e até com fé em Deus, pensar continua livre e acessível à maioria.
      O problema é que a forma mais comum de preguiça não é a física mas a mental.

      Boas férias, para quem as tem !

  30. Dora says:

    O Limbo na Igreja Católica Apostólica Romana, é “um lugar fora dos limites do Céu, onde se vive a plena felicidade natural, mas privado da visão beatífica de Deus” e, por isso, da felicidade suprema e eterna[1].
    Mais precisamente, o Limbo seria um lugar para onde iriam as almas inocentes que, sem terem cometido pecados mortais, estariam para sempre privadas da presença de Deus, pois seu pecado original não teria sido submetido à remissão através do batismo. Iriam para o limbo, por exemplo, as crianças não-batizadas e as almas justas que teriam vivido antes da existência terrena de Jesus Cristo [1].
    “O Limbo não deve ser confundido com o estado de purificação do Purgatório que seguiria o juízo particular e antecederia o ingresso das almas na beatitude celeste. No Limbo, não haveria penas nem purificação a serem realizadas” [1].


  31. Bom, alguns leitores gostam de fazer equivaler “fé” a “religião”.
    Não posso ter fé numa entidade indefinida sem a enquadrar numa prática religiosa? Ou a fé dos homens tem que ser contentorizada para ser válida?
    A sério, sem regionalismos.

  32. alexandra says:

    Ocorre-se -me que a vivência da fé amassa-se num sem fim de contingências âs que cada ser particular está exposto. Pode ser tão pura, que o estupor, não se sossega perante a “bola” que originariamente a teceu, quando a percepção do engano fustiga a crua realidade. Ë realmente para chorar. De criança, de grande ou de velho E quantas pessoas inocentes na sua fé passam pela vida vidradas na bicha que leva ao céu, validando e revalidando parafernália da que se sustenta a religião católica…fora disto, dos usos hipócritas da religião, que apartado tão cansativo de sofrer, por quem não os comunga, ai.


  33. “Digo católicos porque militam num partido católico”. É sempre bom quando pedimos que não generalizem connosco e generalizamos com os outros.
    O senhor Tito Lívido pode sempre, que aqui não há censura, pelo menos da minha parte.
    Ainda me há-de explicar o que são joelhos das calças. Depreendo que por vezes o sr. Tito use os joelhos dos braços para arrostar-se ante a sua divindade da razão? Nesse caso bem lhe digo que prefiro usar os joelhos das calças.


  34. Caro Magriço, adorei o seu comentário (#29)!

    Focou o caro amigo um dos mais pertinentes factos da história: ela não começou no ano 0 aquando do nascimento de um sensato e sábio pensador chamado Jesus! Os milhares de anos de história anteriores a isso, não totalmente explicados ainda à luz da ciência actual, são alvo, para a religião e seus devotos, ou de convenientes esquecimentos, ou de engenhosas distorções, ou servem ainda para absurdas fundamentações baseadas em milagres e fantasias afins. Mas a verdade é que esses milhares de anos de história encerram verdades que são demasiado incómodas para a igreja. No dia em que os horizontes da humanidade se alargarem para além dos dois mil anos de história da igreja, esta, queira ou não, ruirá, rapida e estrondosamente!

    Lamentavelmente, a igreja, também neste aspecto, é como a política de governação: quanto mais ignorantes forem as pessoas mais fáceis são de manipular.

  35. alexandra says:

    Com o dos “joelhos das calças”, lembrei uma senhora cuja “empregada” devota, esfolava os joelhos à volta da capela, não só por si mesma, senão por encargo da “sua senhora”, para a sua particular “salvação”. Isto também é Portugal, ainda atual, chame-se Minho ou Douro Litoral. Em cima, mal pagada, claro. De qualquer forma, não há dinhero que pague certos caprichos Humano-Divinos.

    • Tito Lívio Santos Mota says:

      há talvez uma particularidade na Igreja Católica que nos poderia ser útil hoje em dia.
      Quando “oficializaram” o tal milagre de Fátima (não a filha do outro profeta, mas um descampado para as bandas de Mira de Aire), nem um mês passou para que fizessem a puxada da luz lá para o descampado, começassem a construir estrada, hotel e até uma prisão, sim, uma prisão (sabe-se lá porquê).
      O Dario até tens umas fotos giras duma linha de CF que para lá mandaram.
      Proponho portanto a seguinte solução para os males do país, seguindo nisto a recomendação que o Garrett faz nas “Viagens na Minha Terra” e que consistia em mudar de governo todos os meses para que Lisboa tivesse enfim todas as ruas calcetadas :
      já que o milagre de Fátima tanto fez pelo descampado onde aconteceu, porque não pedir à Virgem que apareça pelo menos em cada um dos 306 concelhos portugueses?
      Ou uma vez por todas mas de maneira estrondosa perante a Troyka , para ver se se resolve a crise.
      O problema é que a maioria da Troyka é constituída por hereges protestantes e são capazes de negar a “evidência”, ou emanência, enfim, como quiserem.

