Cratinice não tem fim… A Estupidez da ignorância que os leva à Loucura

Ser Professor hoje não é o mesmo que há 100 anos atrás, embora pareça. Para os queques da linha, seja ela de Cascais ou da Foz, até pode parecer que é a mesma coisa, mas não é. E não são as paredes que fazem a diferença, nem tão pouco os computadores. Demagogicamente até poderia subscrever a ideia que a grande diferença até nem são os Professores: são os alunos!

Acresce a este contexto prismático e cada vez mais delicado, uma pressão mediática e / ou mediatizada sobre a profissão, que levou João da Ponte a sugerir que o “professor desenvolve o seu trabalho num ambiente cada vez mais agressivo” e Bárbara Wang a escrever que “de repente, os professores têm o peso do mundo sobre os ombros e, ao mesmo tempo, são o bode expiatório de todos os males da sociedade.”

E até os boys que nos governam perceberão, com dificuldade é certo, que ter alunos educados dentro da sala não é uma marca do nosso tempo. Por questões de vária índole,  as famílias e a sociedade em geral não estão a cumprir a sua função educadora, deixando para a Escola responsabilidades que não fazem parte do seu mandato social:  se há insultos no desporto, a culpa é da escola.

Se há gravidez na adolescência, de quem é a culpa? Da escola.

E, se o rapaz não se levanta para ceder o lugar no autocarro, de quem é a culpa? Pois claro, da escola.

E poderia continua a escrever… Mas daqui a pouco o post ficaria com mais linhas que os alunos que o Crato, do alto da suar cratinice, quer colocar dentro da sala: já agora, podem acabar com o horário destinado à Direcção de Turma e aumentar o horário de trabalho dos professores , em sala de aula, para 40 horas. O resto faz-se a dormir. Assim como assim a Escola Pública é para os pobres, essa coisa desnecessária! E mais um ou menos um, tanto faz – eles são todos iguais, ter 20 ou 30…

Comments


  1. Cem por cento de acordo, João Paulo!

    Os professores, embora não seja essa a sua função, ainda vão tentando incutir boa educação aos alunos durante as aulas; mas o verdadeiro drama, e de dificílima solução, é: quem vai educar os pais?

  2. Maquiavel says:

    Os professores de Portugal dever-se-iam demitir em massa. Gostava de saber o que fariam os ministros e os encarregados de educaçäo que exigem que sejam os professores a educar as crianças.

  3. Luís says:

    “Cratinice”?!!!

  4. asdaf says:

    Quando é que se muda o paradigma? As escolas não têem de se depósitos. Os professores são educadores mas a educação social a nível de princípios morais e cidadania tem de ser, primeiro, aprendida em casa. Os pais, que ficam horas a fio longe de casa, demitem-se dessa responsabilidade e o resultado está à vista: cria-se demasiada pressão sobre os professores e sobre as escolas e várias gerações de pirralhos indisciplinados e desligados do que é a vida em sociedade.
    Basta ver que os pais já são assim. Os filhos serão piores se nada fõr feito para os educar socialmente.
    Por mim tudo deveria mudar. Menos anos de escolaridade obrigatória e maior foco no ensino de profissões – que qualquer dia os putos nem um prego sabem pregar.

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