Ovos estrelados

Em Abril, na revista Fugas/Público, Miguel Esteves Cardoso escreveu deliciosamente sobre a felicidade de comer ovos estrelados! No mesmo dia, li no Expresso que vão ficar mais caros 60% …

Vou escrever sobre eles, hoje, que a minha sogra me trouxe meia dúzia de ovos das suas galinhas!

Um ovo estrelado é uma beleza! Quem não gosta de ovos estrelados? «Espetar» a batata frita aos palitos na gema… ou o arroz misturado com a gema semicrua!!

Lembrei-me neste exacto segundo que costumava misturar açúcar com broa nos ovos estrelados quando era criança. A minha mãe adorava também. Julgo que já não o faz…

O que seria de uma dona de casa sem os ovos? Quando não há nada de jeito para fazer nem tempo para descongelar peixe ou carne, recorro aos ovos, os melhores amigos da cozinheira!! Claro que mais que um já é uma festa!

O que se pode fazer com ovos…quase tanto como com o bacalhau!

Um ovo estrelado dentro de um pão (a gema a cair no prato), acompanhado por uma sopa já desenrasca e nada mais rápido. Comida de pobre? 

Comida de «pobre» é a que me sabe melhor!

“Tipo” kosher-KLOP!

Notícias dos frechados camaradas do Partido Jobbik, informam-nos acerca de uma curiosidade de verão: no Parlamento Europeu, está uma versão disco do Feld-Marschall Erhard Milch. É mesmo caso para um vibrante KLOP!

Relvas é Portugal

Não há notícias de que o omnipresente, dinâmico, empreendedor, Relvas se tenha demitido. Nem se demitirá. Fez melhor. Desapareceu. A licenciatura de Relvas, as equivalências do Relvas, o papel triste da Lusófona no processo, mesmo os multi-hiper-ultra negócios do Relvas, tudo veio divertir-nos enormemente antes das férias, reforçando o lado provinciano, inconclusivo, pícaro e falhento da nossa classe política e a miserabilidade deplorável da nossa democracia e Regime: vale tudo, não há escrúpulos, o modus operandi da geral rapacidade das nossas elites não muda. Está tudo ligado. Antes disso, Relvas enfrentou uma comissão parlamentar, titubeando no que o vinculava ao super-espião Silva Carvalho, homem de alma rugosa e que o Porcalhão Parisiense empossara. Está tudo ligado. Relvas foi ainda acusado pela Redacção e Direcção do Público de ter ameaçado fazer um boicote do Governo a esse órgão e divulgar a proximidade íntima de uma jornalista com um socialista qualquer que lhe toldaria a isenção. Relvas proporcionou-nos novela. Relvas proporcionou-nos picante. O facto de haver quem defenda Relvas, como José Miguel Júdice, não releva de nenhuma hipocrisia ou decadência adicionais que se tenham abatido de repente, calamitosas, na política nacional. A política nacional é calamitosa, desleal, rapace, oportunista. Recordemo-nos que Júdice defendeu derreadamente o Porcalhão Parisiense, por vezes de modo mais leal que Emídio Rangel, o Grande Bobo. Está tudo ligado. Não era com Relvas que o padrão haveria de mudar.

Portugal recorre(rá) a emigrantes

Depois de ler a notícia «Madeirenses pagam a festa da aldeia, recuperam a igreja e ajudam a pagar tratamento de criança vítima de um acidente», fiquei a pensar: é preciso que venham os emigrantes resolver os problemas da sua terra. Os emigrantes saíram do país à procura de melhores condições de vida, fizeram um bom pé-de-meia e, sentindo-se gratos pelo sucesso e pela vida que lhes tem corrido bem, têm actos generosos como o tiveram os madeirenses de Boaventura que, chegados da África do Sul ou da Venezuela, pagam festas na aldeia e ainda providenciam melhoramentos e cuidam da saúde de uma menina.
Esperemos que seja apenas Boaventura e outras pequenas vilas e aldeias portuguesas a precisar destes pequenos (grandes) apoios.
As coisas estão de tal maneira, que não é difícil imaginar recorrer-se a eles para «desenrascar» Portugal.
Tratem-nos bem, é o mínimo que se pode fazer.
Bem hajam

O bobo e o umbigo

Quem não seja do ramo pode estranhar, mas entre a malta de História é vulgar cada um ter os seus fetiches, históricos.

