Curiosity, o Prazer de Explorar

A saga iniciada pelo rover Curiosity, na cratera Gale, Marte, promete larga excitação na nossa Espécie, em razão do que será possível apurar quanto à composição dos solos e à putativa confirmação de vida em Marte, a coisa mais natural e habitual do Universo, estou convencido. Não percebo o que há a temer na exploração do Sistema Solar. Do alto do seu laicismo, muitos há que alimentam tabus apocalípticos da mesma maneira outros, religiosos, há poucos séculos ainda, temiam a concorrência por parte da Ciência ao corpus de supostas inquestionabilidades da Fé, como se mesmo os conceitos de divindade e criação, precisamente graças à Ciência, não fossem passíveis de alargamento e enriquecimento. Quando a ciência é rara, haja pelo menos sabedoria.

Comments

  1. João Paz says:

    A questão que se coloca nestes casos é se não será monstruoso, mesmo com os inegaveis benefícios para o saber (talvez não para a humanidade mas essa é outra estrada que nos levaria muito longe) desprezar olimpicamente quem tem fome, quem não tem cuidados médicos etc etc mesmo nos EEUU e gastar biliões para que meia dúzia ou nem tanto de empresas monopolistas lucrem.
    Mas… essa monstruosidade faz parte intrínseca do sistema.
    É o seu alimento central.

    • Amadeu says:

      A sua dupla falácia é:
      Gastar biliões na exploração de Marte para dar lucro a meia duzia de monopólios implica desprezar quam tem fome.
      Nem a motivação nem a conclusão são verdadeiras.
      Conclusão: Bosta de raciocínio.

      • João Paz says:

        CARO AMADEU
        Se lhe parece que a motivação não está certa deve pensar que há outra para o pequeno gang que manda em quem foi eleito.
        Não andarei certamente muito longe se pensar que lhe parece possível que a motivação seja o saber alcançado pela humanidade.
        Se o for sempre lhe direi que também já houve um tempo em que acreditei no pai natal.
        Mas se a motivação e a conclusão que apresento se lhe afiguram como um “raciocínio de bosta” apresente quais são, a seu ver, a ou as reais motivações ou ficarei a pensar que o seu comentário é uma AGRESSÃO GRATUITA.

        • Amadeu says:

          Caro João Paz
          Vou chamar o Stephen Hawking para lhe responder:

          “Porque deveríamos ir para o espaço? Qual é a justificação para realizar todo esse esforço e gastar esse dinheiro na obtenção de alguns pedaços de rocha lunar? Não existem causas melhores aqui na Terra? De certa forma, a situação foi assim na Europa antes de 1492. As pessoas podem muito bem ter argumentado que era um desperdício de dinheiro enviar Colombo num navio para mares desconhecidos. No entanto, a descoberta do novo mundo fez uma profunda diferença para o velho. […]
          No espaço o efeito será ainda maior. Irá mudar completamente o futuro da raça humana […].
          Poderá não resolver nenhum dos nossos problemas imediatos na Terra, mas nos dará uma nova perspectiva sobre eles […].

          Esperamos que este desafio possa unir-nos para enfrentar um desafio comum.
          Esta seria uma estratégia de longo prazo[…]. Poderíamos ter uma base na Lua dentro de 30 anos ou chegar a Marte em 50 anos e explorar as luas dos planetas exteriores em 200 anos. Por “chegar”, quero dizer com o homem ou, devo dizer, vôo espacial com pessoas.
          […] Ir para o espaço não será barato, mas consumirá apenas uma pequena proporção dos recursos mundiais. O orçamento da NASA tem-se mantido mais ou menos constante em termos reais desde o tempo das Apollo, mas diminuiu de 0,3 por cento do PIB dos Estados Unidos em 1970, para 0,12 por cento neste momento.

          Mesmo se tivéssemos que aumentar o orçamento internacional 20 vezes para fazer um esforço sério para ir para o espaço, seria apenas uma pequena fração do PIB mundial.
          Haverá aqueles que argumentam que seria melhor gastar o nosso dinheiro resolvendo os problemas deste planeta, mudanças climáticas e poluição, ao invés de desperdiçá-lo em uma busca infrutífera por, possivelmente, um novo planeta.
          Não estou negando a importância do combate às alterações climáticas e o aquecimento global, mas podemos fazer isso com apenas 0,25% do PIB mundial para o espaço. O nosso futuro não valerá essa pequena contribuição?[…]“

          • João Paz says:

            Caro Amadeu
            Esta sua resposta tem princípio, meio e fim e considero-a salutar e radicalmente diferente do seu comentário inicial.
            Á pergunta com que acaba respondo que sim, incluída no contexto em que a coloca parece-me fácil esta resposta da minha parte.
            Mas a questão que levantei continua , a meu ver a não poder ser ignorada.
            A resposta de Maria do Céu Ramos e muito em particular este trecho “podemos ter ambos – e nem é questão de prioridade porque há dinheiro que chegue para tudo – está é concentrado em alguns e não chega para a maioria” coloca-a de forma muito mais elaborada do que eu o fiz.
            hà vário tipo de prioridades e, reconheço agora, que poderemos avançar com algumas delas sem esquecer que continua a haver outras que mereceriam da nossa parte bem mais atenção.
            Este foi o sentido do que pretendi dizer ai afirmar que isto tinha (ao que li continuo a pensar que tem) como objectivo primeiro o lucro de um punhado de empresas monopolistas.
            Mas por vezes algo profundamente errado pode trazer algo de útil e não poderemos nem deveremos deitar fora o bébé junto com a água do banho.