      Quer-me parecer que a Virgem é uma senhora muito dada a regimes pouco democráticos e bastante inimiga do progresso material dos povos.
      É que, a Igreja não explica porquê, só aparece quando a vida dos pobres começa a melhorar duma maneira ou de outra.
      Quando há Salazares, Pinochets, Sarkozys ou Passos de Coelho, dá-lhe sumiço.
      Coitada, talvez cansada de ver o que fazem em nome dela.

      Um dia destes vou a Notre Dame e pergunto-lhe.


      • A linha do comboio junto ao santuário acredito que fosse uma linha de bitola 60 cm, uma linha industrial, para ali fazer chegar a pedra tirada de algum canto não muito longe.
        Tal processo de “linha industrial” foi usado também na construção do porto de Leixões e na exploração florestal das matas de Leira/Marinha Grande/São Pedro de Moel.

        • Tito Lívio Santos Mota says:

          eu sabia, mas usei de má-fé.
          Tinha esperança que a Virgem cobrisse os 306 concelhos com CF.
          Mas se fosse de bitola 60cm dava pouca serventia.
          Espera, talvez sim. Com bitola 60 é que não punham lá TGV nenhum. O governo vai aprovar com certeza 🙂


  36. Felgueiras já não precisa. Passou por lá uma Fátima que operou um daqueles milagres que os republicanos apelidam de ética: a chamada sonegação da coisa pública. E veja quão extraordinária foi esta senhora, então ao serviço do Partido Socialista que como Santo António tinha o poder da bilocação. Tanto estava em Portugal como no Brasil! Mas descanse que em faltando Fátimas, haverá sempre milagres da subtracção na República Portuguesa.

  37. Tito Lívio Santos Mota says:

    é sabido que nas monarquias todos os políticos são exemplos de probidade e honestidade.
    E nas monarquias absolutas, nem se fala, que o digam os habitantes dos Emiratos 🙂
    é pá, anda por aí um Emir a dar guita a torto e a direito cá pela França. O melhor é pedir-lhe.
    Mas, entre tanto, é preciso que nem o Porto, nem o Sporting nem o Benfica ganhem contra o Paris-Saint-Germain, que o homem fica fulo.

    Como esta conversa tem momentos de pausa, pelo menos para mim, pus-me a pensar cá numa coisa : há 30 anos que vivo em França, já discuti religião com tudo quanto há de crenças e não crenças. Mas nunca ouvi um católico dizer que era descriminado, nesta República Laica.
    Reparem que nunca falei com membros do Front National, único sítio onde me arriscava a ouvir enormidades destas.
    Eu sei porquê. Porque os católicos franceses têm pudor e vergonha na cara. Sabem o que fizeram e o que fazem às outras religiões. Sabem do apoio da Igreja Católica ao regime de Vichy, da sua colaboração com a Alemanha Nazi, da amizade de Pio XII com Hitler quando ainda era apenas Cardeal Bispo de Munique, sabem do ensurdecedor silêncio perante a deportação, etc.
    Têm fé (estão no seu direito) mas têm um mínimo de respeito pelo próximo.

    Mas em Portugal infelizmente alguns não têm. Em Portugal gabam-se até da colaboração ativa da Igreja Católica com Salazar, da sua oposição ao Liberalismo e à República. Ou então tentam esconder o “Sol” com a “peneira” da obras de caridade ou o discurso mais ou menos correto de algum pároco de aldeia.
    Há alguém que imagine não haver gente correta e decente no ceio da Igreja Católica?
    Isso muda alguma coisa em relação à sua atitude global de roubalheira, oportunismo e propagandismo obscurantista?

    Era bom que assim fosse.

    Ser católico é um direito inquestionável.
    Ser um trapaceiro hipócrita é que não.


    • É um verdadeiro democrata o sr. Tito Lívido. Pois eu acho que ser católico, trapaceiro hipócrita ou o que quer que sejam ser, é um direito inalienável.
      Mesmo com assassinos do português sou condescendente e seria incapaz de pedir a guilhotina por eles.

      • Tito Lívio Santos Mota says:

        eu, que não sou católico, posso ser portanto um fervente opositor à Pena de Morte, cuja nunca foi condenada pela Igreja Católica (nem por qualquer outra religião constituída).
        Mesmo se muitos católicos, protestantes, judeus e muçulmanos partilham a minha oposição.
        Mas, sejamos coerentes, a aplicar uma pena capital, seria mais lógico recorrer à roda ou aos tratos de pulé que a dita Guilhotina pretendeu abolir.
        Seria mais monárquico.
        A guilhotina só foi criada para abolir as condenações “infames” (pelourinho, etc.), torturas até à morte (roda), e aplicar uma pena considerada menos “bárbara” a todos os condenados e não apenas aos membros da nobreza, cujos eram o únicos a terem esse direito.
        Daí o célebre artigo 3 do código Penal francês : Todo condenado à morte, será decapitado.