Ao Paulo Guinote deu-lhe para ter um bobo, versão romanceada não exactamente pelo Herculano, uma aparição moderna na forma de quem entre cuspidelas no dicionário acredita em microfones escondidos nas caixas de ventoinhas barulhentas e despeja traques quando é contrariado. Uma Zita, um Crespo, que se assina Fafe, e sofre de nanismo mental, tipo confundir aventar com Aventar, por conta de um “avatar“.

Eu por mim, gostava de ter um Nuno Gonçalves cá em casa. Fetiches, ao contrário de gostos, não se discutem. Siga.

Neste caso (e noutros) também sou liberal

ou a rigor, libertário: Fascismo higienista causa vítima mortal

Uma Junta de Freguesia Que Tende Para a Ilegalidade

No dia 05 de Junho do corrente requeri à Junta de Freguesia de Tadim, e em carta registada com aviso de recepção, o processo relativo à legalização da câmara de videovigilância que se encontra no parque de merendas; como referi anteriormente, mercê a pergunta que levantei na anterior Assembleia de Freguesia, não obtive uma resposta una ou capaz pelo que persisto ainda na dúvida quanto à legalidade daquela câmara.

Igualmente, apresentei denúncia na GNR local relativamente àquele equipamento; a GNR não me informou ainda do resultado da solicitação que a mesma apresentou à Junta de Freguesia.
Como competia, a Junta de Freguesia deveria ter-me dado uma resposta (qualquer que fosse) no prazo de 10 dias após a minha solicitação por escrito. Já decorreram cinco semanas. Posso apenas concluir que esta Junta tem uma propensão forte para a ilegalidade… democraticamente!

Nesta mesma data de 05 de Junho, e numa outra carta registada, solicitei à Assembleia de Freguesia, a disponibilização das actas pós-Junho de 2011 (dado que as anteriores se encontram, como elogiei, no site oficial da Junta e republicadas neste site).

Não deixa de ser vergonhoso um atraso de mais de meio ano relativamente à disponibilização franca daquelas actas. No entanto, teço aqui um elogio ao facto de a Junta de Freguesia, e no melhor interesse dos cidadãos, se ter já prestado a divulgar a “noite memorável” do “Tadim a Cantar”.
Parabéns pela prontidão.

Portugal inspira

Como disse noutro post, é um prazer encontrar referências ao nosso país nos livros de escritores estrangeiros. Neste caso, num escritor premiado com o Nobel, o poeta sueco Tomas Tranströmer, que dedica poema à capital e à ilha do Funchal.

Lisboa

No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes.
Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões.
Acenavam através das grades.
Gritavam que lhes tirassem o retrato.

“Mas aqui!”, disse o condutor e riu à sucapa como se cortado ao meio,
“aqui estão políticos”. Vi a fachada, a fachada, a fachada
e lá no cimo um homem à janela,
tinha um óculo e olhava para o mar.

Roupa branca no azul. Os muros quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa:
“será verdade ou só um sonho meu?”

Tomas Tranströmer (Nobel da Literatura 2011)
Tradução de Vasco Graça Moura

Funchal

O restaurante do peixe na praia, uma simples barraca, construída por náufragos.

Muitos, chegados à porta, voltam para trás, mas não assim as rajadas de vento do mar. Uma sombra encontra-se num cubículo fumarento e assa dois peixes, segundo uma antiga receita da Atlântida, pequenas explosões de alho.

O óleo flui sobre as rodelas do tomate. Cada dentada diz que o oceano nos quer bem, um zunido das profundezas.

Ela e eu: olhamos um para o outro. Assim como se trepássemos as agrestes colinas floridas, sem qualquer cansaço. Encontramo-nos do lado dos animais, bem-vindos, não envelhecemos. Mas já suportámos tantas coisas juntos, lembramo-nos disso, horas em que também de pouco ou nada servíamos ( por exemplo, quando esperávamos na bicha para doar o sangue saudável – ele tinha prescrito uma transfusão). Acontecimentos, que nos podiam ter separado, se não nos tivéssemos unido, e acontecimentos que, lado a lado, esquecemos – mas eles não nos esqueceram!

