Portas e o estado da nação

Ontem Portas começou o seu discurso afirmando que “a culpa da crise é do estado”. Que o estado gastou o que não tinha. Ora, que eu saiba, o BPN era privado e toda a restante banca aflita ainda o é também.

Atendendo a que a banca contribui para mais de metade da dívida pública, é patente que Paulo Portas partiu de um dado errado para elaborar a sua tese. Todo o restante discurso está inquinado deste erro. Portas pregou uma falácia. Não importa que, pelo meio, tenha eventualmente dito algo certo. Aquele longo discurso valeu zero.

Naturalmente que alguns representantes do estado provocaram esta situação e, consequentemente, o estado é culpado, seja porque permitiu que isto acontecesse, seja porque nada fez para corrigir. Mas não era a este estado que Portas se referia. Pelo seu discurso se percebe que ele tinha em mente um estado composto por aqueles a quem se estão a cortar subsídios e por aqueles que viram os seus impostos aumentados. Porque o estado culpado tem o nome dos governantes do PS que arruinaram o país e dos actuais governantes do PSD/CDS que continuam sem corrigir a situação.

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  1. […] recentemente demonstrei, nem o BPN era público quando faliu nem a restante banca é púbica e, no entanto, […]

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