        É certo que, 200 e tal anos depois, estas coisas pareçam duma barbaridade indescritível.
        São.
        Mas a História não se analisa em função dos valores de hoje mas dentro do contexto da sua época.
        Na época, a guilhotina foi um progresso considerável em relação às práticas monárquicas em matéria de pena capital.

        Podiam ter logo abolido a pena de morte?
        Talvez. A questão foi apresentada à Convenção (parlamento).
        Foi chumbada por maioria.
        Apenas 3 votaram a favor da abolição : entre eles Robespierre e Saint-Just.

        Interessante, não é verdade?

        E foi então que se decidiu que, pelo menos se abolissem as penas degradantes e de tortura.
        Depois discutiu-se o método.
        Decidiu-se entre “baixar” todos os condenados ao nível da forca ou “subí-los” ao nível da decapitação (que se julgava mais “humana”).
        Decidiu-se esta última.
        Faltava o como, pois sabia-se que, para decapitar alguém, em regra geral se usavam pelo menos duas espadas, o que causava problemas.
        Não estávamos ainda no tempo do “terror” apenas se referiam ao volume médio de execuções praticados geralmente, também no tempo da monarquia.
        Tratava-se de delitos comuns e não políticos.

        Foi então que um médico, o Senhor Guillotin, apresentou a sua invenção.
        Permitia decapitar de forma rápida e com lâmina que não se desgastava rapidamente.

        Foi essa a razão que levou à adoção da invenção do Dr. Guillotin.

        E foi esse o método usado também em monarquias como a alemã, a belga, etc.
        Até à abolição da pena de morte nesses países.

        É de notar que a Monarquia espanhola preferia o garrote, método que foi usado até 1975, como muitos devem estar lembrados.

        Por último e como sinto que me vai sair com aquela do “Terror revolucionário” devo informa-lo que o terror dito “branco” que se seguiu à Restauração burbónica de 1815 fez igual número de vítimas que a precedente.
        Só que alguns “historiadores” acham conveniente passar sobre essa coincidência.

        Por mim, acho que são hipócritas mas também estúpidos. O volume de mortos dum “terror” nunca pode desculpar o “terror ” alheio.
        Mas talvez seja por eu ser republicano, sabe-se lá 😉

        E agora, como diriam os meus sobrinhos : “aprenda, que eu não duro sempre” 🙂


  38. As coisas que eu aprendo consigo, veja lá. Que a Igreja Católica é favor da Pena de Morte. Nem vou perder tempo a explicar-lhe o teor da Evangelium vitae.
    Nem a dissecar as constantes contradições em que cai, como esta: «Mas a História não se analisa em função dos valores de hoje mas dentro do contexto da sua época.» Então porque é que está constantemente a chamar à pedra o Passado para justificar a supremacia republicana nos dias de hoje? A Holanda é hoje menos democrática que a França só por não ter um presidente? A democracia avalia-se em função de um cargo?
    Mas já estamos a desconversar que o assunto aqui é outro.

    • Tito Lívio Santos Mota says:

      A Holanda é evidentemente menos democrática em dois pontos pelo facto de ser monarquia :
      Tem um chefe de estado que não depende da vontade popular e uma oligarquia hereditária com privilégios que não são devidos aos méritos das pessoas que a compõem mas a herança familiar sem que tenham que fazer seja o que for para os manter, ao contrário duma qualquer oligarquia capitalista (neste ponto são ainda mais parasitas que os Betencourt ou os Melo ou Azevedo).

      Sarkozy é talvez das pessoas que mais detesto e por quem tenho maior desprezo mas, prefiro mil vezes ser governado por um mentecapto oportunista eleito por 53% dos eleitores franceses na eleição mais concorrida desde 1946, a dever obediência vitalícia ao filho de não sei quem, só porque é filho do tal não sei quem e teve um antepassado a matar mouros.


  39. “[…]ao filho de não sei quem, só porque é filho do tal não sei quem e teve um antepassado a matar mouros.”
    A sério, mas será possível discutir abertamente, sem preconceitos e ao mesmo nível de seriedade com alguém que diz estas coisas? O sr. Tito Lívido acredita mesmo nisto que escreve? Considera-se uma pessoa culta, sem preconceitos e perfeitamente disponível para aceitar o bom senso?
    Acha que aquilo que escreveu é argumento para apresentar numa discussão académica, por exemplo? Imagine dois politólogos a discutir sobre uma eleição e um deles proferia algo daquele género?