Eles tornaram-se pedras, pedras claras e escuras, pedras de um mosaico desordenado.

E agora aconteceu: os cacos voam todos na mesma direcção, o mosaico nasce.

Ele espera por nós. Do cimo da parede, ele ilumina o quarto de hotel, um design, violento e doce, talvez um rosto, não nos é possível compreender tudo, mesmo quando tiramos as roupas.

Ao entardecer, saímos. A poderosa pata, azul escura, da meia ilha jaz, expelida sobre o mar. Embrenhamo-nos na multidão, somos empurrados amigavelmente, suaves controlos, todos falam, fervorosos, na língua estranha. “ um homem não é uma ilha.“ Por meio deles fortalecemo-nos, mas também por meio de nós mesmos. Por meio daquilo que existe em nós e que os outros não conseguem ver. Aquela coisa que só se consegue encontrar a ela própria. O paradoxo interior, a flor da garagem, a válvula contra a boa escuridão.
Uma bebida que borbulha nos copos vazios. Um altifalante que propaga o silêncio.

Um atalho que, por detrás de cada passo, cresce e cresce. Um livro que só no escuro se consegue ler.

Tomas Tranströmer
(Traducão do sueco para alemão por Hans Grössel)
Traducão do alemão para português por Luís Costa

Esquerda – destinada a perder?

No Público de hoje, Maria de Fátima Bonifácio assina um texto, a Impotência da Esquerda Radical, que longe de ser integralmente subscrito por mim, levanta uma questão essencial: se nós, eleitores de esquerda, defendemos uma sociedade que é mais justa, mais solidária, mais equilibrada, etc, etc, etc, como é que estamos sempre a perder? Porque é que os eleitores não votam à esquerda?

Serão, como diz MFB, as propostas de igualdade algo que o eleitor não quer? Será que cada um dos potenciais decisores, no momento do voto, prefere o seu IPAD ao sistema nacional de saúde para todos? Será que o LCD é, na urna, mais valioso que o sistema educativo para todos?

Será que podemos também ganhar?

Ou será que vamos perder sempre?

Agricultura Biológica

A escorrer para a rua.

Incompleto, meu caro Eça

“Uma nação vale pelos seus sábios, pelas suas escolas, pelos seus génios, pela sua literatura, pelos seus exploradores científicos, pelos seus artistas” Eça de Queirós (1845-1900), escritor

Rui Ramos lava mais branco

A desmontagem da “História” de Portugal em fascículos pelo historiador Manuel Loff, parte II

Maya preocupada com a concorrência de Passos Coelho

Maya confessou em círculos mais próximos que está preocupada com a concorrência de Pedro Passos Coelho.

Na realidade, o primeiro-ministro, tal como a taróloga/relações públicas, também esteve na televisão a usar uma linguagem ambígua e contraditória, afirmando que estava a prever o futuro, ao mesmo tempo que mostrava que não tinha bem a certeza de que as suas previsões iriam dar certas. Basta lembrar que o primeiro-ministro/vidente disse que em 2013 não haverá recessão e será, ao mesmo tempo, o ano da “preparação da recuperação”. [Read more…]

Reis de Portugal – D. João I

Documentário português sobre os reis portugueses. Neste episódio, D. João I, o Mestre de Avis que chegou ao poder após a morte do meio-irmão, D. Fernando. Primeiro rei da segunda dinastia, foi o responsável pelo início do movimento expansionista. Aos seus descendentes, Camões chamou a Inclita Geração. O ideal para terminar esta unidade e para começar a matéria do 8.º ano propriamente dita. 

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Unidade 4.3. – Crises e Revolução no séc. XIV

Foi por amor

 

Em pleno estádio, Luisão apaixonou-se. O árbitro ficou literalmente siderado.

Com uma pré-temporada assim (somemos à ave que se pirou no primeiro jogo), o campeonato promete.

Imagem via Bitri

Assange

Reino Unido ameaça tomar de assalto a embaixada do Equador para prender Assange [na BBC]. Edição, siga esta história no twitter: aqui e aqui.