Como Conquistar a Felicidade

Como Conquistar a Felicidade – Livro escrito em 1989 por dois psicoterapeutas americanos. Um best-seller mundial editado em português pela Impala. Não sei se ainda disponível. Mas devia. Custou-me mil e duzentos escudos!

Eles contam histórias de pacientes, propoêm exercícios e fazem muitas perguntas. Bem que eu gostava de poder transcrever as mais de trezentas páginas do livro. Mas como não é possível, partilho algumas partes curiosas:

(…) Por favor, escreva o seu nome neste espaço:   ___       Depois, escreva – ISMO a seguir ao seu nome. Se alguém lhe pedir que diga o nome do seu sistema de crenças, da sua religião, da psicologia ou da filosofia que norteia a sua vida, apresente-lhe o nome que tiver escrito. É a sua própria via.    

(…) Partida: «Actuar como se» (agindo como se fosse a pessoa que se deseja ser).

(…) O que é o êxito? Quem mede aquilo que você vale? – você ou a sua audiência?

(…) As ideias são drogas. (…) As palavras são a moeda do comércio mental. (…) o uso repetido de algumas palavras-chave revela aquilo em que as pessoas acreditam.

(…) na verdade a mais importante parte da liberdade, consiste em sermos livres de ter as imperfeições e dores de que os seres humanos padecem.

(…) Quem é você? Sabe? (…) Interiormente, os seres humanos estão longe de ser indivíduos. São multidões e «eus» parciais.

(…) A minha vida está a ir para onde quero?

(…) Não estrangule a voz que, dentro de si, o informa de que poderá fazer quase tudo o que quiser.

P.S. Não percebo porque não andam estes livros nas mochilas dos estudantes do ensino Secundário, como fazendo parte de uma disciplina criada por alguém com visão no ME, tão importante como as outras.

Não é em função ou com o objectivo da Felicidade que estudamos?

Já imaginou uma disciplina no horário dos nossos filhos chamada Felicidade? E por que não? Este mundo é muito maluco…

Comments

  1. Miguel says:

    Excelente ideia. Maluco é ainda ninguém ter pensado em introduzir isso na escola. Afinal andamos aqui para ser infelizes? Parabéns pelo post.

  2. Cara Céu, adoro estes seus posts que põem as cabecinhas a pensar!

    Ah, a felicidade! Talvez não exista conceito que, ao longo do tempo, mais deturpado tenha sido!

    Hoje em dia, e lamentavelmente, para a grande maioria das pessoas, a felicidade é algo exterior a elas e por cuja consecução é preciso esforçar-se, lutar. E espelham a felicidade em objectos, ou em ideias, ou em sonhos. Mas isso não é felicidade.

    Sempre que haja um motivo, sempre que se pense “se eu tiver”, “quando eu for”, a felicidade continuará ausente. Se existe uma razão, um objectivo, algo em vista como condição sine qua non para alcançar a felicidade, ela jamais virá.

    A felicidade não é a satisfação de uma ânsia. Não é o círculo vicioso do desejo/satisfação. A felicidade não tem intervalos. Não se conquista, não se compra, não se aprende.

    A felicidade é um estado contínuo que se sente quando o indivíduo toma consciência do seu lugar na dimensão universal. A felicidade é parte intrínseca da existência quando o indivíduo toma consciência de que tudo pode quando pode passar sem tudo…

  3. Concordo com a Isabel: ainda bem que traz estes temas para aqui.
    Essa disciplina da Felicidade era uma boa ideia, dada por gente que soubesse mesmo como se aumenta e/ou constrói a auto-estima. Porque tudo passa por aí.
    No meio da selva de livros de auto-ajuda, há alguns que valem mesmo a pena. Há um que, infelizmente, não está traduzido para português, mas que, REALMENTE, mudou a minha vida: “Reinventing your life”, de Young e Klosko, psicanalistas norte-americanos. Na Amazon:

    http://www.amazon.co.uk/Reinventing-Your-Life-Breakthrough-Behaviour/dp/0452272041/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1342783346&sr=1-1

    • Eh pá, ao publicar o link, surgiu logo a capa do livro em formato gigante!!! Não foi propositado, mas pronto. Vejo que o link está lá, é só clicar na imagem.

      P.S. Não fiquem desconfiados perante a capa sensacionalista, bem à maneira americana. O livro é mesmo bom, escrito por profissionais que entendem do assunto e ajuda mesmo (para quem se quer deixar ajudar, claro).

    • Maria do Céu Mota says:

      Obrigada, Cristina, pela sugestão de leitura!

  4. Amadeu says:

    Maria do Céu
    Seria uma ideia fantástica uma disciplina (só uma ?) de crescimento pessoal.
    E porque não haverá ? Porque cada um saber afirmar a sua individualidade e originalidade, a sua felicidade, é muito muito perigoso para o sistema. Uniformizar é o que está a dar.

    Haverá algo mais revolucionário que afirmar: As ideias são drogas. (…) As palavras são a moeda do comércio mental. (…) ?
    Para o senhores do sistema, seria a anarquia.

    • Maria do Céu Mota says:

      Obrigada pelo seu contributo, Amadeu. Talvez um dia se consiga em Portugal, de forma inovadora (eles não querem inovação, criatividade, novas ideias?), algo inédito no ensino: estudar a felicidade (e este assunto está presente na História das Ideias, na Literatura, na Música, na Arte em geral, etc. E até a Economia começa a incorporá-la! Mas ai, a Política, o Direito, etc….Perdemos tempo com coisas que não levam a nada. Rodeios, atalhos, sem dar o nome aos bois. Estamos à espera de quê para sermos mais felizes?

  5. xico says:

    Não gosto em princípio de livros de auto-ajuda. Vê-lo nas mochilas dos jovens não seria mau. Mas muito bom seria ver nas mãos dos jovens os Pensamentos de Pascal, ou os Ensaios de Montaigne ou as obras de Cícero. E porque não, Platão. Em regra esses livros de que fala são cópias do que estes grandes pensadores já disseram e com muito mais qualidade.

  6. xico says:

    E o Elogio da Loucura, o elogio da loucura, o elogio da loucura…. do querido Erasmo. Os jovens até podiam ir ao engano com o nome, mas seria muito mais útil. Vai-me desculpar mas os pensamentos e axiomas que apresentou estão muito aquém do que se pode ler nos clássicos.

    • Maria do Céu Mota says:

      Xico, tem muita razão. Acredite, que um dia destes vou trazer para casa o Elogio da Loucura, uma falha muito grande da minha parte não o ter feito ainda. Obrigada!

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