O delírio

Parque Escolar “é um exemplo de boa prática de gestão”, afirmou MLR

Outros exemplos de excelência: Madeira e BPN.  Pelo menos foi o que me contou ontem um sujeito enquanto me atirava areia para os olhos.

Comments

  1. joão says:

    Quando somos ignorantes só lemos ou ouvimos aquilo que nos interessa, e este Jorge é o exemplo disso, Senão saberia que essa frase está no relatório do tribunal de contas.


  2. E quando somos espertos, tomamos ares de iluminados, saltamos para cima da burra e lá vamos à vida emparelhados…


  3. Ai, ai, Jorge, nem sei como tem tanta paciência!

  4. Margarida Alegria says:

    “Boa prática»?!
    Fico a temer pelos restantes relatórios… que mais buracos serão devendados?
    A senhora Lurdes entrou não só em delírio como em órbita total. Daí, talvez, considerar muito normal a buracada! Já viajou por imensos Buracos negros desta e de outras galáxias!
    Abraço, Jorge!


  5. Não é, como é evidente. Mas para aquilo que foi mandatada e de acordo com o que tinha que cumprir, a ser verdade o que consta do relatório do TC, está longe de ser quem tem culpa na inevitável bancarrota nacional.

  6. jorge fliscorno says:

    Muito obrigado pelo elogio João, já que, vox populi o diz, ignorância é felicidade.

    Mas depois de se ver ao espelho, queria por favor chamar-me duplamente ignorante indicando-me o número da página desse relatório do tribunal de contas onde tal frase se encontra.

    Não sei se referirá à página 57 onde a PE é citada ou ao anexo assinado por MLR. Com efeito, em ambos existe uma referência às práticas de boa gestão. Mas como talvez saiba, estar no relatório do TC não equivale a ter sido escrito pelo TC.

    A mesma expressão também ocorre noutras passagens mas como citação da lei.

    Mas se quer mesmo citar o relatório do TC, vejamos então o que ele diz:

    Pelo que, não pode deixar de se concluir que a adjudicação dos serviços de projetistas, nos moldes preconizados pela PE, traduzidos numa seleção unilateral da entidade adjudicante, sem prévia demonstração dos critérios de escolha, adequada publicidade e consulta efetiva ao mercado, impediu o acesso de outros potenciais interessados ao procedimento, restringindo os mecanismos de concorrência, ainda que a adjudicação dos projetos da fase 3 tenha sido precedida de um processo de avaliação e da realização, a título residual, de consultas a mais do que uma entidade.

    Todavia, mesmo neste contexto inerente à evolução do programa, sempre fica por demonstrar e justificar a especial aptidão dos projetistas escolhidos e as razões porque lhes foram adjudicados os serviços em causa, em detrimento de outros interessados, reconduzindo-se o universo de possíveis candidatos aos considerados e designados, como tal, pela PE.

    Conforme decorre da explicação apresentada pela PE, a adoção do ajuste direto terá sido ditada por razões de celeridade (…)

    Acresce, ainda, que as 28 consultas a três entidades efetuadas na Fase 3 (…) não evitaram que as adjudicações recaíssem, novamente, em projetistas contratados em Fases anteriores do Programa, e nas restantes situações (73), em que se exigia esta consulta, a PE optou por recorrer ao regime geral de escolha do procedimento (…) para assim continuar a efetuar ajustes diretos com convite a uma entidade, tal como vinha acontecendo ab initio.

    Em conclusão, a PE estava obrigada, pelos normativos comunitários, constitucionais e do regime excecional que lhe foi atribuído, ao cumprimento dos princípios da concorrência, transparência e igualdade de oportunidades de acesso aos procedimentos, sendo que na contratação dos projetistas de arquitetura, não foram os mesmos, devidamente acautelados.

    Dada a minha ignorância, deve-me ter escapado algures o local onde o TC diz que a PE é um exemplo de boa gestão.

    Eu sei que o João não precisa mas aqui fica o link para o relatório em causa
    http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2012/2s/audit-dgtc-rel009-2012.pdf
    Cite-o qb. Abuse deste espaço que ainda não paga imposto.

    E João, mantenha-se feliz 😉

  7. jorge fliscorno says:

    «está longe de ser quem tem culpa na inevitável bancarrota nacional.»

    Absolutamente de acordo. Tal como em nada contribuiram para a bancarrota aqueles governos campeões das PPP (ai quem eram?, têm qualquer coisa a ver com “é só fazer as contas” e Paris, parece-me). Nem sequer aquele outro que perdoou a dívida à Madeira em 2000 (ui, escapa-me no nome desse socialista católico). Nem muito menos aquele outro que nacionalizou o buraco BPN depois de 3 dias de decisão.

    É isso, estamos na bancarrota por causa do PM mais africano que alguma vez tivemos e pelo que ele fez num ano.

  8. palavrossavrvs says:

    A prevaricadora considera delicioso e ético prevaricar ao ponto de se tornar na apóstola da prevaricação. Está bem, está.


  9. A PE andou essencialmente em roda livre até chegarem os apertos da crise.

    Ia citar exactamente o relatório do TC, mas como já o fizeste, deixo as seguintes duas reportagens que são bastante esclarecedoras quanto à Parque Escolar:

  10. maria celeste ramos says:

    Pois perante estes textos vou mas é ver o “lusitanos” que vão passear 8 horas por dia a fazer 120 Km da Estrada de Santiago – SIC 23:50 h de 10 abril 2012 – viagem de 5 dias com descanso para cavaleiros nos Albergues de peregrinos e os cavalinhos em sitios especiais + c cavaleiros vestidos a rigor com chapéu à Mazantino + capote e samarra – levam comida para os cavalinhos e chegarão no sábado – boa viagem para homens e bestas – a vida é uma pregrinação – a SIC faz hoje anos – tem sido um bom canal mas poluiu-se tanto com o big brother que me enojou mas mudou nem sei se para melhor – pena pois era bem bom canal

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