    • Tito Lívio Santos Mota says:

      eleição, eis a questão

      Eleição, mérito próprio, escolha, programa, delegação de competências, nomeação pública e em concurso aberto, abolição dos privilégios individuais devidos exclusivamente ao sangue…

      a lista das diferenças entre república e monarquia é longa.

      Há repúblicas que as não aplicam ?
      Há !
      Só que a monarquia faz dos privilégios, sistema; da exceção, regra; da hereditariedade algo de superior ao mérito próprio; nega a supremacia do povo sobre a “mão de Deus”; torna perene o que deveria ser temporário (o poder); admite súbditos onde só deve haver cidadãos livres; etc.

      E é por isso que, por muito democraticamente eleitos que os governos holandeses sejam, a Holanda é e será um país menos democrático que as repúblicas europeias.

      Percebe agora, ou precisa de explicador.

      é que já cansa…


  40. Não, não se canse, que na sua idade é perigoso.
    De facto discutir consigo é como cortar os pulsos e enfiá-los numa bacia com álcool. Mistura conceitos anacrónicos (“mão de Deus?”), escreve no novo acordês com sotaque francófono. Advoga uma supremacia republicana como único e exclusivo sistema à face da terra. Se uma monarquia for referendada dirá que o “povo” (o que quer que isso seja) está errado e é preciso ensiná-lo, nem que seja à força. O sr. Tito Lívido advoga uma democracia de cabresto. Para si a tolerância é um adereço que usa ao peito como a medalhinha que lhe a república oferece para pagar a lealdade.
    Tudo bem. Mas novamente lhe digo: não se canse mais.

    • Tito Lívio Santos Mota says:

      desculpe lá mas cabresto pode ser o Duarte Nuno que tem dado provas disso. O povo português não é cabresto.
      Tenha paciência.

      e quanto ao meu português… respondo-lhe o que respondeu o General Cambronne aos ingleses em Waterloo : MERDE !

      E agora, acabou a conversa que não discuto com pessoas que usam ataques pessoais.

      BY !!!!

  41. Paulo Pinheiro says:

    O Sr Nuno Resende é mais um daqueles cristãos atípicos que despreza a religião cristã católica tal como é entendida pelo povo e se refugia em textos que só interessam a meia dúzia de fervorosos acólitos (bem sei que são mais que meia dúzia, o exagero é para fazer passar a mensagem).
    Depois, para cúmulo da desonestidade intelectual, arroga-se como sendo um digno representante da maioria dos crentes, os tais a quem não liga patavina Haja paciência!
    Digo cúmulo da desonestidade intelectual porque essa já está revelada na maneira como responde aos comentários que lhe desagradam: atirando ao mensageiro em vez de criticar a mensagem com argumentos.
    Será por, no fundo, enquanto ser racional, não ter nada para dizer?

    Mais uma vez, as melhoras

    • Tito Lívio Santos Mota says:

      eu tenho muito respeito pela religião daquela velhinha do poema do Guerra Junqueiro.

      “Ó velhinha santa, minha boa amiga,
      Reza o teu rosário, move os lábios teus!…
      A oração é ingénua? Vem de crença antiga?
      Não importa! reza, minha boa amiga,
      Que orações são línguas de falar com Deus!…

      Guerra Junqueiro, Os Simples,

      Pelas outras não tenho nenhum porque o não merecem nem fazem por merece-lo.


  42. A si, sr. Paulo Pinheiro não tenho nada a dizer, não.
    Devolvo-lhe as melhoras.

  43. Paulo Pinheiro says:

    Típico de quem não tem resposta a dar.

    Já não lhe desejo melhoras porque não sou adepto de causas perdidas.

    Passe bem, e se não tiver nada de substancial a dizer escusa de gastar o seu tempo a responder. Nem digo a mim, digo aos outros a quem não se dignou responder condignamente.


    • As respostas dão-se a quem sabe colocar perguntas. A maioria dos comentários, entre os quais se inclui os seus, são arremessos. Aliás, pobre pedrinhas com o intuito de acertar com força. Mas ambos sabemos o que acontece a um projéctil leve, mesmo que atirado com força. Raramente atinge o alvo.


  44. Ou me engano muito ou aqui desvirtuou-se um pouco a natureza daquilo que são, ou deveriam ser, os “Comentários”. Como lamento notar a dificuldade que temos (nós os portugueses) em discutir o que quer que seja com elegância e “fair play”, mesmo quando as posições são diferentes. Temos sempre tendência para resvalar na sombria ravina da deselegância (ou falta de respeito mútuo…).
    Pois eu acho que o Nuno Resende foi correto e apresentou argumentos enquanto isso foi possível… Não obstante, nós “humanos”, dispomos de um recurso muito variável duns para os outros. Chama-se paciência…. Ou “pachorra”… 😉

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