    • palavrossavrvs says:

      É monstruoso tal como seria ter feito pintado o tecto da Capela Sistina em vez de organizar uma Sopa dos Pobres com gambas e caviar para todos os indigentes de Roma.

      Mas cada um de nós, individualmente, tem gestos monstruosos e desperdícios imperdoáveis. Explorar e saber mais não têm preço.

      • João Paz says:

        “Explorar e saber mais não tem preço”
        Concordo consigo e há sempre uma quota parte de irracionalidade em muitas coisas que fazemos.
        Muito provavelmente até haveria posibilidades para fazer estes (ou outros parecidos sem ter o lucro e o compadrio em 1º lugar) porque o SNS p, ex, custa menos em Portugal do que custa nos EEUU por mil habitantes desde que (uso maiúsculas para sublinhar) SE RESPEITASSEM PRIORIDAES e a primeira é para mim e sem qualquer espécie de dúvida acabar com a fome em obsceno contraste com a opulência.

        • palavrossavrvs says:

          Concordo. É uma prioridade, mas somos uma sociedade individualista e medíocre, onde se passa fome e sofre em silêncio e fora dos olhares vizinhos.

          Não espero nada de bom para Portugal caso não encontremos uma paixão comum, por exemplo a libertação total da fome e da miséria. Enquanto se agravar o fosso que separa os nossos catrogas dos nossos excluídos, prefiro sonhar com as paisagens marcianas.

          • João Paz says:

            O sonho comanda a vida mas prefiro sonhar com opções que acabem com a penúria provocada por 1% a 99% do que com paisagens marcianas. Opções certamente.

  2. Hegemonia? nã...tamos é fraquinhes says:

    o prazer custa dinheiro e energia

    quem tem prazer nisse que pague a cu rios idades alheias

    Portugal

    105

    Germany

    95

    United States

    47

    Russia

    21

    Brazil

    12

    Latvia

    8

    Spain

    2

    United Kingdom

    2

    Ireland

    2

    Canada

    1

  3. maria celeste ramos says:

    Mas cada um de nós, individualmente, tem gestos monstruosos e desperdícios imperdoáveis. Explorar e saber mais não têm preço-frase copiada de Palavrossavsvr- a exploração espacial não tem que parar para que haja pão para todos – podemos ter ambos – e nem é questão de prioridade porque há dinheiro que chegue para tudo – está é concentrado em alguns e não chega para a maioria – a imoralidade do homem não tem que impedir o avanço da ciência pois o homem +e imensamente curioso e quem ganhar os céus – apenas que há os que podendo, nos fazem o inferno e nem são nem cientistas nem contribuem para nada de avanço do homem e sociedades – a invasão do ESpaço trouxe os maisores benefícios para comunidade humana – apenas para alguns e porquê ?? Mas no entanto recordo a opinião de minha mamã quando o homem pôs o pé na LUA como se fosse violar o sagrado – mas eu entendo-a e fiquei com meu irmão pregada ao écran da TV – mas agora começou o lixo da TV telenovela lixosa e ou mudar de canal – o que custa a telenoveva também dava para dar de comer a muito esfomeado e home less – prioridades ?? sim mas cultuais que elevem o homem e não os faça preferir os “playBoy” e o dinheiro das fundações e o que se paga a eurodeputados e cartões e rédito doirados e de telemóvel sem tecto aos governantes e autarcas e todos esses incapazes, chegava para não haver fome no mundo nem animais abandonados a morrer de fome e doença e abandono – eu que trabalhei em ordenemento das paisagens e agora que se fala tanto em sustentável, acho que o ordenamento e o sustentável tem dechegar aos dinheiros do OE que é comido por vampiros do meu país e da europa e co mundo que preferem a guerra à paz e como em portugal os caçadores que se se queixam de lhes ser controlado o nómero de animais a poder caçar – que desgraça de “caçadores” – só há “caçadores” . esses Deus Pinheiros e Catrogas e autrarcas e eurodeputados e se conatte o que gastam de refeições op´+iparas na Ar e nos cartões de crédito e toos de gama até chegaria para 10 mil~pes de portuguses viverem bem – e que o ensino não fosse a merdice que é em que o facilistismo faz meninos e homens que escarram na minhja rua – esses são de facto #um escarro# socio-cultural
    Que bom ter sabido que o monte mais alto do sistema solar fiva em Marte – que bom “e sempre que o homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança” – apenas que o actual sonho não passa do cifrão sacado onde os podem sacar, como eu, funcionária pública que não posso como as PPP aumentar-me a mim própria nem o faria em desigualdade relativa para com os outros – `dito que não há como os pobres para terem noção de justiça – eu tenho e tenho também a 4ª classe mas os governantes têm diplomas de lusófonas e de Bolonhas

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